Costumas conectar-te com a tua Essência?

Este texto que partilho hoje, ainda é um pouco fora daquele que é o meu formato habitual por aqui (espero voltar a ele em breve). Contudo, é o que está dentro das vivências atuais.

Já o partilhei na página do facebook mas, como nem todos os leitores que vão acompanhando o que escrevo fazem uso da mesma, optei por colocá-lo aqui também. Afinal, nunca se sabe quem se poderá sentir tocado ou inspirado, nem que seja só um pouquinho, pela sua mensagem.

Acabei de dar mais um salto na minha Vida, e ainda me sinto na fase do voo, confiando que o Universo vai colocar o chão em baixo. Foi um salto seguido de novas situações, circunstâncias e emoções para processar que não eram, de todo, esperadas. Mas, bem vistas as coisas, o que é realmente esperado nesta Vida? Tudo na Vida requer Movimento, Mudança… Mesmo que seja de forma muito gradual.

Devagarinho.

Dentro do Movimento no qual me encontro no momento, estou a levar a cabo um trabalho de escrita, que acaba por assumir um jeito peculiar de ser, visto que é direcionado para alguém em particular.

Contudo, dentro do extenso texto já escrito, tenho sentido em mim a necessidade de partilhar convosco esta parte. Por isso, com as devidas adaptações, cá vai:

Costumas conectar-te com a tua Essência?

Aceitas o meu convite para o fazer? Espero que sim!

Inspira e expira calma e profundamente. Fá-lo quantas vezes forem necessárias até conseguires levar o ar desde o topo da tua cabeça à ponta dos dedos dos pés. Quando inspirares, visualiza o ar a percorrer o teu corpo todo. Sente esse ar a chegar a cada célula. Desfruta dessa sensação de bem-estar e de presença.

Quando quiseres, coloca uma mão sobre o teu peito. Sente o pulsar do teu coração e pergunta pela tua bolinha de Luz.

Chama por ela. Pede-lhe que se mostre. Diz-lhe que estás disposta(o) a recebê-la com todo o teu coração. Com todo o teu Amor.

Pode ser que a consigas vislumbrar, sentir ou ambas. O certo é que o melhor órgão para “veres” a tua Essência é o coração. Por isso, sente-a. Fica aí um bocadinho, só a sentir.

Sente. Sente.

E quando a sentires bem presente fala com ela. Já é tempo de falares com ela.

Já é tempo de a escutares.

Ela tem tanto para te dizer.

Pergunta-lhe como é que ela está. Pergunta-lhe como é que ela se sente. Pergunta-lhe como é que ela se sentiu nestes anos todos da tua vida (que também foi a vida dela).

E ouve tudo.

O melhor órgão para “ouvires” a tua Essência é o coração.

Sente. Sente e escuta todas as respostas que ela te der.

Se possível, escreve numa folha ou num caderno todas as respostas que ela te transmitir.

Uma a uma.

Com calma e tranquilidade. Cada uma no seu tempo.

Consegues sentir as saudades que ela tinha de ti? Consegues sentir as saudades que tu tinhas dela? Imensas, não são?

E como essa bolinha é Luz, é imprescindível que lhe perguntes: “Queres que eu te deixe brilhar?”

E te garanto que o “SIM” que ela tem para te dizer, e que vais sentir a pulsar no teu Ser, é algo que ela sempre quis que tu a deixasses fazer.

Essa bolinha de luz é a tua Essência. É o teu estado mais puro e subtil de Ser. É quem tu realmente És.

É quem realmente sempre foste.

E essa bolinha de Luz esteve sempre aí.

O tempo todo. 

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Fotografia de Eric Paré: https://www.instagram.com/ericparephoto/

Susana Martinho

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Uma breve reflexão…

Já não escrevo um texto para o blogue há praticamente um mês.

Continuo a sentir o apelo de o fazer mas, necessito de encontrar/criar o meu espaço de tempo e disponibilidade para o fazer. E isso é algo que requer que escolhas sejam feitas e que haja Coragem para lidar/assumir as consequências dessas mesmas escolhas.

No passado dia 31 de Maio, partilhei uma breve reflexão na minha página de facebook. Hoje, estou a sentir que a devo partilhar aqui também. Por isso, cá fica ela:

É preciso Coragem para escolher o Amor sobre o medo!
Mesmo…

Principalmente naqueles momentos em que tudo no teu Ser te mostra que há um caminho que já não te serve e, mesmo assim, a voz do medo, que te quer prender à falsa ilusão da segurança que esse caminho poderia proporcionar, fala tão alto, que se torna quase ensurdecedora.

É preciso Coragem para escolher o Amor sobre o medo, porque isso implica escolher a nossa própria pessoa, a nossa essência, em primeiro lugar.

É preciso Coragem para escolher o Amor sobre o medo, porque isso implica dar um salto para o desconhecido. Um salto de .

E se dentro de ti soubesses que, dando esse salto, o chão acabaria por aparecer. Saltarias?

Olha à tua volta. Tens reparado nas evidências que a Vida tem colocado diante de ti, todos os dias e, por vezes, tantas vezes no mesmo dia?

Chega a ser impressionante a forma como a Vida comunica connosco e nós, por estarmos tão identificados com o medo, insistimos, de modo quase intransigente, em ignorá-la.

Ignoramos constantemente a voz da nossa Intuição. A voz da nossa Essência. Aquela voz que quer realmente a nossa felicidade e bem-estar. A voz de quem nos ama e nos chama para o Caminho do Amor. Essa voz que palpita dentro do teu peito e que te faz apenas um pedido: “Olha para mim! Escuta-me!”

Através do Jeffrey Allen, conheci uma frase que diz algo como: “Ouvir a voz da nossa intuição não é difícil. O difícil é escolher seguir o que ela diz.”

Essa escolha requer que cries Coragem. Por isso, até que ponto estás disposto a ser Corajoso, hoje?

Até que ponto estás disposto a dar esse salto que te coloca no Caminho do Amor? Até que ponto tens Coragem para ir ao encontro de Ti?

E pergunto a Ti, ao mesmo tempo que pergunto a mim, com a convicção de que, mesmo com o medo a querer entorpecer-me os sentidos, eu estou disposta a saltar. 

Eu entrego.
Eu confio.
Eu aceito.
Eu agradeço.
Obrigada!  

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho

Vamos semear sonhos? – 5.ª parte

Como anda o teu processo de sonhar? Tens descoberto quais são as sementes dos sonhos que trazes em ti para que os possas semear? E o mais essencial: tens nutrido, mesmo que seja só por uns breves instantes por dia, o amor por ti?

Todos estes passos são indispensáveis para a concretização de sonhos e espero que, ao teu ritmo, andes a colocar os teus passos a trilhar o caminho que te leva em direção a eles!

Se tens vindo a perceber o que faz o teu coração vibrar, também tens vindo a desvendar quais são os desejos que te movem. Que é o mesmo que dizer que tens vindo a descobrir quais são as sementes dos teus sonhos e, como sementes que são, já contêm em si todo o potencial e informação para que possam germinar. Para que se possam manifestar.

Por esta altura, acredito que estejas mais consciente de que o Caminho do Amor é o terreno fértil em Abundância para que possas semear os teus sonhos e que o Amor-Próprio é efetivamente a seiva com que os podes nutrir.

Com esta tomada de consciência, lembra-te que só vives no Agora.

O instante em que estás a viver, mais do que ser o tempo presente, é o único momento em que podes realmente experienciar a Vida. E é nele que tens a possibilidade de semear os teus sonhos. Uma sementinha de cada vez…

No Ciclo do Sonho, é imprescindível que cultives os teus sonhos no Agora, tendo por base quem És, neste exato momento da tua Vida.

Esta fase do processo é tão importante porque, sonhos que sonhaste no passado, podem fazer-te vibrar por aquilo que achas que te faz falta. Por uma energia que já não és. Por outro lado, não o faças com o foco no futuro também, pois, ao te projetares nesse tempo que ainda está por vir, sais do momento em que estás a viver. E como deixas de estar presente neste que é o instante mais fulcral da tua vida, o mais provável é que, movido pela ansiedade da incerteza que é inerente a tudo o que é vindouro, coloques a semente, desse sonho que tanto queres ver brotar, no terreno do caminho do medo. E lá, ele acabará por germinar mas, nunca com o brilho, a magnificência e o encanto que só o terreno do Caminho do Amor pode proporcionar.

Portanto, tu és o agricultor dos teus sonhos. Como tal, tens de estar atento às épocas de cultivo respeitantes aos diferentes tipos de plantação, para que possas colocar as sementes na terra no momento mais propício à sua germinação.

Aqui chegados, estamos prestes a entrar naquele que talvez se possa considerar o passo mais difícil de conseguir estabelecer, e que é: entregar! Soltar…

E como aplicar analogias com o que acontece na Natureza nos ajuda sempre no processo de compreensão da nossa realidade, para entendermos melhor em que consiste o “soltar”, lembremo-nos do que faz o agricultor.

Depois de ele ter lançado as sementes à terra, por muito que tenha preparado o terreno e planeado o sistema de plantio, as condições meteorológicas, por exemplo, são condicionantes que ele não pode controlar.

Para além disso, ele não pode forçar a planta a brotar da terra e a crescer, antecipando o tempo da colheita. Ao agricultor, resta aguardar e confiar no próprio processo de germinação das sementes que lançou à terra. No seu íntimo, ele sabe e confia que elas contêm em si toda a informação necessária para se desenvolverem. Afinal, se ele deitou na terra sementes de macieira, serão macieiras que irão germinar.

Caso ainda te sintas em dúvida, lembra-te que tu também és um sonho manifestado!

Estás aqui, a ler este texto, como um ser humano completamente formado mas, também tu, já foste uma sementinha. Uma semente que, ao se dividir, se multiplicou. Da união de duas células, outras duas se formaram, até que fossem dezenas, centenas… milhares.

E a mãe que te abrigou no seu ventre, não teve de andar a pensar, a planear e a controlar como fazer para que os teus órgãos, as tuas pernas, os teus braços, os teus dedos, o teu corpo se formasse. Restou-lhe confiar no processo e esperar. Esperar o tempo da colheita. Esperar o momento do teu nascimento.

E aqui estás tu. Sonho manifestado e criado. Um sonho com vários sonhos dentro.

Todos esses sonhos que fazem parte do teu Ser, são sementes em estado de latência, aguardando as condições ideais para germinar. Sendo que tu és a única pessoa no mundo que os pode cultivar.

Por isso, respira. Profunda e calmamente. Foca a tua atenção na tua respiração e estarás a colocar as bases do teu Ser no Agora. Nesse instante, pergunta ao teu coração: o que posso fazer para que te sintas feliz? Qual é o sonho que queres manifestar? E deixa que a resposta surja. As respostas sempre surgem…

Quando ela surgir, irás perceber uma alegria que emana do teu coração. Permite-te vibrar por essa alegria e, quando sentires essa emoção com todo o teu Ser, podes ter a certeza de que estás a pisar o terreno fértil em Abundância do Caminho do Amor. Com essa certeza no peito, celebra quem és. Começa pelo ponto que mais gostas no teu Ser e expande esse sentimento. Expande o Amor por ti.

Nutre o teu Sonho com o teu Amor-Próprio e torna-o apto a manifestar-se. Quanto mais nutrido estiver o teu Sonho, mais Tu te manifestas também.

E lembra-te de soltar a semente. Lança a semente nesse terreno conectado com a Fonte e rega-a com a tua alegria.

Lança a semente confiando que ela contém em si tudo o que precisa para brotar e crescer.

O teu verdadeiro trabalho é Ser. É Sonhar. E no íntimo da tua essência, tu sabes que esse sonho é para soltar. É para entregar.

Confia!

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho

Vamos semear sonhos? – 4.ª parte

No texto anterior partilhei convosco que, o processo de escrever, dentro das circunstâncias atuais que estou a viver, se tem vindo a tornar num desafio crescente.

Para o nosso Ego, que nos incentiva a escolher o caminho do medo, basta um acanhado resquício de dúvida para que ele comece a alimentar-se. A ganhar estrutura. Dimensão.

Num instante, ele roda a chave na fechadura, escancara a porta e ainda tem lata suficiente para nos convidar a entrar, aliciando-nos não só a fazer a passagem para o caminho do medo mas, a permanecermos por lá.

E, por estes dias, é isto que a minha voz do ego tem andado a fazer…

Passaram-se algumas semanas e, mais uma vez, não cumpri com o meu compromisso de escrever um texto por semana. Então, essa vozinha da Resistência (também conhecida por Ego), insurgiu-se logo para ter tempo de antena. E quando sintonizada nessa estação de rádio, aquilo que mais oiço na minha mente é algo como: “Não tens tempo para isto!”; “É melhor parares!”; “Já não tens mais nada para escrever!”; “Ao fim destes meses não tens assim tantos leitores no blogue!”… and so on… and on… É tagareeela!

Perante a minha intenção de continuar, de algum modo, este processo de escrita e de partilha, aquela bendita voz retruca em catadupa.

Mas, o Universo, na sua maravilhosa maneira de trabalhar subtilmente, colocou-me, este mês, em contacto com o trabalho do Jeffrey Allen.

Durante muito tempo, Jeffrey exerceu a profissão de engenheiro, como trabalho a tempo inteiro, ao mesmo tempo que estudava e trabalhava com a energia (tudo tem origem no campo energético) em part-time.

Até que, um dia, após escolher seguir a voz da sua Intuição, foi encaminhado para vivenciar uma experiência que o levou a perceber que, ao contrário daquilo que julgava, ele era um trabalhador de energia (energy worker) a fazer de conta que era um engenheiro – e não um engenheiro que fazia de conta que era um trabalhador de energia.

Na pesquisa que fiz sobre o seu trabalho, acabei por encontrar este vídeo onde ele diz que, no caminho da nossa jornada espiritual, quando nos deparamos com o momento em que a Resistência se ergue e a mente nos coloca perante inúmeras desculpas para desistirmos, é porque estamos prestes a atingir o ponto de avanço. De evolução. O ponto de rutura com os velhos padrões e a movermo-nos para um novo estado. (Uma nova condição do nosso Ser.) Por isso, em vez de pensarmos “Estou prestes a colapsar”, podemos efetuar uma pequena mudança de perspetiva e pensar “Estou prestes a progredir.”

Entretanto, no blogue, em relação a este texto, e por parte de uma das leitoras mais assíduas, deparei-me com o seguinte comentário: “(…) Comecei a minha jornada em descoberta do Caminho do Amor na mesma altura em que publicaste o teu primeiro texto. Na altura, achei uma coincidência muito feliz e encarei-a como um sinal. Um sinal que me indicava que estava no caminho certo. Procuro, todos os dias, colocar os meus pés junto dos alicerces do meu Ser… Nem sempre é fácil. E, também por isso, é muito bom saber que estás desse lado. (…) Obrigada!*” e, nesse instante, pelo impacto que me gerou, percebi que ele iria fazer parte do corpo do texto que agora escrevo pois, para mim, num momento em que a Resistência estava em expansão, também o encarei como um sinal. Um sinal para continuar. Um sinal que me indica que estou no Caminho certo! Por isso, Obrigada, Juliana! Foi realmente muito bom perceber que também estás desse lado.

E o certo é que, no somatório de todos estes eventos, estou efetivamente a sentir-me a passar por um momento de mudança. Porém, deixo essa partilha para o próximo texto.

Por agora, e pelo trajeto percorrido, parece-me que este acaba por valer pela recordação de que, mesmo que ocorram imprevistos, e que eles resultem em tropeços no caminho para a realização dos nossos sonhos, isso não é fator de impedimento para que as suas sementes brotem.

Fica atento aos sinais e, se a voz da tua Resistência se estiver a tornar dominante, talvez seja porque estás mais perto de te conectar com o teu Ser. Com os teus Sonhos.

E é aqui que reside o super-poder da tua Liberdade de escolha: ou aceitas o convite para entrar no caminho do medo, desistindo daquilo que faz a tua essência vibrar; ou encaras esse convite como a alavanca da oportunidade para poderes realmente progredir na tua jornada.

E enquanto escutas essa voz da Resistência, não lhe resistas mais. Inflama o peito com a tua amorosidade e agradece-lhe.

Ela foi a lembrança de que podes escolher o Caminho do Amor.

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

 Aproveito para deixar um grato agradecimento 🙂 a todos(as) os que por aqui têm passado e que vão partilhando um pouco da sua jornada comigo. Isto é muito mais incrível com vocês desse lado! Obrigada, de ❤

Fonte da imagem: https://www.flickr.com/photos/emraistlin/9801261825/in/photostream/

Susana Martinho

Vamos semear sonhos? – 3.ª parte

Na semana passada, pela primeira vez desde que assumi o compromisso de escrever um texto por semana, não o consegui cumprir. Encontro-me numa situação laboral que me ocupa demasiadas horas (bem mais do que aquelas que seria suposto) e, com o acumular do cansaço, foi-se acumulando também uma sensação de descrença, em relação ao que por aqui tenho vindo a escrever (desvio para o caminho do medo).

Como tal, foi-me necessário fazer uma pausa e persistir em olhar para todas as circunstâncias à luz do que tenho vindo a aprender e a sentir. Foi-me necessário tirar algum tempo para sentir-me! Para conectar-me com o SER e conseguir estar aqui de novo, pronta para continuar e colocar os meus passos dentro do Caminho do Amor.

Achei até uma certa graça ao facto de a necessidade de fazer uma pausa ter surgido ao fim de 21 textos. Afinal, apregoa-se que para uma mudança se tornar efetiva requer 21 dias seguidos de prática. No caso, não foram 21 dias mas, 21 semanas. 🙂

Vinte e uma semanas que me foram essenciais para começar a considerar que Sonhar pode ser algo fácil de realizar.

Atualmente, atrevo-me mesmo a dizer que Sonhar é fácil. O processo é simples. Só que, devido às inúmeras voltas e reviravoltas que damos na vida, temos de (re)aprender a fazê-lo. E é aí que reside a dificuldade pois, para podermos sonhar de acordo com aquilo que somos, temos de reunir a Coragem necessária para descobrirmos quem somos. E, numa primeira fase, essa é uma viagem que muitos de nós podem não estar na disponibilidade de fazer.

Afinal, durante muito tempo, fomos incentivados a olhar para fora. A compararmo-nos com os outros, para que entrássemos num modo de competição que nos fizesse almejar tudo o que nos motivasse a despender tempo, esforço e dinheiro, para adquirirmos bens e profissões que pudéssemos ter, de modo a que pudéssemos ser supostamente felizes e bem-sucedidos.

Passámos anos a viver dentro desse paradigma, a cimentá-lo bem forte dentro de nós. E mesmo quando percebemos que esse modelo de nada nos serve, custa-nos a sensação de ter que o derrubar. Por um lado, porque estamos apegados à sua ideia. Ao trabalho levado a cabo, por anos a fio, para o erguer, bem alto e seguro. E, como se trata já de um exuberante edifício, com vários andares, só o facto de considerar a hipótese de derrubá-lo e elaborar toda uma nova construção, de raiz, paralisa-nos. Por outro lado, é do alto desse edifício que conseguimos percecionar o quanto nos afastámos do projeto inicial que desenhámos, enquanto ainda sonhávamos com a emoção do sentimento das singelas alegrias que nos faziam vibrar.

E é aí que constatamos que a altura desse edifício corresponde à distância que percorremos em relação a quem somos. Foram todas as vezes em que nos amámos um pouquinho menos que nos permitiram construí-lo. E como passámos tanto tempo a amarmo-nos um pouquinho menos, explode a dúvida de que consigamos resgatar o nosso amor-próprio.

Do topo daquele edifício, o sentimento mais nobre que podemos nutrir por nós mesmos, parece-nos um pequeno ponto, ínfimo, no horizonte.

Tão distante…

Tão distante que questionamos se valerá realmente a pena despender tempo a tentar regressar para ele.

E atendendo ao tempo das nossas vidas que aquele edifício tomou a construir, parece impossível que consigamos voltar a projetar um novo modelo, que esteja em harmonia com quem somos, e que o consigamos erguer desde os alicerces, tendo por base o amarmo-nos um pouquinho mais.

Por esta perspetiva, voltar a sonhar parece realmente difícil, distante… quase impossível.

Só que, tal como no caso da Torre ao estilo Rapunzel, basta escolheres mudar de perspetiva. Basta que escolhas, neste exato momento, amares-te um pouquinho mais.

Essa escolha é o suficiente para dares o Salto Quântico. Essa escolha é o estritamente necessário para que te permitas começar a diluir esse edifício e para que coloques os teus pés junto dos alicerces do teu Ser, dentro do Caminho do Amor.

Porém, ao fim de tanto tempo longe de ti, talvez te depares com alguma dificuldade em recordar como é que te podes amar um pouquinho mais. Pode ser que te encontres naquele ponto em que consideras que já não há nada para amar ou que nem vales a pena o esforço e o tempo da mera tentativa.

Pois eu atrevo-me a dizer que vales.

Tu vales a pena!

Posso não te conhecer. Posso não saber nada da tua história. Mas, o facto de estares desse lado é o suficiente, pois é a prova de que estás aqui. Incluído neste Universo onde tudo foi criado com uma intenção.

Por isso, não importa por onde começas. O que importa é que o faças: escolhe amar-te.

Já. Agora!

Olha para ti. Aprecia as tuas mãos, os teus dedos, as tuas unhas, os braços, as pernas, os pés… Se quiseres ser mais arrojado (porque não?), coloca-te em frente ao espelho e aprecia os teus olhos, o teu cabelo – ou a careca 🙂 – o nariz, os lábios, o queixo, o teu jeito de sorrir… um sinal qualquer que te seja característico. E, no meio dessa imensidão de possibilidades, descobre algo em ti que realmente gostes.

Sentes que te é mais desafiante começar pelo corpo físico? Tudo bem! Pensa nas características da tua personalidade. Quais são os traços do teu Ser que te fazem sentir na tua mais alta energia? É a tua simpatia? A tua generosidade? A tua sinceridade? A tua gentileza?

A lista de possibilidades é imensa…

Não importa que seja o corpo todo ou só a ponta da unha do dedo mindinho do pé direito. Não importa que transbordes autoestima pela tua personalidade ou que só consigas descobrir um traço dela que realmente aprecies. O que importa é que te foques nesse aspeto que consegues gostar em ti.

Foca-te.

Sente o quanto gostas dele.

Sente o quanto gostas desse bocadinho de ti.

E fica aí. Fica aí um pouquinho, só a sentir.

A amar-te.

Tu mereces.

Celebra o teu SER. Celebra-te com Amor-Próprio e estarás também a celebrar os teus SONHOS.

E em jeito de celebração da Páscoa, faz hoje, Agora, e sempre que necessário, esta Passagem para o Caminho do Amor.

E que tenhas uma Páscoa Feliz!

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho

Vamos semear sonhos? – 2.ª parte

Se o Amor-Próprio é a seiva dos nossos sonhos, inevitavelmente, começo este texto questionando-te e questionando-me: como está o teu Amor-Próprio?

No que a ti diz respeito, só tu poderás saber mas, espero que consigas gerar a Coragem necessária para que te respondas com sinceridade.

Quanto a mim, se por aqui me acompanhas há algum tempo, talvez te lembres que já por diversas vezes reconheci que, ao longo da minha vida me movi, maioritariamente, pelo caminho do medo. Portanto, fica óbvio que o Amor que eu nutria por mim era praticamente inexistente.

Afinal, se fazemos as nossas escolhas dentro do caminho do medo, é porque não conseguimos nutrir Amor-Próprio suficiente, para gerar a Coragem necessária para fazermos as nossas escolhas dentro do Caminho do Amor.

Contudo, uma das maiores evidências – até para mim mesma – de que estou a mudar a minha forma de escolher, é a existência deste blogue e o facto de eu estar aqui presente, todas as semanas, a partilhar convosco os passos que vou dando nesta minha jornada.

E, se tal como eu, te encontras numa situação em que sentes que tens de reestabelecer a conexão com o teu Amor-Próprio, então, em nome do quê o perdeste em primeiro lugar? Em nome do quê o deixaste ir?

Sim, porque foste tu quem escolheu deixar ir o teu. Fui eu quem escolheu deixar ir o meu.

Lembras-te que nascemos na vibração do Amor?

Embora seja possível que, à primeira vista, tudo pareça consequência de um acaso fortuito, o certo é que, tudo o que existe no Universo é decorrente de um momento de criação onde nada foi deixado ao acaso. Nós vivemos rodeados por sonhos manifestados e, como seres resultantes dessa Fonte de Abundância de onde tudo emergiu, cada um de nós é também um sonho manifestado.

Cada um de nós é um sonho que brotou dessa vibração do Amor, que se propagou e continua em estado de expansão. É atendendo a este facto que me atrevo a afirmar que nascemos repletos de Amor-Próprio.

No momento do seu nascimento, um bebé não se queixa com falta de amor-próprio, nem se sente menos merecedor daquilo que realmente merece. Antes pelo contrário. Um bebé reúne em si os meios necessários para chamar a atenção dos seus progenitores, de modo a que as necessidades fundamentais para a sua subsistência e bem-estar sejam respondidas. Ele sabe que precisa de ajuda e que merece recebê-la. E sente-se merecedor precisamente porque está no Caminho do Amor.

De algum modo, o bebé sente quando tem uma necessidade que precisa de ser atendida. E é por saber que merece ajuda para a resolver, que ele recorre aos mecanismos que lhe são disponíveis para chamar a atenção dos pais. Normalmente fá-lo através do choro. E caso este seja ignorado com alguma frequência, e se trate de um bebé mais passivo, até pode ser logo nos seus primeiros dias de existência que o primeiro desvio para o caminho do medo é concretizado. Afinal, se o seu choro, que abrange uma necessidade, vai sendo ignorado, o próprio bebé também se sente ignorado. A partir daí, chorar não vale a pena, simplesmente porque ele próprio também não vale a pena. E, ainda bebé, aquele Ser escolheu: um pouquinho menos de Amor-Próprio…

Eu não me lembro de qual foi o momento em que efetuei o meu primeiro desvio do Caminho do Amor para o caminho do medo. Mas, como já partilhei convosco por aqui, aquele que consigo identificar como um dos primeiros momentos, aconteceu ainda em tenra idade.

E embora não consiga recordar qual foi o momento exato em que escolhi, pela primeira vez, suprimir ou reprimir uma experiência que vivi, atualmente, tenho plena consciência de que, nesse instante, escolhi também, em simultâneo e de forma inconsciente, suprimir ou reprimir uma parte de mim. E foi aí que comecei a amar-me… um bocadinho menos…

É inevitável. De cada vez que tentamos camuflar uma parte de nós, também escolhemos amarmo-nos um pouquinho menos.

E mais uma vez importa lembrar que se trata de uma escolha pessoal e intransmissível, que tantas vezes tomamos ao longo da nossa vida.

Portanto, perante a pergunta “Em nome do quê deixei ir o meu Amor-Próprio?”, aquilo que eu respondo é: em nome dos medos. Uma lista bem extensa deles. Uma lista que começou a ser elaborada desde a primeira vez em que escolhi dar o passo que me colocou no caminho do medo.

Só que a Vida é sábia. E na sua sabedoria ela vai-nos devolvendo a imagem das escolhas que fazemos.

E nós sentimos.

Nós sentimos as perdas, as lutas, as angústias e as tristezas. Nós sentimos os esforços vãos. Nós sentimos as frustrações e as estagnações. Nós sentimos as mágoas que se infiltram até à alma… E é em todos esses sentimentos que sentimos que nos desconectámos de algo. Que algures pelo caminho nos perdemos de nós.

E tal como o bebé chora quando sente que precisa de ajuda para resolver uma necessidade que é fulcral para a sua sobrevivência e bem-estar, assim o sentimento de perda e de desconexão te convida a sentires o pulsar da força que tudo une e tudo conecta: o Amor!

Tudo isto é o mesmo que dizer que, na sua sabedoria, a Vida convida-nos a escolher de modo diferente. A escolher o Caminho que brota da Fonte. A escolher o Caminho do Amor.

E, de cada vez que o escolhes, estás a amar-te um pouquinho mais

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho

Fonte de inspiração: https://maeguru.wordpress.com/category/nao-deixe-seu-bebe-chorando/

Vamos semear Sonhos? – 1.ª parte

Se uma árvore, para quem a observa e consegue sentir a alegria que remanesce dessa contemplação, pode ser um sonho, então, já reparaste na importância que pode ter uma simples semente no processo de manifestação desse mesmo sonho?

No caso das árvores, e das plantas em geral, ao contrário do que sucede com outros espécimes da Natureza, elas estão mais limitadas em relação à procura de condições favoráveis para o seu crescimento e desenvolvimento. Assim, no decorrer do seu processo evolutivo, elas foram desenvolvendo vários mecanismos para se dispersarem e distribuírem pelo mundo através de sementes.

E apesar de, em tamanho, uma semente poder ser minúscula quando comparada com a plenitude da árvore que dela resultar, a sua importância é extremamente vital em todo o processo da manifestação do sonho que é a árvore. É no seu interior que habita toda a informação necessária para que essa árvore se possa formar em todo o seu esplendor.

E num planeta habitado, para além de inúmeras árvores e plantas, por bem mais de 7 mil milhões de pessoas, sendo, cada uma delas, uma essência singular no mundo – um único sonho manifestado – é natural que cada um de nós traga em si os seus próprios sonhos para realizar. As suas próprias sementes para semear.

As nossas sementes são os nossos desejos. E todos os desejos que conseguimos pensar contêm em si todo o potencial e informação necessários para que os consigamos manifestar. Porém, assim como as sementes das plantas precisam de chegar a uma região onde estejam reunidas as condições ideais e favoráveis à sua germinação e crescimento, as sementes dos nossos sonhos também necessitam de condições propícias à sua manifestação.

As condições que somente cada um de nós, através das escolhas que faz a cada instante, pode proporcionar. E como cada escolha que faço me coloca num de dois caminhos – medo ou Amor -, e como as nossas escolhas são pessoais e intransmissíveis, sou eu quem escolhe o terreno, o solo, para acolher as sementes dos meus desejos. És tu quem escolhe o teu.

Portanto, onde é que queres semear os teus sonhos?

Dos dois caminhos entre os quais vamos caminhando pela Vida, apenas um tem um solo fértil em Abundância. Há apenas um caminho onde, aconteça o que acontecer, tudo o que brota no seu terreno dá certo. Tudo flui. Um caminho onde tudo o que ocorre serve um bem maior, embora nós, devido ao facto de estarmos turvados pela identificação com os nossos medos e resistências, tenhamos imensa dificuldade em reconhecê-lo. Dificuldade essa que surge quando nos estamos a mover pelo caminho do medo, onde também semeamos sonhos, sem repararmos que o solo onde deitamos as nossas sementes é árido, compacto e denso, o que impede o oxigénio de circular para que possa ser absorvido pelas sementes.

Quando seguimos pelo caminho do medo, é apenas com medos que podemos regar as sementes dos nossos sonhos. Mesmo assim, admiramo-nos quando eles germinam mirrados e ressequidos, e pensamos que não foi nada daquilo que semeámos… e que realmente sonhámos.

Contudo, se é no terreno da escassez do caminho do medo que semeias os teus sonhos, lembra-te que o super-poder de escolha é teu! E que o Caminho do Amor, apesar de lhe ser oposto, segue paralelo ao caminho do medo. Portanto, se consegues escolher estar num, também consegues escolher estar no outro.

Neste ponto, sou remetida para esta imagem que já coloquei noutro texto:

Caminho do Meio

E que creio que nos ajuda a perceber que é realmente fácil transitarmos de um caminho para o outro. Basta que mudemos a nossa perceção. A maneira como nos focamos, interpretamos e sentimos nas diversas situações.

Portanto, é fundamental que te acolhas! Que te sintas. Que te permitas Ser.

Sente-te. Aceita quem És. Sê quem és no mundo. Sem julgamentos. Sem culpas. Sem sequer estares preocupado com a eventual duração desse sentimento. Neste momento, não importa se o consegues fazer por muito ou pouco tempo. Se é um sentimento que vai permanecer contigo ou não.

Agora – no Agora – importa apenas que sintas.

Sente! Mais e mais. Vibra pela alegria de te permitires Ser.

Tu tens uma fábrica de emoções dentro do teu peito. Deixa que ela produza essa emoção até que ela se espalhe por todo o teu Ser. E é neste instante em que dás o salto para o Caminho do Amor, que estás também repleto dos nutrientes necessários para o plantio dos teus sonhos.

Ao nutrires Amor por TI, automaticamente, forneces os nutrientes essenciais para que as sementes dos teus sonhos, os teus desejos, possam germinar.

Por isso, quando estiveres na berma desse terreno fértil, nutre o Amor por Ti. Respira profundamente. Coloca uma mão no peito e sente o pulsar do teu coração. E quando o sentires, diz a ti mesmo, verbalizando as palavras de maneira a que a vibração da sua energia se espalhe por ti e à tua volta: Eu gosto de ti!

Acolhe tudo o que sentires no momento em que verbalizares estas palavras. E mesmo que seja apenas por uma mera fração de segundos, permite-te gostar de ti. Sê gentil contigo.

E agora sim, semeia. Semeia os teus sonhos e nutre-os com esse sentimento.

O teu Amor-Próprio é a seiva dos teus Sonhos!

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho

O nosso verdadeiro trabalho é SER. É sonhar! – 2.ª parte

Como te tens sentido a realizar o teu verdadeiro trabalho? Tens vindo a exercer quem és, colocando a essência da tua energia a vibrar no Mundo?

Como tudo isto implica que partas à descoberta de TI, para que te tornes capaz de assumir a tua responsabilidade, de modo a que possas viver a tua liberdade, é realmente um trabalho para a vida e que dá… trabalho.

No entanto, aquilo que recebemos de volta quando o exercemos é de valor incalculável. Ou, pelo menos, é assim que eu o sinto.

Perceber que na possibilidade de Ser, subjaz a possibilidade de Sonhar, é algo que me fascina. Contudo, não foi sempre assim.

Como já partilhei convosco, eu considerava-me uma pessoa sonhadora, até me ter convencido que sonhar era um engano. E foi somente quando comecei a tomar consciência de que a matéria-prima de tudo o que existe no Universo é comum, e que tudo foi criado na intenção e na vibração do Amor, é que voltei a acreditar na possibilidade de sonhar. Portanto, foi todo um processo de aprendizagem e de autoconhecimento. Foi todo um trabalho que tive de desempenhar.

Só que, ao contrário do trabalho tido como tradicional, o que recebo à troca não é um salário. O que estou receber à troca é a oportunidade de (re)aprender a sonhar!

E, mais uma vez, não consigo evitar o sorriso que brota. 🙂

Há algo no meu Ser que vibra com toda esta jornada. Há uma alegria que se expande. Que se alastra. Que se propaga e difunde. Uma alegria que não está dependente de um salário. Que não depende de dinheiro, nem de qualquer bem que ele me possa permitir comprar. Depende apenas do facto de me permitir SER.

E acredito que contigo possa acontecer exatamente o mesmo.

Portanto, é mesmo com o nosso Ser que podemos Sonhar e concretizar. Mas, para podermos exercer o nosso verdadeiro trabalho, usufruindo da nossa liberdade de sonhar, é necessário que o façamos com responsabilidade.

Sonhar com responsabilidade é sonhar de forma consciente. E sonhas de modo consciente quando te conheces. E, para te conheceres, tens de reunir a Coragem necessária para mergulhar em Ti.

Pareceu-te repetitivo? É porque realmente é!

Acaba por ser um ciclo, tal como a própria vida. O Ciclo do Sonho!

E apesar do trabalho que envolve, acredito que o processo de mergulho interior se torna muito mais aprazível quando conseguimos antever nele a possibilidade de concretizar sonhos.

Afinal, e como já foi referido várias vezes por aqui – e porque nunca é demais lembrar – só quando te conheces é que consegues identificar em que caminho te estás a mover.

E à medida que és capaz de identificar o caminho em que te estás a mover, a cada passo que dás pelo caminho da tua Vida, acredito que todo o percurso se possa tornar mais simples. Mais leve.

Tudo adquire uma simplicidade borbulhante quando percebes se estás a vibrar por um medo ou por uma alegria.

Consegues perceber o que te faz sentir medo? E o que te faz sentir alegria?

Conhece os teus medos. Conhece as tuas alegrias. E, a partir daí, aprende a escolher. Escolhe o caminho!

Tudo o que te faz vibrar de alegria está em alinhamento com o teu Ser. Com a tua essência. Logo, se conseguires reconhecer que o teu coração está Feliz, vais tomar consciência de que te estás a mover no Caminho do Amor.

E quando estiveres nesse caminho, continua a trabalhar para te conheceres.

Conhece-te ao ponto de perceber ao que escolhes dar atenção pois, aquilo em que colocas a tua atenção determina a tua vibração. Conhece-te ao ponto de perceber qual é a informação que estás a enviar para a tua energia. Conhece-te ao ponto de sentir qual é o ponto mais alto da tua energia. E exerce-a. Exerce a tua energia no Mundo – o teu verdadeiro trabalho é SER – e, quando sentires que a informação que lhe envias te devolve uma emoção imensa de alegria, semeia.

Semeia nesse caminho os sonhos que levas dentro. Com amorosidade. Com leveza.

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho

O nosso verdadeiro trabalho é SER. É sonhar! – 1.ª parte

Acredito que algumas pessoas, ao se depararem com o título que atribuí a este texto, sem estarem dentro dos conteúdos aqui abordados anteriormente, possam pensar aquilo que também já pensei: que sonhar é um equívoco, uma ilusão. Pura perda de tempo…

Se esse é o teu caso, sugiro-te que leias primeiro cada uma das partes da temática “Como te sentes em relação a sonhar?”: 1.ª parte, 2.ª parte, 3.ª parte e 4.ª parte.

Por outro lado, se és um dos leitores que me tem vindo a acompanhar, creio que facilmente percebes que o título deste texto vem no fluir da mensagem partilhada no anterior.

Cada um de nós, na sua energia, na sua essência, é um sonho manifestado. Como tal, o nosso verdadeiro trabalho no Mundo, é exercer a energia que somos. É Ser. E, se somos um sonho, o nosso trabalho também é sonhar.

E nós fazemo-lo!

Porém, na maioria do tempo, não só devido aos desvios que fomos fazendo ao longo da vida para o caminho do medo, mas também, pela cultura dos meios de comunicação social que, no seu incentivo ao forte consumismo, nos coloca constantemente diante de imagens que facilitam o processo de afastamento da nossa conexão, nós sonhamos de forma inconsciente. Fora do nosso centro. Em desalinhamento com o nosso Ser.

Ou seja, se por um lado, de cada vez que escolhemos reprimir ou suprimir uma parte de nós; de cada vez que não nos sentimos merecedores da generosidade da Vida, que pode chegar-nos sob as mais diversas formas; de cada vez que escutamos e validamos a voz da Resistência; estamos a escolher seguir o caminho do medo; por outro lado, de cada vez que escolhemos ir atrás, muitas vezes em modo de esforço e de luta, das imagens que nos são incutidas como bens necessários a Ter, para podermos Ser felizes, estamos a escolher seguir por esse caminho igualmente. Em termos energéticos, estamos a vibrar pela frequência do que não temos.

Se precisas de ter, é porque te está em falta e, se sentes que te está em falta, estás a vibrar pela escassez. E o Universo é um eco. Ele devolve tudo aquilo que emanamos…

Quando enveredas pela busca do Ter para Ser, começas a percorrer a via que, aos poucos, te vai levando para longe de TI, porque ser, tu já és. Mas, se te predispões a ir buscar o Ter para Ser, todos os passos que deres nesse sentido vão-te levar à desconexão. Ao desalinhamento. E quanto mais avançares nesse caminho, maior será a distância a que ficarás do teu centro. Maior será a distância que terás de percorrer de volta para TI…

Porém, continuas a ser um sonho. Continuas a sonhar. Só que sonhas dentro da vibração de tudo o que achas que te falta. De tudo o que já não te lembras que és. E é aí que surgem materializados aqueles que chamamos de sonhos falhados, mas que não deixaram de ser sonhados.

Portanto, se és um sonho e és livre para sonhar, e a tua liberdade anda de mãos dadas com a tua responsabilidade, cabe-te assumir a tua responsabilidade de sonhar. E assumir a tua responsabilidade dá… trabalho!

O verdadeiro trabalho para a vida! O verdadeiro trabalho que temos de realizar.

E, dependendo do caminho em que te estás a mover, no momento em que acabares de ler estas palavras, poderás entender esse trabalho como algo penoso, árduo e incrivelmente difícil de se concretizar. Ou – e espero que seja por este caminho que estejas disposto a seguir cada vez mais -, poderás entender que, apesar do trabalho que envolve, descobrir quem és; para que o possas SER; e para que possas concretizar o que podes sonhar, dentro do Sonho que és; é simplesmente a jornada mais incrível de todas. É o trabalho mais extraordinário que poderás exercer.

É ou (não) é fantástico sentires que és um sonho que pode sonhar?

Não sei qual será a tua reação ao ler esta pergunta mas, eu, não consigo evitar sorrir à medida que vou alinhando as palavras que aqui escrevo. E se estou feliz, estou a sonhar de acordo com quem Sou!

E tu, neste exato momento, consideras que estás a sonhar de acordo com quem és?

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho

Como te sentes em relação a sonhar? – 4.ª parte

Permitiste-te sentir o pulsar dessa força que tudo guia e que também vibra dentro de ti? Espero que sim! Vamos experimentar fazê-lo mais uma vez?

Vamos lá! 🙂

Fecha os olhos. Inspira profundamente. Muito devagar, expira todo o ar pela boca; deixa ir tudo o que estiver a mais e permite que todo o teu corpo se entregue a esse movimento. Deixa-o agir como ele quiser. Volta a inspirar profundamente. Coloca a consciência no teu peito… e sente!

É um exercício que dura apenas uma fração de segundos, no amplo conjunto dos segundos que compõem o nosso dia mas, neste caso, pelo bem que sabe, a variável tempo tem pouca relevância. Aquilo que verdadeiramente importa é que, ao te permitires sentir, tomes consciência de que essa força também vibra em ti.

Ela está nos teus órgãos, nas tuas células, nas tuas moléculas, nos teus átomos… no teu Ser!

Ela está em tudo o que conheces e até naquilo que não conheces.

Aliás, está principalmente naquilo que não conhecemos. Afinal, na dimensão do que é o Universo, aquilo que está para além do nosso conhecimento é vastíssimo. E este facto, por si só, é já é um indício da sua abundância.

Em toda a sua génese, natureza e desenvolvimento o Universo é Abundante.

E eu, tu… todos nós, estamos aqui como seres consequentes dessa superabundância. Como resultado de um momento de criação, de uma intenção.

Como refere Deepak Chopra, no livro Os Sete Princípios da Realização Pessoal, “tudo o que acontece no Universo começa com uma intenção”.

No momento atual, no meu nível de consciência, isto significa que só uma intenção repleta de Amor poderia criar algo tão grandioso e sublime.

Pelo Movimento perfeito, feito de vários movimentos, elaborados por tudo o que nos rodeia e por tudo o que somos; onde toda a ação, por muito individual que possa parecer, está incluída numa interação global, onde tudo está conectado ao mais ínfimo pormenor; só o Amor pode ser a Força que tudo guia.

E como, independentemente do ponto de vista estar direcionado para a perspetiva de tentar abranger o Universo no seu todo, ou o comportamento dos átomos e partículas isoladamente, tudo adquire uma dimensão muito abstrata – por um lado, devido à enorme extensão de todos os elementos; por outro lado, devido ao tamanho ínfimo dos mesmos… – eu gosto sempre de tentar ponderar estes conceitos por uma panorâmica que esteja mais de acordo com a nossa escala mental e visual: os fenómenos que facilmente observamos na Natureza!

Já observaste uma árvore? Já reparaste que ela não precisou de sonhar para crescer em todo o seu esplendor? Já reparaste que ela não teve de estabelecer planos e resoluções para cumprir a sua função e ter o seu lugar no Mundo? Já reparaste que essa árvore, para quem a observa, pode ser uma árvore de sonho?

Já te aconteceu olhares para uma árvore e, pela alegria que sentiste no teu coração, ao identificar a beleza que nela conseguiste vislumbrar, considerar que aquela árvore era um sonho?

Pode não ter sido necessariamente uma árvore mas, quase que consigo afirmar que, garantidamente, já te aconteceu algo assim. Com certeza que algum elemento da Natureza – uma flor, uma borboleta, uma ave, um lago, um céu limpidamente estrelado… -, num qualquer momento da tua vida, despertou esse sentimento em ti.

Quanto a mim, são inúmeras as vezes em que me encantei com a mera contemplação das paisagens místicas de Aveiro, com as suas salinas. Ou do oceano, espelhando variações cromáticas do azul, dourado e rosado, que se avistam no céu, durante um pôr-do-sol. São incontáveis as vezes em que me maravilhei com a simples luminosidade de um luar e dei por mim a pensar que estava a ter a oportunidade de vislumbrar uma paisagem de sonho.

Já reparaste também que, tal como a árvore, nenhum dos elementos que compõem estas paisagens teve de sonhar?

Tanto a árvore, como a flor, a borboleta, a lua ou o oceano não precisam de sonhar porque, já SÃO o sonho manifestado.

Já reparaste – mesmo – que tu também és um elemento deste todo? Que a matéria-prima que te forma é a mesma que originou a árvore, a flor, a borboleta, o sol, os astros…? Já reparaste que, também tu, és um sonho manifestado?

Por isso, perante a pergunta que nos acompanha há 4 semanas – Como te sentes em relação a sonhar?-, neste momento, eu espero que te sintas incrivelmente bem. Se é o caso, acende o peito com essa sensação de bem-estar e verbaliza as palavras, com vontade de te ouvir escutá-las: “Eu sinto que sou o Sonho!

Porque o És!

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho