Objetivos… mas com Flexibilidade – 3.ª parte

Terminei a 1.ª parte deste tema com a pergunta: achas que estás preparado para assumir a responsabilidade da liberdade das tuas escolhas?

E agora deparo-me naquele momento em que gostaria de saber se te foi fácil responder. Terás pensado logo que “sim”, que “não”, “não sei…” ou outra coisa qualquer? O que sentiste quando pensaste na pergunta? E o que sentiste perante as respostas que te surgiram?

O certo é que não existem respostas certas e acredita que gostaria mesmo de saber o que pensas… o que sentes. Afinal, este espaço faz-me muito mais sentido quando existe partilha e ela ocorre, com maior plenitude, quando tu também deixas aqui o teu testemunho.

Pela minha parte, fazendo a pergunta a mim mesma, e tendo presente que é sempre necessário ter em conta o momento atual, a minha resposta é: não sei até que ponto estou inteiramente preparada para assumir a responsabilidade da liberdade das minhas escolhas mas, sei que não estou disposta a prescindir dela.

E o que me leva a hesitar ao ponto de não ter clara certeza da preparação que será eventualmente necessária, é a consciência de saber que não me conheço completamente. Contudo, conheço-me o suficiente para saber que faço questão de tomar a responsabilidade das minhas escolhas para mim, pois isso implica que a liberdade de escolha também foi exercida pela minha pessoa.

E de que forma é que estes conceitos da responsabilidade e da liberdade se relacionam com o tema em questão?

Como partilhei convosco na semana passada, eu própria fiquei surpreendida quando me vi perante eles no primeiro texto desta nova “partitura”. Porém, ao mesmo tempo, constatei que fazia todo o sentido que assim fosse.

Se estamos a falar de objetivos que queremos estabelecer e definir para as nossas vidas, e se a definição desses mesmos objetivos passa por obtermos algo com que queremos impulsionar o nosso Ser e a nossa vida, então, só podemos desejar o melhor para nós quando nos conhecemos ao ponto de saber o que pode ser o melhor para nós.

Por outro lado, e passando a redundância do parágrafo anterior, tudo no Universo começa com uma intenção. Logo, se queres ser específico em relação aos desejos que queres concretizar – nesta coisa dos objetivos a especificidade é fundamental -, e como se pode considerar que ainda estamos dentro do prazo em que se podem elaborar resoluções, talvez a melhor que possas estabelecer, desde 2018 para a vida, seja determinar o objetivo de te conheceres.

Apesar do título do texto o poder sugerir, não me vou focar em eventuais estratégias para conseguirmos definir objetivos e metas. Neste momento, a ideia à qual quero atribuir destaque é somente esta:

Cria Coragem e envereda por aquela que é capaz de ser a jornada mais incrível da tua vida: conhece-te!

Atreve-te a olhar para Ti e a perceber o que faz o teu coração ficar oprimido e o que o faz vibrar, pois essas são as evidências que te mostram em qual dos caminhos estás a fazer as tuas escolhas: medo ou Amor.

Lembra-te que, independentemente do caminho em que te moves, a escolha é tua. E é por isso mesmo que cada um é responsável por aquilo que coloca a circular no Mundo. No seu, em primeiro lugar. No dos outros. No de todos.

Ser livre para escolher é uma reta coincidente com ser o único responsável pela escolha feita.

Dentro da temática deste texto, isto significa que tens liberdade para definir os objetivos que quiseres mas, a sua concretização implica a realização de escolhas e, inevitavelmente, o ato de escolher traz, agregado a si, essa consequência que, talvez, muitos de nós ainda tentem evitar: a responsabilidade.

Não a evites!

Avança por este ano avançando para dentro de ti.

A cada passo que deres, vai-te conhecendo ao ponto de descobrires o que faz o teu coração vibrar. É nessa vibração que te conectas com o Caminho do Amor. Aproveita essa energia e estabelece as tuas intenções, os teus desejos… os teus objetivos.

Faz as tuas escolhas mas, lembra-te que a Vida acontece.

E quando ela acontecer de um modo que contrarie o resultado por ti esperado, pergunta-te, verbalizando as palavras de modo a que te escutes com clareza: “Fizeste o que querias?”

Quando te deparares com o “Sim” a estender-se no interior da tua boca, aproveita cada nano-fragmento desse instante pois, esse é o derradeiro momento do elevado e exímio sabor da liberdade. Aproveita. Usufrui dele sem qualquer pudor de gula.

Abastece-te da presença desse paladar prazeroso e volta a seguir este esquema de passos, tendo sempre presente que a tua liberdade anda de mãos dadas com a tua responsabilidade.

E para que no girar deste círculo possas permitir-te sentir a Vida a fluir, estabelece objetivos, sim… mas com flexibilidade!

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Reparaste que o texto, desta vez, saiu à quarta-feira? Pois é! A Vida continua a acontecer e, por aqui, também se persiste em trabalhar a flexibilidade! 😉

Susana Martinho

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2 thoughts on “Objetivos… mas com Flexibilidade – 3.ª parte

  1. A liberdade anda de mãos dadas com a responsabilidade, sem dúvida! E às vezes custa admitir a responsabilidade que temos na liberdade que nos falta… Tenho vindo a tomar decisões que, por pequenas e simples que possam parecer, estão a ajudar-me a descobrir quem sou e o que me faz verdadeiramente feliz. Se acho que estou preparada para assumir a responsabilidade da liberdade das minhas escolhas? Às vezes é um pouco assustador, confesso… Principalmente porque de repente sentimos que podemos fazer o que quisermos! Mas a responsabilidade desse livre arbítrio é tremenda de facto… Há que ir levando todo o processo com calma, com serenidade… “com leveza”. Estou contigo Susana! Um beijinho.

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    1. Se por vezes custa admitir a responsabilidade da liberdade que consideramos que temos, sem dúvida que também custará admitir a responsabilidade na liberdade que achamos que nos faz falta…
      E, apesar de assustador à primeira vista, a sensação de que podemos fazer tudo o que quisermos é fantástica. Temos mesmo super-poderes e descobri-los é uma jornada para dentro, que tem mesmo de ser feita com leveza, para nos conseguirmos conectar com a nossa essência.

      Se ela for o nosso motor, não há sentimento de responsabilidade que nos intimide! 😉

      Com calma, serenidade e, por vezes, com a sensação de 1 passo à frente e 2 atrás 😀 mas, estou contigo também, Juliana! Obrigada por continuares aí!

      Um beijinho

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