Pelo outro ou por mim? – 2.ª parte

Se és recém-chegado a este espaço (bem-vindo 🙂 ), coloco-te a questão da seguinte forma: como é que te sentes perante a possibilidade de saber que, na maior parte do tempo, és egoísta e fazes o que fazes por ti?

Por outro lado, se já nos cruzámos no texto anterior, como te tens sentido perante a ideia de acolher o egoísta que há em ti?

Soa algo estranho, não é?

Apesar de todo o trabalho de reflexão e de acolhimento que fiz até ao momento, de vez em quando, ainda me deparo com essa estranheza. Afinal, e tal como muitas outras ideias, crenças, valores e paradigmas, trata-se de algo que nos foi transmitido, em que consciente ou inconscientemente escolhemos acreditar, e que, a partir do momento em que o fizemos, fundimos o nosso Ser com a ideia que comprámos.

Neste caso, comprar é um termo bem adequado visto que o seu preço acabará por nos ser cobrado.

É que a partir do momento em que escolhemos acreditar, programamo-nos para modos de ação, de sentir e de entender, que estejam em consonância com aquela ideia, crença ou valor. Tudo em nós se formata para validar o “artigo” que acabámos de adquirir. E enquanto não nos depararmos com uma qualquer circunstância que abale esse nosso sistema de crenças, vamos mantendo essa formatação ao nível da nossa programação interna que, inevitavelmente, se reflete no nosso modo de estar externo.

Ao colocar tanta força de sustentação na interligação que estabelecemos entre quem somos e a representação daquilo em que escolhemos acreditar, torna-se inevitável que o nosso mundo interno estremeça, até à fundação dos seus alicerces, de cada vez que nos é apresentada uma ideia que não esteja de acordo com aquela que comprámos inicialmente.

Desta forma, sismos de elevada amplitude constituem-se como um procedimento substancial ao nosso processo de crescimento, desenvolvimento e autoconhecimento.

Expansão.

Adoro esta palavra e a ideia que lhe é subjacente: estamos em expansão, tal como o Universo. Portanto, o Universo também se expande através de nós.

Voltando atrás um pouquinho, é normal o sentimento de estranheza perante a constatação de que, na maior parte do tempo, somos movidos pelos nossos próprios interesses ou, dito de modo mais simples, é normal o sentimento de estranheza perante o facto de sermos egoístas.

Quase de certeza que tu, tal como eu e, muito provavelmente, a grande maioria das pessoas, foste educado para pensar que, ao agires de maneira egoísta, estarias a ser uma “má” pessoa.

Não faço ideia de quem é que se lembrou de inventar tal coisa e a razão pela qual foi movido a fazê-lo. Talvez se relacione, como muitas outras crenças que nos foram transmitidas, com o facto de nos quererem mais condicionados e limitados no nosso espaço de ação.

De algum modo convenceram-nos que, se agirmos tendo em conta os nossos próprios interesses, não deixaremos espaço disponível para os interesses do outro. Porém, ao categorizar este aspeto como “mau”, parece que, no fundo, o que nos tentaram transmitir foi o sentimento de que, se só gostares de ti, não haverá espaço – ou restará muito pouco – para que possas gostar de algo ou alguém mais. Contudo, isto é apenas a camada superficial. O que subjaz nela é muito mais profundo…

O núcleo da questão, que nos é consagrado no embrulho camuflado por aquela camada superficial, é a ideia de que somos “maus” quando exercemos o Amor por nós.

E aquilo que cada um de nós fez – ou ainda faz -, foi aceitar o presente oferecido, sem perceber que se trata de uma espécie de matriosca. Como não desembrulhamos todas as camadas, não nos apercebemos que acabámos de legitimar o julgamento de sermos “más” pessoas quando nos movemos pelo amor-próprio.

Ou seja, o que nos tentaram incutir – e provavelmente com uma enorme margem de sucesso – como sendo o correto, foi o sermos egoístas no caminho do medo.

Isto implica que, no caminho do medo, só sejas considerado “boa” pessoa se fizeres o que fazes pelos outros.

No caminho do medo, seres movido pelos teus próprios interesses e vontades suscita, imediatamente, um sentimento de mal-estar porque, ao nível da tua programação interna, todo o teu corpo te alerta para o facto de estares a ser uma “má” pessoa.

Exposto desta forma, fica-me mais fácil percecionar que, na permanência deste modo de estar, reside uma das principais causas que nos leva ao afastamento de nós mesmos. Da nossa capacidade de nos aceitarmos e amarmos, tal como somos.

A autoestima da sociedade em geral tem mesmo de sentir-se abalada, não é? E por mim falo…

Há muito tempo, comprei esse presente; desembrulhei-o até onde me pareceu que era o limite de tudo o que ele continha e ainda o tentei sugerir, como algo de vantajoso, a outras pessoas.

E embora já tivesse feito um rasgão – lá em 2009, quando senti que faço o que faço por mim, sempre – no papel que embrulha, bastante disfarçadamente, a oferenda de maior impacto, parece-me que, só agora, ao escrever e refletir sobre esta temática, é que o desembrulhei completamente.

O caminho de volta a nós pode ser realmente bastante longo. Mas, bem vistas as coisas, é proporcional ao caminho que escolhemos percorrer para nos afastarmos daquela que nos é, por direito, a pessoa mais importante das nossas vidas.

Ainda te causa estranheza olhar para ti e veres-te como a pessoa mais importante da tua vida?

Tudo bem. Não rejeites esse sentimento. Acolhê-lo faz parte da jornada. Aceitar esse pedacinho teu é um passo dado no caminho de regresso a ti.

E por muito distante e irrisório que ainda te possa parecer, atrevo-me a dizer-te, ao mesmo tempo que o digo a mim: a partir do centro de ti mesmo, é o único sítio de onde podes emanar Amor para o Mundo.

Só a partir de quem realmente És, só agindo por quem És, é que podes agir para os outros.

Por tudo isto, eu estou disposta a aprender a ser egoísta no Caminho do Amor.

E tu, acompanhas-me?

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho

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Vamos semear sonhos? – 2.ª parte

Se o Amor-Próprio é a seiva dos nossos sonhos, inevitavelmente, começo este texto questionando-te e questionando-me: como está o teu Amor-Próprio?

No que a ti diz respeito, só tu poderás saber mas, espero que consigas gerar a Coragem necessária para que te respondas com sinceridade.

Quanto a mim, se por aqui me acompanhas há algum tempo, talvez te lembres que já por diversas vezes reconheci que, ao longo da minha vida me movi, maioritariamente, pelo caminho do medo. Portanto, fica óbvio que o Amor que eu nutria por mim era praticamente inexistente.

Afinal, se fazemos as nossas escolhas dentro do caminho do medo, é porque não conseguimos nutrir Amor-Próprio suficiente, para gerar a Coragem necessária para fazermos as nossas escolhas dentro do Caminho do Amor.

Contudo, uma das maiores evidências – até para mim mesma – de que estou a mudar a minha forma de escolher, é a existência deste blogue e o facto de eu estar aqui presente, todas as semanas, a partilhar convosco os passos que vou dando nesta minha jornada.

E, se tal como eu, te encontras numa situação em que sentes que tens de reestabelecer a conexão com o teu Amor-Próprio, então, em nome do quê o perdeste em primeiro lugar? Em nome do quê o deixaste ir?

Sim, porque foste tu quem escolheu deixar ir o teu. Fui eu quem escolheu deixar ir o meu.

Lembras-te que nascemos na vibração do Amor?

Embora seja possível que, à primeira vista, tudo pareça consequência de um acaso fortuito, o certo é que, tudo o que existe no Universo é decorrente de um momento de criação onde nada foi deixado ao acaso. Nós vivemos rodeados por sonhos manifestados e, como seres resultantes dessa Fonte de Abundância de onde tudo emergiu, cada um de nós é também um sonho manifestado.

Cada um de nós é um sonho que brotou dessa vibração do Amor, que se propagou e continua em estado de expansão. É atendendo a este facto que me atrevo a afirmar que nascemos repletos de Amor-Próprio.

No momento do seu nascimento, um bebé não se queixa com falta de amor-próprio, nem se sente menos merecedor daquilo que realmente merece. Antes pelo contrário. Um bebé reúne em si os meios necessários para chamar a atenção dos seus progenitores, de modo a que as necessidades fundamentais para a sua subsistência e bem-estar sejam respondidas. Ele sabe que precisa de ajuda e que merece recebê-la. E sente-se merecedor precisamente porque está no Caminho do Amor.

De algum modo, o bebé sente quando tem uma necessidade que precisa de ser atendida. E é por saber que merece ajuda para a resolver, que ele recorre aos mecanismos que lhe são disponíveis para chamar a atenção dos pais. Normalmente fá-lo através do choro. E caso este seja ignorado com alguma frequência, e se trate de um bebé mais passivo, até pode ser logo nos seus primeiros dias de existência que o primeiro desvio para o caminho do medo é concretizado. Afinal, se o seu choro, que abrange uma necessidade, vai sendo ignorado, o próprio bebé também se sente ignorado. A partir daí, chorar não vale a pena, simplesmente porque ele próprio também não vale a pena. E, ainda bebé, aquele Ser escolheu: um pouquinho menos de Amor-Próprio…

Eu não me lembro de qual foi o momento em que efetuei o meu primeiro desvio do Caminho do Amor para o caminho do medo. Mas, como já partilhei convosco por aqui, aquele que consigo identificar como um dos primeiros momentos, aconteceu ainda em tenra idade.

E embora não consiga recordar qual foi o momento exato em que escolhi, pela primeira vez, suprimir ou reprimir uma experiência que vivi, atualmente, tenho plena consciência de que, nesse instante, escolhi também, em simultâneo e de forma inconsciente, suprimir ou reprimir uma parte de mim. E foi aí que comecei a amar-me… um bocadinho menos…

É inevitável. De cada vez que tentamos camuflar uma parte de nós, também escolhemos amarmo-nos um pouquinho menos.

E mais uma vez importa lembrar que se trata de uma escolha pessoal e intransmissível, que tantas vezes tomamos ao longo da nossa vida.

Portanto, perante a pergunta “Em nome do quê deixei ir o meu Amor-Próprio?”, aquilo que eu respondo é: em nome dos medos. Uma lista bem extensa deles. Uma lista que começou a ser elaborada desde a primeira vez em que escolhi dar o passo que me colocou no caminho do medo.

Só que a Vida é sábia. E na sua sabedoria ela vai-nos devolvendo a imagem das escolhas que fazemos.

E nós sentimos.

Nós sentimos as perdas, as lutas, as angústias e as tristezas. Nós sentimos os esforços vãos. Nós sentimos as frustrações e as estagnações. Nós sentimos as mágoas que se infiltram até à alma… E é em todos esses sentimentos que sentimos que nos desconectámos de algo. Que algures pelo caminho nos perdemos de nós.

E tal como o bebé chora quando sente que precisa de ajuda para resolver uma necessidade que é fulcral para a sua sobrevivência e bem-estar, assim o sentimento de perda e de desconexão te convida a sentires o pulsar da força que tudo une e tudo conecta: o Amor!

Tudo isto é o mesmo que dizer que, na sua sabedoria, a Vida convida-nos a escolher de modo diferente. A escolher o Caminho que brota da Fonte. A escolher o Caminho do Amor.

E, de cada vez que o escolhes, estás a amar-te um pouquinho mais

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho

Fonte de inspiração: https://maeguru.wordpress.com/category/nao-deixe-seu-bebe-chorando/

O nosso verdadeiro trabalho é SER. É sonhar! – 2.ª parte

Como te tens sentido a realizar o teu verdadeiro trabalho? Tens vindo a exercer quem és, colocando a essência da tua energia a vibrar no Mundo?

Como tudo isto implica que partas à descoberta de TI, para que te tornes capaz de assumir a tua responsabilidade, de modo a que possas viver a tua liberdade, é realmente um trabalho para a vida e que dá… trabalho.

No entanto, aquilo que recebemos de volta quando o exercemos é de valor incalculável. Ou, pelo menos, é assim que eu o sinto.

Perceber que na possibilidade de Ser, subjaz a possibilidade de Sonhar, é algo que me fascina. Contudo, não foi sempre assim.

Como já partilhei convosco, eu considerava-me uma pessoa sonhadora, até me ter convencido que sonhar era um engano. E foi somente quando comecei a tomar consciência de que a matéria-prima de tudo o que existe no Universo é comum, e que tudo foi criado na intenção e na vibração do Amor, é que voltei a acreditar na possibilidade de sonhar. Portanto, foi todo um processo de aprendizagem e de autoconhecimento. Foi todo um trabalho que tive de desempenhar.

Só que, ao contrário do trabalho tido como tradicional, o que recebo à troca não é um salário. O que estou receber à troca é a oportunidade de (re)aprender a sonhar!

E, mais uma vez, não consigo evitar o sorriso que brota. 🙂

Há algo no meu Ser que vibra com toda esta jornada. Há uma alegria que se expande. Que se alastra. Que se propaga e difunde. Uma alegria que não está dependente de um salário. Que não depende de dinheiro, nem de qualquer bem que ele me possa permitir comprar. Depende apenas do facto de me permitir SER.

E acredito que contigo possa acontecer exatamente o mesmo.

Portanto, é mesmo com o nosso Ser que podemos Sonhar e concretizar. Mas, para podermos exercer o nosso verdadeiro trabalho, usufruindo da nossa liberdade de sonhar, é necessário que o façamos com responsabilidade.

Sonhar com responsabilidade é sonhar de forma consciente. E sonhas de modo consciente quando te conheces. E, para te conheceres, tens de reunir a Coragem necessária para mergulhar em Ti.

Pareceu-te repetitivo? É porque realmente é!

Acaba por ser um ciclo, tal como a própria vida. O Ciclo do Sonho!

E apesar do trabalho que envolve, acredito que o processo de mergulho interior se torna muito mais aprazível quando conseguimos antever nele a possibilidade de concretizar sonhos.

Afinal, e como já foi referido várias vezes por aqui – e porque nunca é demais lembrar – só quando te conheces é que consegues identificar em que caminho te estás a mover.

E à medida que és capaz de identificar o caminho em que te estás a mover, a cada passo que dás pelo caminho da tua Vida, acredito que todo o percurso se possa tornar mais simples. Mais leve.

Tudo adquire uma simplicidade borbulhante quando percebes se estás a vibrar por um medo ou por uma alegria.

Consegues perceber o que te faz sentir medo? E o que te faz sentir alegria?

Conhece os teus medos. Conhece as tuas alegrias. E, a partir daí, aprende a escolher. Escolhe o caminho!

Tudo o que te faz vibrar de alegria está em alinhamento com o teu Ser. Com a tua essência. Logo, se conseguires reconhecer que o teu coração está Feliz, vais tomar consciência de que te estás a mover no Caminho do Amor.

E quando estiveres nesse caminho, continua a trabalhar para te conheceres.

Conhece-te ao ponto de perceber ao que escolhes dar atenção pois, aquilo em que colocas a tua atenção determina a tua vibração. Conhece-te ao ponto de perceber qual é a informação que estás a enviar para a tua energia. Conhece-te ao ponto de sentir qual é o ponto mais alto da tua energia. E exerce-a. Exerce a tua energia no Mundo – o teu verdadeiro trabalho é SER – e, quando sentires que a informação que lhe envias te devolve uma emoção imensa de alegria, semeia.

Semeia nesse caminho os sonhos que levas dentro. Com amorosidade. Com leveza.

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho

Objetivos… mas com Flexibilidade – 2.ª parte

Quando me lancei na criação do blogue considerei que, ao fim de algum tempo, talvez começasse a ser mais fácil escrever. Sendo que, por mais fácil, pretendo dizer que o processo se fosse tornando mais rápido, no sentido de organizar no teclado e no monitor as ideias que pretendo transmitir. Só que, ao contrário daquilo que pressupus, esta coisa da escrita tem sido uma aventura constante, até para mim. Aliás, para mim, em primeiro lugar.

Para vocês terem uma noção, quando comecei, os primeiros dois ou três textos foram escritos no próprio dia em que os publiquei. A partir daí, senti o procedimento a ficar mais complexo e, para conseguir cumprir com o compromisso de publicar um texto por semana – o meu objetivo -, tive de começar a antecipar a escrita. E como tenho publicado os textos à terça, costuma ser à segunda que os começo a escrever.

Na semana passada, como já tinha as ideias alinhavadas na mente, voltei a considerar que a escrita daquele texto poderia ser algo simples. Tanto que até comecei por preparar a imagem e só depois comecei a escrever, pensando que já sabia a estrutura que iria seguir. Comecei também com a devida antecedência, na segunda-feira, enquanto tinha a televisão ligada no nível de volume sonoro do: “é só para ter um som de fundo”.

E estava já algures pelo meio do texto quando aquele volume se tornou bastante audível, mesmo sem eu tocar no respectivo botão do comando. Que é o mesmo que dizer que, no programa que estava a decorrer, surgiu alguém a falar, precisamente, do tema sobre o qual eu estava a escrever.

Parei para escutar com atenção. Novos insights surgiram à medida que ouvia o senhor a falar e, por consequência, o texto já não pôde continuar a seguir a estrutura que lhe tinha pré-estabelecido. De tal forma que, a imagem que estava preparada, também já não lhe fazia a devida correspondência e deparei-me a levar as palavras para um ponto – liberdade/responsabilidade – que nem tinha imaginado que pudesse surgir para a temática “resoluções e objetivos”. E embora este ponto tenha acabado por se tornar no seu final, não foi nesse exato momento que terminei o texto.

Após me ter surpreendido com a direção encaminhada, continuei a desenvolvê-lo. Alguns parágrafos mais à frente, acabei por perceber que se estava a tornar demasiado extenso, o que iria dificultar não só que o publicasse dentro do prazo, mas também a vossa leitura. Por isso, resolvi voltar umas linhas atrás e o ponto que eu nem tinha considerado que pudesse surgir, acabou por se converter na transição para poder rematar o texto, ao mesmo tempo que me possibilitava a abertura para a sua continuidade.

Nestas circunstâncias, vislumbrei ainda uma vantagem: já tinha alguns parágrafos adiantados para o texto desta semana e isso tornaria tudo mais fácil – julguei eu… mais uma vez…

Com a intenção de agilizar todo este processo, também pensei em começar a escrever com maior antecedência.

Pois…

Do pensar ao fazer, por vezes, vai uma enorme distância!

Afinal, eu tinha uns planos mas, o meu computador (ou a Vida) tinha outros!

Logo após a publicação do texto da semana passada, ele começou a mostrar um problema de resolução no monitor, que me dificultava bastante trabalhar nele. Pesquisei sobre formas de tentar resolver e tentei algumas sugestões que encontrei, só que nenhuma resultou. Como tal, restava-me formatar o computador e, pelas minhas experiências anteriores, para salvar os dados de modo a poder recuperá-los, bastava guardá-los na repartição D. Tive o cuidado de guardar alguns documentos na “nuvem”, contudo, os mais relevantes, por terem maior quantidade de dados, guardei na bendita repartição.

A formatação correu bem. O problema da resolução ficou resolvido… e a vida realmente aconteceu! Ou seja, a formatação correu tão bem, que nem os dados guardados na repartição D por lá se mantiveram. Foi tudo ao ar… (na altura não foi bem isso que disse mas, vocês entendem-me!)

Não vou negar que o sentimento de prejuízo fez questão de assinalar a sua presença. Houve informação que tinha como muito importante que foi perdida, incluindo os textos do blogue e o tal texto que eu já tinha começado a escrever lá em 2013, e que, para mim, se constituía como um dos principais alicerces para o tal livro que sempre achei que iria escrever. Para além disso, o objetivo que eu tinha para começar a agilizar o processo de escrita ficou encalacrado e o tempo despendido de volta do computador, sem estar a produzir, também foi bastante considerável.

Foi realmente angustiante, contudo, estou a escolher olhar para a situação como uma oportunidade de renovação. Se os seres humanos precisam de meditação para limpar as energias dos seus átomos, os computadores precisam de formatação. 🙂 Simples assim!

Estou em crer que é o Universo a direcionar-me para algo que talvez precise de espaço para se manifestar.

E embora não esteja a cumprir com o objetivo de dar continuidade ao texto anterior, da forma como tinha pré-estabelecido, o certo é que o desabafo que aqui deixo, após a ocorrência destes eventos, está em tudo relacionado com o tema em questão: objetivos… mas com flexibilidade!

E é por isso que aqui me encontro a cumprir com o compromisso de escrever um texto por semana, ao mesmo tempo que faço por adaptar o seu conteúdo às circunstâncias que se ergueram.

Apenas porque a Vida também acontece e precisa de espaço para se mover, trabalhemos a nossa flexibilidade mental. Onde há rigidez não há espaço para o movimento. A energia estagna, bloqueia e surgem pontos de tensão e conflito. Portanto, se queremos entrar no fluir da Vida, no seu movimento natural, foquemo-nos nos nossos objetivos… flexíveis!

Nesta situação que acabei por partilhar convosco, creio que consegui focar-me com com alguma leveza e flexibilidade nos objetivos que tinha definido. E tu, entre a flexibilidade e a rigidez, que postura estás a assumir perante os teus objetivos?

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho

É preciso coragem para escolher o Amor sobre o medo… – 2.ª parte

Esta temática do Caminho do Amor e do caminho medo é realmente muito abastada. Tem conteúdo suficiente para levarmos uma vida inteira feita de pequenas descobertas diárias.

A primeira vez que contactei com ela foi em 2009, quando uma amiga me ofereceu o livro fuck it – Que se Lixe!, de John C. Parkin, dizendo-me “Acho que estás a precisar!”. E estava mesmo… Foi um daqueles preciosos instantes em que o Universo, por um dos seus infinitos caminhos, me trouxe a ajuda que eu necessitava naquele exato momento.

No capítulo “Diga Que Se Lixe ao Medo” (palpita-me que eu iria gostar mais da versão original, ou de uma tradução mais à letra, pois nada se equivale à sensação libertadora de dizer um grande “Que se F*da!” 😉 ), o autor refere que as duas forças que aparentemente governam as nossas vidas não são o bem e o mal, ao contrário daquilo que muitos de nós poderíamos pensar, mas sim, o Amor e o medo. Ou seja, o oposto do Amor não é o ódio, mas o medo. E nós temos tendência a funcionar num desses registos: ou estamos no Caminho do Amor ou estamos no caminho do medo.

É claro que, ao longo da nossa vida, vamos variando entre os dois caminhos. Quando estamos no Caminho do Amor a nossa postura é de abertura e recetividade à Vida. Por outro lado, quando estamos no caminho do medo, fechamo-nos a tudo o que a Vida envolve.

Não sei quanto a vocês mas, para mim, naquela altura, isto fez muito sentido e ajudou-me a começar a olhar para as situações que vivia, e tinha vivido até então, por este ponto de vista. E foi através deste olhar que percebi que, na generalidade das diversas situações da minha vida, e neste ponto refiro-me até ao momento atual, tenho enveredado muito mais pelo caminho do medo. Muito mais do que gostaria de fazer e até mesmo de admitir… Creio que nem sempre tenho consciência da tomada de decisão dessa escolha. Provavelmente alguns de vocês, senão a maioria, talvez não a tenha também, mas o certo é que, é com extrema frequência que escolho estar nesse caminho.

            Como o Universo nos vai sempre acompanhando nesta jornada da nossa evolução, muito recentemente, ele deu-me a oportunidade de contactar com o trabalho da Paula Abreu e, através dela, consegui aprofundar mais o conhecimento destes dois caminhos. Bastou esta pequena frase, dita num dos seus vídeos, para a minha perceção mudar completamente: “Nós nascemos na vibração do Amor.”

Embora eu já estivesse desperta para a existência dos dois caminhos, devido a todos os bloqueios que fui criando, desde a infância, através das vivências experienciadas com as pessoas que me rodeavam, nunca tinha pensado que eu tivesse nascido no Caminho do Amor. 

Mesma Fonte

E, naquele dia, perante aquela frase, percebi que, se nós nascemos na vibração do Amor, então não foram só os outros. Eu também estava incluída. É válido para todos. Para tudo! Todos somos nativos dessa incrível fonte abundante, próspera, luminosa, que transborda… e ela é, tão somente, AMOR.

 

 

Como o tema rende, parece-me que não há duas sem três e espero poder ter a oportunidade de escrever a 3.ª parte. =)

Quanto a mim, acabei de descobrir que nasci na vibração deste sentimento pleno. E tu, tens consciência que nasceste no Caminho do Amor?

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho