É preciso coragem para escolher o Amor sobre o medo… – 6.ª parte

E então, conseguiste usar a ferramenta do perdão? Ou, pelo menos, colocaste-te na disponibilidade de a começar a utilizar?

Eu estou no processo! Talvez haja quem o consiga quase no imediato. Talvez… Contudo, creio que não é algo que se consiga de um momento para o outro. Leva tempo e cada pessoa terá o seu.

Cada pessoa sabe como construiu a sua própria torre. Apenas cada um tem conhecimento da quantidade de blocos que utilizou, do material de que são feitos, da altura que ela atingiu, se tem ou não telhado, ou janela… É mesmo caso para dizer: cada um sabe de si!

Porém, há algo que será certamente comum, embora este seja o momento em que me dirijo a ti, de forma individual: levou-te tempo a erguer essa torre. Talvez anos e anos da tua vida… talvez o somatório de todos os que tens até ao momento. Dedicaste-lhe energia, cuidado e entrega. Poderás até ter sido minucioso na colocação e alinhamento dos blocos, para que essa torre cumprisse a sua função protetora de forma rigorosa. Portanto, é provável que, também tu, estejas agora algo apegado a essa construção que ergueste com tanto carinho e empenho.

Se assim é, não te exijas. Não queiras detonar essa tua torre sem respeitar a relação de tempo de ignição do rastilho, sob o risco de os blocos se abaterem sobre ti, deixando-te abafado, suprimido e rodeado por um ar irrespirável.

Não te exijas, mas mantém o compromisso. Firma essa vontade que se ergueu de começares a ser mais capaz de escolher o Caminho do Amor e compromete-te a criar Coragem para ir derrubando essa torre. Pouco a pouco, no teu tempo, mas com perseverança e persistência.

Vou repetir: não te exijas! Respeita o teu tempo, mas vai sempre.

No meu caso, o desmoronamento da minha torre começou lá pelo telhado. Cada telha começou a soltar-se, foi deslizando, pelo lado de fora, e esfumou-se durante a trajetória da queda, para que não restasse qualquer estilhaço para embater no chão.

A cada fragmento que se soltava lentamente, a cada bloco que se abatia e se desvanecia, fui percebendo que se colocava, diante de mim, uma entrada para o desconhecido…

Lembras-te que referi que o passo que te estava a convidar a dar equivalia a um salto quântico? Pois bem, é aqui que tenho de fazer uma paragem para podermos relembrar alguns conceitos, que a grande maioria de nós aprendeu na escola.

Creio que todos conseguimos ter presente a imagem de um átomo e nos lembramos que ele é formado por um núcleo, que contém neutrões e protões e, à sua volta, em órbitas fixas que apresentam distâncias variadas, circulam eletrões, que se vão mantendo numa órbita particular. E, durante muito tempo, pensou-se que os eletrões se mantinham a circular sempre na mesma órbita.

Entretanto, com os avanços da Física Quântica, foi possível observar que os eletrões podem mudar de órbita. Quando um eletrão recebe/absorve uma dada quantidade de energia (quantum), ele pode saltar de uma órbita mais próxima do núcleo do átomo, para outra mais distante. Por outro lado, quando o eletrão liberta/emite essa mesma quantidade de energia, volta da órbita mais distante do núcleo, para aquela que lhe é mais próxima (faz o caminho inverso).

O que é verdadeiramente fascinante neste processo, e que o torna num conceito tão abstrato para a nossa mente, que adora agarrar-se a coisas concretas, é que nestas mudanças, de umas órbitas para as outras, o eletrão não se move pelo espaço que existe entre elas para chegar à sua nova localização. O eletrão simplesmente desaparece de uma órbita e aparece na outra, sem percorrer qualquer trajetória. E é este fenómeno que é designado por Salto Quântico.

Salto Quântico

  • “Um salto quântico é uma mudança de posição de um conjunto de circunstâncias para outro conjunto de circunstâncias, que ocorre em termos imediatos, sem se passar pelas circunstâncias intermédias.”

Deepak Chopra, Os Sete Princípios da Realização Pessoal

E se te estás a questionar em que medida estes conceitos da Física Quântica se relacionam com o que tenho vindo a escrever, então, reflete comigo. Repara nas circunstâncias da tua vida…

Consegues identificar os momentos em que insistes em viver como um eletrão, girando em torno de um mesmo ponto, sem nunca mudar de órbita?

Enquanto a tua, a minha, a nossa consciência do conhecimento for esta, vamos ficando presos nas mesmas condições, que nós próprios vamos gerando, através: dos nossos pensamentos, crenças, preocupações, mágoas, repressões, queixumes, de todas as escolhas que fizemos (e fazemos) para nos deslocarmos no caminho do medo…

É aqui que começamos a construir a nossa torre – cada um a sua – e, na continuidade de nos mantermos nessa órbita, continuamos também a acrescentar-lhe blocos, cimento, altura… telhado. Ficamos trancados nestas torres, por vezes sem janelas, e confinados ao espaço que nós mesmos delimitámos. Porém, tal como temos vindo a desvendar, todas as ferramentas que precisamos para sair destas torres – cada um da sua – estão em cada um de nós e apenas cada um pode utilizar as suas.

Se a tua torre ainda não tinha telhado, ou se, mesmo com telhado, tiveste o cuidado de lhe deixar uma janela, aproveita essas aberturas e inspira profundamente, como se estivesses a levar ar a todas as células do teu corpo.

Por outro lado, se a tua torre era como a minha, mas já permitiste que ela começasse a desmoronar, aproveita essas novas entradas para o desconhecido e renova o ar nos teus pulmões. Inspira profundamente também e prepara-te para dar uso às tuas ferramentas.

Algumas já encontrámos. Outras teremos de ir procurar. Mas, há uma garantia que eu consigo dar-te – por muito presunçoso que isto possa parecer 🙂  – : todas as ferramentas que precisas estão em TI. Por isso, prepara-te. Prepara-te para saltar!

 

Quanto mais escrevo e vou enveredando pelo caminho do autoconhecimento, mais vontade tenho de dar esse salto quântico. Mais vontade tenho que outras pessoas também o deem. E tu, queres saltar?

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho

 

 

 

Anúncios

3 thoughts on “É preciso coragem para escolher o Amor sobre o medo… – 6.ª parte

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s