É preciso coragem para escolher o Amor sobre o medo… – 1.ª parte

Neste meu recente percurso de começar a escrever, sem saber muito bem sobre o quê, estou a tentar estar atenta a eventuais sinais que me possam chegar, nas situações mais corriqueiras do quotidiano.

O post da semana passada, por exemplo, teve inspiração numa frase que li num livro e que me fez sentir logo aquele clique do: “é a partir daqui que vou dar continuidade ao que iniciei”.

Esta semana (estou a fazer por me comprometer a escrever um texto por semana), a inspiração veio-me da alteração da foto de capa do facebook e da mensagem que nela está contida: “It takes courage to choose LOVE over fear… Be courageous.”

Confesso que tenho andado a dar espaço à voz da resistência, pois, para além de ainda me sentir uma novata nesta coisa da escrita acessível a um público, lembrei-me logo de um texto que eu já tinha iniciado há uns anos. E aqui a resistência levantou-se porquê? Porque tudo o que escrevi lá atrás retrata a pessoa, ou pelo menos uma parte dela, que fui. Não é mais quem eu sou, por muito que algumas semelhanças permaneçam no momento atual. Portanto, ir lá atrás e ter de olhar para partes de mim que poderão já não existir – mas que existiram – é quase equivalente a ter de fazer um mergulho interior… a olhar para dentro, o que, como todos sabemos, de forma mais ou menos consciente, é algo que custa sempre muito fazer.

Porém, por muito esforço que possamos investir em não realizar esse mergulho, ou tantos quantos forem necessários – o processo vai ficando mais fácil depois que se efetua o primeiro -, num determinado momento da nossa vida, lá teremos mesmo de avançar para ele. É a própria Vida que nos convida, constantemente, a que o façamos. A nós apenas compete estarmos atentos a esses convites. Numa fase inicial, eles costumam ser subtis, prudentes, delicados… meigos até. Tanto, que a nossa tendência é ignorá-los. Caso o continuemos a fazer, como a Vida é sábia, um dia, ela devolve-nos tudo o que lhe ignorámos e, está-se mesmo a ver, se a ignorámos com força, ela aprumar-se-á em se fazer notar com igual e notável dimensão.

Posto isto, como me lembrava que, na altura, tinha escrito um trecho nesse texto, que data de 2013, sobre o medo, do qual eu estava muito orgulhosa (do género: fui mesmo eu que escrevi isto?! Wow!!!), lá fiz por ter coragem de superar a parte do “muito do que escrevi pode já não me fazer sentido” e fui à procura dele.

Ao realizar uma leitura, algo na diagonal, pude constatar tudo o que tinha pensado antes: há partes com as quais já não me identifico e, aquele tal trecho, continua a deixar-me muito orgulhosa. =)

Acabo também de perceber que, ao contrário do que poderia ter sequer imaginado, este post vai ficar bem mais extenso. Por isso, creio que o vou repartir e esta será a 1.ª parte sobre a temática dessa escolha tão presente na nossa Vida: estar no caminho do medo ou no caminho do Amor.

Hoje, ao escolher ir lá atrás, olhar para o que já fui e acolher essas partes de mim, sem ter dado premissa à resistência para escondê-las, permiti-me escolher o caminho do Amor. E tu, que escolha fizeste hoje que sabes que te colocou nesse caminho?

 

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza

Susana Martinho

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