Como te sentes em relação a sonhar? – 2.ª parte

Na semana passada, na partilha que fiz convosco, expus o meu percurso em relação ao que senti, ao longo da vida, em relação a sonhar.

Comecei por me sentir uma sonhadora, que associava o concretizar dos sonhos ao resultado do esforço e da luta. Numa fase seguinte, misturei de tal forma o Ser com o ter uma profissão, que me esqueci de quem era. E quando a Vida me levou o Ter, e me senti sem o Ser, projetei toda a responsabilidade da dor da perda que daí adveio para o facto de ter sonhado. E foi assim que entrei no momento de sentir que sonhar era um equívoco.

No ano passado, através de diversas fontes de conhecimento que me foram chegando, tive oportunidade de contactar mais com a Física Quântica e com a minha Espiritualidade. 2017 foi, para mim, um ano de despertar. E embora ainda não me sinta inteiramente capaz de colocar em prática todos os ensinamentos que adquiri, aprendi o suficiente para perceber que a Vida é sábia. Foi movida por essa sabedoria que ela não teve outra alternativa senão ter-me levado o Ter, para que, nessa perda, eu pudesse reencontrar o meu Ser.

É que apesar de não nos ser fácil reconhecer, cada perda traz consigo a delicadeza de uma oportunidade. No entanto, é necessário aprender a ajustar o olhar, a direcionar o foco, para que a consigamos vislumbrar.

Naquela altura, o meu foco ficou tão direcionado na aparente perda do Ser, que levei muito tempo a compreender que me estava a ser dada a oportunidade para voltar a reconectar-me com a minha essência. E foi somente no momento em que este entendimento adquiriu clareza, que consegui perceber que, afinal, não havia nada de errado em sonhar.

Não tinha sido o sonho o responsável por aquela perda. A única responsável era eu, através das escolhas que tinha feito.

Foram as minhas escolhas que me levaram àquele ponto de fusão do Ser com o Ter. Portanto, foram também as minhas escolhas que atraíram a perda do Ter, para que eu tivesse a oportunidade de perceber, que mesmo sem o Ter, eu continuava a Ser.

E, pelo meu nível de consciência, é neste instante que a Física Quântica se torna crucial para um melhor entendimento de todo este processo.

“Se queres descobrir os segredos do Universo, pensa em termos de energia, frequência e vibração.”

Nikola Tesla

Já por aqui foi falado que tudo é energia. Isto também significa que tudo tem uma frequência… e nós não somos exceção.

Somos seres igualmente formados por átomos. O nosso Ser é energia. O nosso Ser tem uma frequência vibratória.

Por outro lado, cada um de nós é único no mundo.

Aliando estes factos, isto significa que cada ser humano é uma energia única e é por isso que faz tanto sentido falar em essência.

O nosso Ser verdadeiro é-o em essência e cada essência é singular.

E em termos de frequência energética, apesar da singularidade de cada um, todos conseguimos aceder a diferentes frequências que nos são comuns.

É por isso que, ao contrário daquela frase tantas vezes dita e ouvida – “os opostos atraem-se” -, o que acontece realmente é que semelhante atrai semelhante. Ou seja, atraímos para junto de nós, para a nossa Vida: eventos, situações e pessoas que vibram na mesma frequência que estamos a emanar.

Somos mesmo responsáveis por tudo o que vivenciamos. Por tudo o que escolhemos. Somos, como cada vez é mais frequente ler e ouvir o termo, cocriadores da nossa realidade.

Para quem pondera que está a viver a vida dos seus sonhos, a tomada de consciência destas considerações talvez se efetue de modo quase osmótico. Porém, para quem olha para a vida ao seu redor e considera que os eventos, situações e pessoas nela presentes não estão de acordo com o que deseja, esta informação torna-se algo indigesta. Conheço a amargura desse sabor…

Se este for o teu caso, e se por aqui me tens vindo a acompanhar, questiona: em que caminho estás a fazer as tuas escolhas? Neste exato momento, consideras que te estás a mover no caminho do medo ou no Caminho do Amor?

Pode parecer repetitivo – e realmente é – porque, a escolha que fazemos entre esses dois caminhos é uma constância, não só na vida, mas a cada instante do dia.

Num só dia, deparamo-nos com imensas situações que, por muito insignificantes que nos possam parecer, requerem que façamos esta escolha. E nós fazemo-la…

Tenta olhar para o teu dia de hoje e perceber em qual dos caminhos te posicionaste de cada vez que tiveste de realizar alguma atividade ou ação.

Consegues perceber em qual deles te movimentaste mais?

Lembra-te que este é um espaço de não julgamento, onde não existem respostas certas ou erradas. Este é um espaço que visa potencializar o nosso desenvolvimento. E digo o “nosso” porque, antes de a mensagem chegar a ti, é a mim que a estou a transmitir em primeiro lugar.

Por isso, se te deparares com a amargura do sabor do reconhecimento de que te movimentaste mais pelo caminho do medo, lembra-te que a tua responsabilidade anda de mãos dadas com a tua liberdade. E quando esta lembrança estiver presente na tua mente, deixa que ela se transforme na emoção que irá substituir esse sabor amargo, pela fresca doçura do sabor de teres sido livre.

E em jeito de resposta à questão colocada na imagem do texto, atrevo-me a afirmar: foste livre para escolher. Também és livre para sonhar

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho

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6 thoughts on “Como te sentes em relação a sonhar? – 2.ª parte

  1. Sonhar não é fácil… Custa muito! Não apenas pelo sonho em si mas principalmente pela perspetiva de não o conseguir concretizar. Acho que é por isso que os sonhos devem ser todos respeitados. Simplesmente porque só o sonhador é que sabe a alegria e a tristeza que o seu sonho lhe traz. Eu sonho desde que me lembro existir. Alguns dos meus sonhos concretizaram-se! Outros não. Mas acredito muito no que disseste: “cada perda traz consigo a delicadeza de uma oportunidade”. E tento sempre procurar essa oportunidade nas perdas que vou sentindo. Não é um processo fácil… Mas vale muito a pena! Obrigada Susana… Um grande beijinho, de sonhadora para sonhadora.

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    1. Pois eu começo a crer que sonhar é fácil! 🙂 Talvez seja é algo que temos de reaprender a fazer pois, a expectativa que colocamos na possível concretização do sonho é que pode determinar a maneira como ele se concretiza… ou não! Por vezes, a sua não concretização reflete apenas o receio que nele projetámos precisamente pela expectativa que criámos.

      Quanto às perdas, não é realmente fácil perceber a delicadeza das oportunidades que nelas subjazem mas, quando acreditamos que elas estão lá, fazemos por encontrá-las. E aí estou contigo “não é um processo fácil… mas vale muito a pena!” 🙂

      Obrigada, Juliana! Cada comentário teu ajuda-me na inspiração para continuar este meu trabalho!

      Um beijinho ❤

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  2. Sonhar é necessário para alimentar nossa alma, traçar o caminho é importante, mas a sabedoria de receber o que a vida nos proporciona torna nossa vida mais leve e tranquila. Obrigada amiga por compartilhar mais um belo texto! Parabéns!

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