É preciso coragem para escolher o Amor sobre o medo… – 3.ª parte

Para aqueles de vocês que, como eu, só agora tomaram consciência que nasceram na vibração do Amor, talvez importe explorar um pouco mais o que isto significa nos termos práticos em que costumamos orientar as nossas vidas…

Somos todos oriundos dessa Fonte, que originou todo o sistema no qual também estamos inseridos – o esplendoroso Universo. Basta olharmos à nossa volta, para as pequenas particularidades que ocorrem, a cada instante, na Natureza, para percebermos o quanto este sistema é perfeito, inteligente… e abundante.

Já repararam em quanta diversidade e beleza existe na Natureza? Já repararam em como, sem qualquer intervenção humana, tudo está organizado e funciona de acordo com uma lógica, que acolhe e incorpora todos os seres? Já repararam em como nos sentimos quando contactamos com a Natureza, nem que seja num simples contemplar do mar, de uma flor, do céu…?

Tudo está projetado e concebido para a totalidade. Por isso, é inevitável sermos invadidos por uma sensação de união, de conexão, precisamente porque nos conectamos com essa Fonte Criadora que vibra, que É: Amor. E, se apenas ao nível daquilo que a nossa visão consegue divisar, tudo isto é possível, resta-nos sonhar (e podemos fazê-lo), com tudo o que está para lá daquilo que os nossos olhos não abrangem mas que, mesmo assim, é passível de podermos alcançar.

Como é nesta vibração do Amor que nascemos, é no Caminho da Abundância que começamos, desde logo, a desempenhar o nosso plano de vida. Nascemos em união, envoltos em plenitude e fluidez; sem preocupações, sem escala de valores daquilo que nos é ou não importante, sem questões que nos inquietem, sem noção do Eu e também sem noção do que é dor…

Depois vamos crescendo…

De forma muito gradual e em contacto com a peculiaridade do mundo exterior que envolve cada um de nós – é Um Mundo feito de incontáveis mundos – vamos formando a consciência do Eu e vamos construindo o nosso Ego.

Algures pelo percurso, sem agenda estipulada ou aviso prévio, e sem ser num tempo comum que se possa generalizar, fatalmente, vivenciamos uma experiência para a qual ainda não dispúnhamos de maturidade emocional suficiente para a conseguirmos integrar. Esta experiência ocorre, geralmente, durante o período da infância e não será caso único.

Em qualquer momento da nossa vida – infância, adolescência, fase adulta… – iremos cruzar-nos com situações que nos despertam uma sensação de inadaptabilidade e tomaremos uma destas ações: suprimir ou reprimir essas experiências. E é aqui que acontece. É no exato momento em que fazemos esta ESCOLHA – suprimir ou reprimir – que nos desviamos do Caminho do Amor para o caminho do medo.

E sim, por muito inconsciente que seja, é uma Escolha. Mais do que isso, é uma escolha pessoal e intransmissível.

E, como tudo na vida, tem as suas consequências…

Assim que escolhemos entrar no caminho do medo, escolhemos também conectarmo-nos com a escassez. Surge o medo de não sermos suficientes; de que aquilo que fazemos não é suficiente; de que o dinheiro que dispomos não seja suficiente; de que aquilo que alcançámos até então não seja suficiente; de que a felicidade que sentimos, às vezes por meros instantes, não seja suficiente… Enfim, nada é suficiente. E, se nada é suficiente, temos medo até da própria escassez, o que só nos faz vibrar ainda mais por ela.

E é desta forma que, tantos de nós, se não todos, num determinado momento da vida, ficamos emaranhados, infelizes e com uma sensação de estagnação. Parece que a vida se imobiliza diante de nós e, como estamos tão focados e turvados pela vibração do medo, nem nos apercebemos que a vida nos está apenas a devolver o eco daquilo que estamos a emanar.

Quanto a mim, tomar consciência disto tudo, foi o que me fez perceber e assumir – primeiro, perante a minha própria pessoa, depois diante de vocês – que tenho enveredado muito mais pelo caminho do medo, tal como referi no texto da semana passada.

E tu, consegues perceber em qual dos caminhos estás neste momento? Consegues identificar em que altura do percurso, da TUA vida, escolheste fazer o desvio para o caminho do medo? Convido-te a ires à descoberta desse momento. Garanto-te que, descobri-lo, pode ser algo transformador na e para a tua vida.

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho

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