O coração não se parte

Para quem me acompanha desde o início não é novidade que, o ano passado, foi-me um ano muito marcante, pois considero que foi o ano do meu grande despertar. Um despertar que não implica, nem tão pouco mais ou menos, conceber a amplitude do Todo mas, que me posicionou na tomada de consciência de que, em Tudo, há muito mais profundidade e vastidão do que à primeira vista conseguimos alcançar. Uma primeira vista que, muitas vezes, damos por garantida, certa e irrefutável. Porém, num Universo em que a nossa condição humana nos condiciona no modo de abarcar o tanto de possibilidades existentes – ou não fossem elas infinitas -, não sei se alguma vez poderemos considerar algo como garantido, certo e irrefutável… Talvez o mais garantido seja mesmo a mudança. Esse constante movimento de todos os corpos celestes e terrestres que, de tão subtil que pode ser, nos induz a uma sensação de quietude estática.

Mera ilusão

Num Universo em expansão tudo se movimenta, ou não fossem todas as ínfimas partículas que o constituem provenientes da mais incrível e poderosa fonte de energia que cria, constrói e transforma mundos.

E foi assim que me senti no ano passado: a expandir. A começar a tomar consciência de que essa incrível fonte de energia também está na raiz do meu Ser. Na de todos os Seres. Sem qualquer exceção.

Ao longo deste ano, que tem estado a passar num ápice – ou pelo menos é assim que o estou a sentir, agora que o vislumbre do seu fim já se personifica de modo quase impossível a não ser notado -, aquela sensação de expansão manteve-se presente. Mais ligeira. Num ritmo mais brando mas, sempre a constituir evidência de que há amplitudes que, depois de alcançadas, não podem ser retraídas.

A meio deste ano, em Junho precisamente, a Vida fez-me um convite. Um daqueles convites que, volta e meia ela nos faz, para nos colocar diante do que somos capazes de passar uma vida inteira a tentar evitar.

E, acredita, de cada vez que a Vida te faz um convite deste calibre, ela está a ser incrivelmente generosa contigo. Não te vai parecer assim. Eu entendo que não. No contacto inicial, pode parecer-te que ela está a ser ingrata ou até a tentar punir-te por algo. Falta de sorte, talvez penses. “Vida madrasta”. Só que não há nada de madrasto na Vida.

A parte tua que te leva a pensar que a Vida te está a dificultar a vida, é precisamente a parte tua que precisa de ser curada. Acolhida. Integrada no todo que ÉS. Enquanto tiveres partes tuas por acolher, vais sentir-te sempre incompleto e, na tua tentativa de fugir da dor que isso te causa, vais procurar por aquilo que te complementa em todos os lugares errados. E enquanto insistires nessa busca lá fora, daquilo que só pode ser resolvido dentro, mais alimentas a fuga, a dor… a rejeição. E o irónico é que, por muito que queiras apontar o dedo e afirmar que é algo ou alguém que te está a rejeitar, o certo é que o mundo apenas te está a espelhar a rejeição que tu fazes de ti próprio. Essa parte com a qual evitas lidar a todo o esforço é tua e, no incómodo que ela faz questão de te provocar, está apenas a pedir-te para olhares para ela; para que a deixes voltar e permanecer onde ela realmente pertence: a Ti.

E a Vida, na sua imensa sabedoria, ajuda neste processo. Todos os componentes que, de algum modo, tu também foste cocriando, acabam por convergir num evento que abala toda a tua estrutura – ou a ilusão da estrutura que julgavas ter -, e vês-te perante as circunstâncias em que tanto investiste para evitar.

No meu caso, o culminar dessas circunstâncias ocorreu num evento que se manifestou em Junho. E valeu-me… Valeu-me o facto de já estar desperta para algumas questões. Valeu-me o facto de, nos meses que o antecederam, me ter permitido expandir mais um pouco, embora tenha sido só naquele exato momento, diante daquelas circunstâncias, que eu tenha tomado consciência do caminho entretanto percorrido.

Um caminho que me levou a conhecer-me ao ponto de entender que, na minha rejeição/fuga do que tinha acontecido na linha do relacionamento em questão até àquele instante, eu passei anos a fio a rejeitar uma parte minha. Um caminho que me levou a conhecer-me ao ponto de conseguir acolher e aceitar muito do que tinha acontecido até então, exatamente da forma como aconteceu. Um caminho que me levou a conhecer-me ao ponto de conseguir entender que, nessa aceitação, eu ficava mais completa. Mais inteira. Mais una. Um caminho que me levou a conhecer-me ao ponto de saber que, por muito que um coração se tenha sentido magoado, e por muitas razões que a mente, movida pela voz do ego, nos tenha apresentado para continuar a alimentar essa mágoa, ele consegue transbordar um amor que nem sequer imaginava que pudesse ter em mim. Um amor que consegue transcender qualquer uma daquelas razões e que acalma, apazigua, precisamente porque une os fragmentos aparentemente estilhaçados e espalhados.

No cerne dessas razões que a mente egóica gosta de nos apresentar reside, não só a possibilidade da nossa fragmentação, mas também a tendência para nos identificarmos com questões que não são nossas. E ao sermos movidos por uma força que não deixa de ser amor, tomamos o que é do outro como nosso, numa tentativa de poder ajudar, pertencer e, no maior dos extremos, de tentar salvar… E seguindo o esforço destas tentativas vãs, que ilusoriamente nos parecem sempre a via mais lógica a adotar, assumimos uma lealdade para com o outro, que nos leva a repercutir os mesmos tipos de comportamento que ele exerce, como se pudéssemos levar o fardo que é do outro connosco, para que ele não tivesse de o transportar.

De novo, mera ilusão…

Fardos que são do outro só ao outro pertencem. Fardos que são teus só a ti pertencem. Fardos que são meus só a mim pertencem.

Porém, nesta nossa tentativa de carregar o que ao outro pertence, blindamos a nossa própria visão e não percebemos que, como se trata de algo impossível de fazer, acabamos é por criar um novo fardo. E esse sim é nosso e só nós podemos transportar.

Contudo, mais uma vez, podemos passar anos a fio a ser movidos por esta ilusão. Eu passei. Creio que há situações nas quais ainda estou a passar…

E, mais uma vez também, a Vida, na sua incrível generosidade, reuniu todos os componentes necessários para que aquilo que tentei a todo o custo transportar, mesmo que de modo inconsciente, pudesse vir à tona.

E veio! Oh, se veio…

Cheguei a ler algures que, de acordo com o alinhamento dos astros, o momento era mesmo de cura e que, se não o estivéssemos a sentir, é porque não estaríamos vivos. Atendendo a este ponto de vista, sem dúvida que, Novembro, foi o mês em que estive mais viva este ano.

À medida que se aproximava o momento agendado que me ia ajudar a clarificar aquilo que eu, mesmo sem saber conscientemente, tinha escolhido transportar, todas as circunstâncias à minha volta se organizaram para convidar a esse sentir.

Um sentir que doeu! Oh, se doeu…

Um sentir que me apertou o peito durante alguns dias, ao ponto de me custar respirar. Um sentir que me baralhou os sentidos. Um sentir que me fez sentir como se o coração se estivesse a partir. Um sentir que me permiti sentir. Um sentir que eu tinha de sentir, precisamente para poder começar a poisar um fardo que não era meu para transportar.

E foi precisamente por todo este sentir, que eu acabei por sentir: o coração não se parte!

O que se parte, o que se estilhaça dentro de nós, é o tal bloco de betão com que cobrimos o coração. Aquele bloco que vai aumentando de volume a cada mágoa que escolhemos tomar como nossa e guardar para suposta proteção de mágoas futuras. E quanto mais denso for esse bloco, mais o peito aperta. Mais o peito dói.

Contudo, por muito que doa, acredita, o coração não se parte.

E o que doer, deixa doer. Deixa doer para que passe depressa.

Por vezes, para renascer, é preciso quebrar. Portanto, deixa que esse bloco se estilhace. Deixa que ele se fragmente e se despedace.

Confia.

Confia que o coração não se parte. E que, a cada fissura que surgir, há um feixe da tua Luz a incidir no Mundo. Uma Luz que só tu podes brilhar. Uma Luz que só tu podes ser. Uma Luz que só tu podes viver.

E o Mundo precisa da tua Luz. Por isso, atreve-te: brilha, sê e vive a Luz que És!

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho

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Uma breve reflexão…

Já não escrevo um texto para o blogue há praticamente um mês.

Continuo a sentir o apelo de o fazer mas, necessito de encontrar/criar o meu espaço de tempo e disponibilidade para o fazer. E isso é algo que requer que escolhas sejam feitas e que haja Coragem para lidar/assumir as consequências dessas mesmas escolhas.

No passado dia 31 de Maio, partilhei uma breve reflexão na minha página de facebook. Hoje, estou a sentir que a devo partilhar aqui também. Por isso, cá fica ela:

É preciso Coragem para escolher o Amor sobre o medo!
Mesmo…

Principalmente naqueles momentos em que tudo no teu Ser te mostra que há um caminho que já não te serve e, mesmo assim, a voz do medo, que te quer prender à falsa ilusão da segurança que esse caminho poderia proporcionar, fala tão alto, que se torna quase ensurdecedora.

É preciso Coragem para escolher o Amor sobre o medo, porque isso implica escolher a nossa própria pessoa, a nossa essência, em primeiro lugar.

É preciso Coragem para escolher o Amor sobre o medo, porque isso implica dar um salto para o desconhecido. Um salto de .

E se dentro de ti soubesses que, dando esse salto, o chão acabaria por aparecer. Saltarias?

Olha à tua volta. Tens reparado nas evidências que a Vida tem colocado diante de ti, todos os dias e, por vezes, tantas vezes no mesmo dia?

Chega a ser impressionante a forma como a Vida comunica connosco e nós, por estarmos tão identificados com o medo, insistimos, de modo quase intransigente, em ignorá-la.

Ignoramos constantemente a voz da nossa Intuição. A voz da nossa Essência. Aquela voz que quer realmente a nossa felicidade e bem-estar. A voz de quem nos ama e nos chama para o Caminho do Amor. Essa voz que palpita dentro do teu peito e que te faz apenas um pedido: “Olha para mim! Escuta-me!”

Através do Jeffrey Allen, conheci uma frase que diz algo como: “Ouvir a voz da nossa intuição não é difícil. O difícil é escolher seguir o que ela diz.”

Essa escolha requer que cries Coragem. Por isso, até que ponto estás disposto a ser Corajoso, hoje?

Até que ponto estás disposto a dar esse salto que te coloca no Caminho do Amor? Até que ponto tens Coragem para ir ao encontro de Ti?

E pergunto a Ti, ao mesmo tempo que pergunto a mim, com a convicção de que, mesmo com o medo a querer entorpecer-me os sentidos, eu estou disposta a saltar. 

Eu entrego.
Eu confio.
Eu aceito.
Eu agradeço.
Obrigada!  

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho

Vamos semear sonhos? – 2.ª parte

Se o Amor-Próprio é a seiva dos nossos sonhos, inevitavelmente, começo este texto questionando-te e questionando-me: como está o teu Amor-Próprio?

No que a ti diz respeito, só tu poderás saber mas, espero que consigas gerar a Coragem necessária para que te respondas com sinceridade.

Quanto a mim, se por aqui me acompanhas há algum tempo, talvez te lembres que já por diversas vezes reconheci que, ao longo da minha vida me movi, maioritariamente, pelo caminho do medo. Portanto, fica óbvio que o Amor que eu nutria por mim era praticamente inexistente.

Afinal, se fazemos as nossas escolhas dentro do caminho do medo, é porque não conseguimos nutrir Amor-Próprio suficiente, para gerar a Coragem necessária para fazermos as nossas escolhas dentro do Caminho do Amor.

Contudo, uma das maiores evidências – até para mim mesma – de que estou a mudar a minha forma de escolher, é a existência deste blogue e o facto de eu estar aqui presente, todas as semanas, a partilhar convosco os passos que vou dando nesta minha jornada.

E, se tal como eu, te encontras numa situação em que sentes que tens de reestabelecer a conexão com o teu Amor-Próprio, então, em nome do quê o perdeste em primeiro lugar? Em nome do quê o deixaste ir?

Sim, porque foste tu quem escolheu deixar ir o teu. Fui eu quem escolheu deixar ir o meu.

Lembras-te que nascemos na vibração do Amor?

Embora seja possível que, à primeira vista, tudo pareça consequência de um acaso fortuito, o certo é que, tudo o que existe no Universo é decorrente de um momento de criação onde nada foi deixado ao acaso. Nós vivemos rodeados por sonhos manifestados e, como seres resultantes dessa Fonte de Abundância de onde tudo emergiu, cada um de nós é também um sonho manifestado.

Cada um de nós é um sonho que brotou dessa vibração do Amor, que se propagou e continua em estado de expansão. É atendendo a este facto que me atrevo a afirmar que nascemos repletos de Amor-Próprio.

No momento do seu nascimento, um bebé não se queixa com falta de amor-próprio, nem se sente menos merecedor daquilo que realmente merece. Antes pelo contrário. Um bebé reúne em si os meios necessários para chamar a atenção dos seus progenitores, de modo a que as necessidades fundamentais para a sua subsistência e bem-estar sejam respondidas. Ele sabe que precisa de ajuda e que merece recebê-la. E sente-se merecedor precisamente porque está no Caminho do Amor.

De algum modo, o bebé sente quando tem uma necessidade que precisa de ser atendida. E é por saber que merece ajuda para a resolver, que ele recorre aos mecanismos que lhe são disponíveis para chamar a atenção dos pais. Normalmente fá-lo através do choro. E caso este seja ignorado com alguma frequência, e se trate de um bebé mais passivo, até pode ser logo nos seus primeiros dias de existência que o primeiro desvio para o caminho do medo é concretizado. Afinal, se o seu choro, que abrange uma necessidade, vai sendo ignorado, o próprio bebé também se sente ignorado. A partir daí, chorar não vale a pena, simplesmente porque ele próprio também não vale a pena. E, ainda bebé, aquele Ser escolheu: um pouquinho menos de Amor-Próprio…

Eu não me lembro de qual foi o momento em que efetuei o meu primeiro desvio do Caminho do Amor para o caminho do medo. Mas, como já partilhei convosco por aqui, aquele que consigo identificar como um dos primeiros momentos, aconteceu ainda em tenra idade.

E embora não consiga recordar qual foi o momento exato em que escolhi, pela primeira vez, suprimir ou reprimir uma experiência que vivi, atualmente, tenho plena consciência de que, nesse instante, escolhi também, em simultâneo e de forma inconsciente, suprimir ou reprimir uma parte de mim. E foi aí que comecei a amar-me… um bocadinho menos…

É inevitável. De cada vez que tentamos camuflar uma parte de nós, também escolhemos amarmo-nos um pouquinho menos.

E mais uma vez importa lembrar que se trata de uma escolha pessoal e intransmissível, que tantas vezes tomamos ao longo da nossa vida.

Portanto, perante a pergunta “Em nome do quê deixei ir o meu Amor-Próprio?”, aquilo que eu respondo é: em nome dos medos. Uma lista bem extensa deles. Uma lista que começou a ser elaborada desde a primeira vez em que escolhi dar o passo que me colocou no caminho do medo.

Só que a Vida é sábia. E na sua sabedoria ela vai-nos devolvendo a imagem das escolhas que fazemos.

E nós sentimos.

Nós sentimos as perdas, as lutas, as angústias e as tristezas. Nós sentimos os esforços vãos. Nós sentimos as frustrações e as estagnações. Nós sentimos as mágoas que se infiltram até à alma… E é em todos esses sentimentos que sentimos que nos desconectámos de algo. Que algures pelo caminho nos perdemos de nós.

E tal como o bebé chora quando sente que precisa de ajuda para resolver uma necessidade que é fulcral para a sua sobrevivência e bem-estar, assim o sentimento de perda e de desconexão te convida a sentires o pulsar da força que tudo une e tudo conecta: o Amor!

Tudo isto é o mesmo que dizer que, na sua sabedoria, a Vida convida-nos a escolher de modo diferente. A escolher o Caminho que brota da Fonte. A escolher o Caminho do Amor.

E, de cada vez que o escolhes, estás a amar-te um pouquinho mais

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho

Fonte de inspiração: https://maeguru.wordpress.com/category/nao-deixe-seu-bebe-chorando/

Vamos semear Sonhos? – 1.ª parte

Se uma árvore, para quem a observa e consegue sentir a alegria que remanesce dessa contemplação, pode ser um sonho, então, já reparaste na importância que pode ter uma simples semente no processo de manifestação desse mesmo sonho?

No caso das árvores, e das plantas em geral, ao contrário do que sucede com outros espécimes da Natureza, elas estão mais limitadas em relação à procura de condições favoráveis para o seu crescimento e desenvolvimento. Assim, no decorrer do seu processo evolutivo, elas foram desenvolvendo vários mecanismos para se dispersarem e distribuírem pelo mundo através de sementes.

E apesar de, em tamanho, uma semente poder ser minúscula quando comparada com a plenitude da árvore que dela resultar, a sua importância é extremamente vital em todo o processo da manifestação do sonho que é a árvore. É no seu interior que habita toda a informação necessária para que essa árvore se possa formar em todo o seu esplendor.

E num planeta habitado, para além de inúmeras árvores e plantas, por bem mais de 7 mil milhões de pessoas, sendo, cada uma delas, uma essência singular no mundo – um único sonho manifestado – é natural que cada um de nós traga em si os seus próprios sonhos para realizar. As suas próprias sementes para semear.

As nossas sementes são os nossos desejos. E todos os desejos que conseguimos pensar contêm em si todo o potencial e informação necessários para que os consigamos manifestar. Porém, assim como as sementes das plantas precisam de chegar a uma região onde estejam reunidas as condições ideais e favoráveis à sua germinação e crescimento, as sementes dos nossos sonhos também necessitam de condições propícias à sua manifestação.

As condições que somente cada um de nós, através das escolhas que faz a cada instante, pode proporcionar. E como cada escolha que faço me coloca num de dois caminhos – medo ou Amor -, e como as nossas escolhas são pessoais e intransmissíveis, sou eu quem escolhe o terreno, o solo, para acolher as sementes dos meus desejos. És tu quem escolhe o teu.

Portanto, onde é que queres semear os teus sonhos?

Dos dois caminhos entre os quais vamos caminhando pela Vida, apenas um tem um solo fértil em Abundância. Há apenas um caminho onde, aconteça o que acontecer, tudo o que brota no seu terreno dá certo. Tudo flui. Um caminho onde tudo o que ocorre serve um bem maior, embora nós, devido ao facto de estarmos turvados pela identificação com os nossos medos e resistências, tenhamos imensa dificuldade em reconhecê-lo. Dificuldade essa que surge quando nos estamos a mover pelo caminho do medo, onde também semeamos sonhos, sem repararmos que o solo onde deitamos as nossas sementes é árido, compacto e denso, o que impede o oxigénio de circular para que possa ser absorvido pelas sementes.

Quando seguimos pelo caminho do medo, é apenas com medos que podemos regar as sementes dos nossos sonhos. Mesmo assim, admiramo-nos quando eles germinam mirrados e ressequidos, e pensamos que não foi nada daquilo que semeámos… e que realmente sonhámos.

Contudo, se é no terreno da escassez do caminho do medo que semeias os teus sonhos, lembra-te que o super-poder de escolha é teu! E que o Caminho do Amor, apesar de lhe ser oposto, segue paralelo ao caminho do medo. Portanto, se consegues escolher estar num, também consegues escolher estar no outro.

Neste ponto, sou remetida para esta imagem que já coloquei noutro texto:

Caminho do Meio

E que creio que nos ajuda a perceber que é realmente fácil transitarmos de um caminho para o outro. Basta que mudemos a nossa perceção. A maneira como nos focamos, interpretamos e sentimos nas diversas situações.

Portanto, é fundamental que te acolhas! Que te sintas. Que te permitas Ser.

Sente-te. Aceita quem És. Sê quem és no mundo. Sem julgamentos. Sem culpas. Sem sequer estares preocupado com a eventual duração desse sentimento. Neste momento, não importa se o consegues fazer por muito ou pouco tempo. Se é um sentimento que vai permanecer contigo ou não.

Agora – no Agora – importa apenas que sintas.

Sente! Mais e mais. Vibra pela alegria de te permitires Ser.

Tu tens uma fábrica de emoções dentro do teu peito. Deixa que ela produza essa emoção até que ela se espalhe por todo o teu Ser. E é neste instante em que dás o salto para o Caminho do Amor, que estás também repleto dos nutrientes necessários para o plantio dos teus sonhos.

Ao nutrires Amor por TI, automaticamente, forneces os nutrientes essenciais para que as sementes dos teus sonhos, os teus desejos, possam germinar.

Por isso, quando estiveres na berma desse terreno fértil, nutre o Amor por Ti. Respira profundamente. Coloca uma mão no peito e sente o pulsar do teu coração. E quando o sentires, diz a ti mesmo, verbalizando as palavras de maneira a que a vibração da sua energia se espalhe por ti e à tua volta: Eu gosto de ti!

Acolhe tudo o que sentires no momento em que verbalizares estas palavras. E mesmo que seja apenas por uma mera fração de segundos, permite-te gostar de ti. Sê gentil contigo.

E agora sim, semeia. Semeia os teus sonhos e nutre-os com esse sentimento.

O teu Amor-Próprio é a seiva dos teus Sonhos!

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho

Como te sentes em relação a sonhar? – 4.ª parte

Permitiste-te sentir o pulsar dessa força que tudo guia e que também vibra dentro de ti? Espero que sim! Vamos experimentar fazê-lo mais uma vez?

Vamos lá! 🙂

Fecha os olhos. Inspira profundamente. Muito devagar, expira todo o ar pela boca; deixa ir tudo o que estiver a mais e permite que todo o teu corpo se entregue a esse movimento. Deixa-o agir como ele quiser. Volta a inspirar profundamente. Coloca a consciência no teu peito… e sente!

É um exercício que dura apenas uma fração de segundos, no amplo conjunto dos segundos que compõem o nosso dia mas, neste caso, pelo bem que sabe, a variável tempo tem pouca relevância. Aquilo que verdadeiramente importa é que, ao te permitires sentir, tomes consciência de que essa força também vibra em ti.

Ela está nos teus órgãos, nas tuas células, nas tuas moléculas, nos teus átomos… no teu Ser!

Ela está em tudo o que conheces e até naquilo que não conheces.

Aliás, está principalmente naquilo que não conhecemos. Afinal, na dimensão do que é o Universo, aquilo que está para além do nosso conhecimento é vastíssimo. E este facto, por si só, é já é um indício da sua abundância.

Em toda a sua génese, natureza e desenvolvimento o Universo é Abundante.

E eu, tu… todos nós, estamos aqui como seres consequentes dessa superabundância. Como resultado de um momento de criação, de uma intenção.

Como refere Deepak Chopra, no livro Os Sete Princípios da Realização Pessoal, “tudo o que acontece no Universo começa com uma intenção”.

No momento atual, no meu nível de consciência, isto significa que só uma intenção repleta de Amor poderia criar algo tão grandioso e sublime.

Pelo Movimento perfeito, feito de vários movimentos, elaborados por tudo o que nos rodeia e por tudo o que somos; onde toda a ação, por muito individual que possa parecer, está incluída numa interação global, onde tudo está conectado ao mais ínfimo pormenor; só o Amor pode ser a Força que tudo guia.

E como, independentemente do ponto de vista estar direcionado para a perspetiva de tentar abranger o Universo no seu todo, ou o comportamento dos átomos e partículas isoladamente, tudo adquire uma dimensão muito abstrata – por um lado, devido à enorme extensão de todos os elementos; por outro lado, devido ao tamanho ínfimo dos mesmos… – eu gosto sempre de tentar ponderar estes conceitos por uma panorâmica que esteja mais de acordo com a nossa escala mental e visual: os fenómenos que facilmente observamos na Natureza!

Já observaste uma árvore? Já reparaste que ela não precisou de sonhar para crescer em todo o seu esplendor? Já reparaste que ela não teve de estabelecer planos e resoluções para cumprir a sua função e ter o seu lugar no Mundo? Já reparaste que essa árvore, para quem a observa, pode ser uma árvore de sonho?

Já te aconteceu olhares para uma árvore e, pela alegria que sentiste no teu coração, ao identificar a beleza que nela conseguiste vislumbrar, considerar que aquela árvore era um sonho?

Pode não ter sido necessariamente uma árvore mas, quase que consigo afirmar que, garantidamente, já te aconteceu algo assim. Com certeza que algum elemento da Natureza – uma flor, uma borboleta, uma ave, um lago, um céu limpidamente estrelado… -, num qualquer momento da tua vida, despertou esse sentimento em ti.

Quanto a mim, são inúmeras as vezes em que me encantei com a mera contemplação das paisagens místicas de Aveiro, com as suas salinas. Ou do oceano, espelhando variações cromáticas do azul, dourado e rosado, que se avistam no céu, durante um pôr-do-sol. São incontáveis as vezes em que me maravilhei com a simples luminosidade de um luar e dei por mim a pensar que estava a ter a oportunidade de vislumbrar uma paisagem de sonho.

Já reparaste também que, tal como a árvore, nenhum dos elementos que compõem estas paisagens teve de sonhar?

Tanto a árvore, como a flor, a borboleta, a lua ou o oceano não precisam de sonhar porque, já SÃO o sonho manifestado.

Já reparaste – mesmo – que tu também és um elemento deste todo? Que a matéria-prima que te forma é a mesma que originou a árvore, a flor, a borboleta, o sol, os astros…? Já reparaste que, também tu, és um sonho manifestado?

Por isso, perante a pergunta que nos acompanha há 4 semanas – Como te sentes em relação a sonhar?-, neste momento, eu espero que te sintas incrivelmente bem. Se é o caso, acende o peito com essa sensação de bem-estar e verbaliza as palavras, com vontade de te ouvir escutá-las: “Eu sinto que sou o Sonho!

Porque o És!

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho

Como te sentes em relação a sonhar? – 3.ª parte

Tens notado alguma diferença, na tua tomada de consciência, em relação ao caminho em que te moves?

A escolha entre o caminho do medo e o Caminho do Amor, apesar de presente, desde sempre, nas nossas vidas, creio que é feita, na sua maioria, de modo inconsciente. No entanto, tenho reparado que, embora ainda me mova muito pelo caminho do medo, o meu estado de consciência em relação a esse facto está muito mais desperto.

E contigo? Notas alguma diferença? Consideras que consegues identificar, com maior facilidade, em que caminho efetuas as tuas escolhas?

Espero que sim pois, para além de ser uma evidência de que estás a ficar mais conectado com o teu Ser, é também um sinal de que estás a ficar mais alinhado com a tua possibilidade de sonhar.

Estares desperto para consciência do caminho em que te moves, permite-te ter uma melhor noção da frequência em que estás a vibrar.

Este aspeto também se torna determinante para quem está habituado a encarar a vida como se ter pensamento positivo fosse suficiente para se ser capaz de sonhar e de ficar mais próximo de se ter o sonho concretizado. Não é!

Podes ter um pensamento positivo – “Eu quero viajar!”; “Eu vou conseguir um emprego melhor!”; “Eu vou ganhar mais dinheiro!”; “Eu quero um relacionamento saudável e feliz!”… – e estares a mover-te no caminho do medo. Ou seja, apesar do pensamento que formulas na tua mente, e que pode ser realmente considerado positivo, a emoção que vibra no teu coração, e que se difunde pelos átomos do teu corpo, é o medo.

Por exemplo, podes muito querer viajar mas, sentes medo de não conseguir comunicar noutro país, numa língua que não conheces; podes querer mudar de emprego mas, sentes medo de ficar sujeito à incerteza da adaptabilidade a um novo trabalho; podes querer ganhar mais dinheiro mas, como acreditas que as pessoas que são mais ricas são desonestas, sentes medo de te tornares numa pessoa desonesta caso enriqueças; podes querer um relacionamento saudável e feliz mas, como cada um aceita o amor que acha que merece, poderás sentir medo de não ser merecedor desse amor…

Aquilo que acabei de enumerar são meros exemplos, que não têm de ser aqueles que existem na tua realidade. Contudo, espero que funcionem como um catalisador, para que te seja mais fácil identificar os medos que sentes, por muito que a tua mente te tente convencer que tens um pensamento positivo e que isso é quanto basta.

Chega a ser impressionante a facilidade com que vamos fazendo as nossas escolhas pelo caminho do medo, sem percecionar que nos estamos a conectar com a escassez. Sem perceber que caminhamos pela Vida – que, por si só, é Abundância – com a constante sensação de que nada é suficiente. Onde o nosso foco reside, essencialmente, no facto de não nos sentimos merecedores.

E essa escolha é feita por cada um de nós. Essa escolha é minha. Essa escolha é tua. Mesmo nestas circunstâncias continuas a ser cocriador da tua realidade. Se vibras pelo medo, vais continuar a atrair e a focar-te em situações, eventos e pessoas que justificam e validam os medos que sentes.

Colocado desta forma, creio que fica óbvio que o caminho do medo permite-nos apenas materializar isso mesmo: medos! Ou seja, o caminho do medo não é um caminho que nos permita sonhar…

Por tudo isto, lembra-te de escolher o Amor sobre o medo! E faz essa escolha tantas vezes quantas as necessárias.

Afinal, qualquer sonho que consigamos formular, envolve que nos tornemos mais abundantes, mais prósperos. E há apenas um caminho que nos leva aos nossos sonhos, colocando-nos na direção da sua concretização: aquele que emana da Fonte Criadora. Aquele que vibra, que É: Amor!

Independentemente do consenso de ter ocorrido ou não um Big-Bang, se atualmente somos capazes de conceber que tudo o que conseguimos: ver, sentir, cheirar, ouvir, saborear, tocar; provém de uma mesma matéria-prima (átomos) e que a força que guia todos os astros, galáxias, planetas e estrelas também nos guia a nós, então, podemos confiar que essa Fonte é incrivelmente abundante.

Podemos confiar que essa força vibra na frequência universal que tudo une, que tudo conecta: o Amor.

E tu não és exceção. Tu também és proveniente dessa Fonte! Consegues senti-la a pulsar dentro de Ti? Fecha os olhos, respira profundamente, coloca a consciência no teu peito e sente! E agora… sonha!

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho

É preciso coragem para escolher o Amor sobre o medo… – 7.ª parte

Escrever e falar de Física Quântica – a ciência que estuda na natureza aquilo que ela tem de mais pequenininho, os componentes básicos da matéria -, para mim, que não sou entendida na temática, não é tarefa fácil. Aliás, todo o conceito da Física Quântica, para mentes que foram educadas a agarrar-se a formas e a conceitos concretos, constitui-se como algo muito abstrato. Complexo. Creio que chega até a ser difícil de “digerir”.

É certo que já assisti a vários vídeos sobre o tema, li diversos conteúdos, assisti a palestras online e, atualmente, já consigo conceber que foi a descoberta da Física Quântica que nos permitiu perceber a própria da Física Quântica que, ao fim ao cabo, sempre existiu. Estamos completamente rodeados por ela. Mais do que rodeados, estamos imersos, visto que ela está em nós, no âmago da nossa constituição.

Como não sou uma profissional dessa área, não me sinto à vontade para utilizar termos demasiado técnicos. Porém, como, de algum modo, consigo alcançar a sua presença no nosso ser, na nossa vida, no mundo… no Universo, torna-se inevitável que, neste ponto, eu tenha de lhe fazer referência. E que essa referência por aqui vá permanecer.

Contudo, escrevo-vos à luz do meu próprio entendimento, da minha própria consciência e espero ser capaz de transmitir os conceitos de forma simplificada, embora eles sejam extremamente complexos de tão simples que são (sim, escrevi simples, porque, se a Física Quântica nos permite conhecer os comportamentos das partículas e elas sempre se comportaram assim, então, ela só pode ser: simples!).

E embora a minha mente ainda tenha dificuldade em abranger toda a complexidade que envolve poder entendê-la e explicá-la, foi-me muito fácil abraçar a ideia da sua presença, a partir do momento em que percebi que, se os átomos são maioritariamente energia, e se tudo o que conhecemos – e mesmo o que não temos ainda capacidade de conhecer – é formado por átomos, então, tudo é energia. Nós próprios, como seres formados por átomos, somos essencialmente energia.

Curiosa, fui tentar pesquisar sobre a quantidade de átomos que podem formar o corpo humano e deparei-me com um momento de ginástica mental, pois, a maioria da informação disponível está em português do Brasil e, apesar de os significados linguísticos serem extremamente semelhantes, no que respeita a números, 1 bilhão, por exemplo, não é, nem tão pouco mais ou menos, o mesmo que 1 bilião no lado de cá do Atlântico. Sendo que, pelos 3 zeros que separam os números, mais vale ter 1 bilião na mão. 😉

Portanto, quando encontrei a informação de que o corpo humano é composto por cerca de 7 octilhões de átomos (27 zeros à direita do 7), lá fui procurar pela maneira de escrever/ler esta quantidade em português de Portugal. E, embora não seja minha intenção tornar este texto numa aula de matemática, parece que, no português deste lado do oceano, se diz que o corpo humano tem cerca de 7 mil quatriliões de átomos.

Em suma, são mais do que muitos…

E sem entrar muito na ideia da vasta quantidade deles que é renovada (como temos células a serem regeneradas a todo o instante, muitos destes átomos saem do nosso sistema e são substituídos por outros), o que aqui importa ressaltar é mesmo aquela colossal quantidade. E, partindo daí, fazer a ligação com o Salto Quântico.

Se num átomo sozinho, quando o eletrão recebe uma certa quantidade de energia ocorre um salto quântico, imagina o que poderás conseguir fazer com toda essa quantidade de átomos que estão em ti, se os conseguires colocar a vibrar em frequências mais elevadas.

Salto Quântico 1

E este é um dos aspetos em que reside a sabedoria da Física Quântica aplicada na vida real. Afinal, se o eletrão precisa de receber energia para dar o salto, cada um de nós possui a capacidade de gerar essa energia em si mesmo.

Podes acreditar: todas as ferramentas que precisas estão em Ti.

E é apenas com as ferramentas que dispões, e que só tu podes usar, que podes criar essa energia, através das escolhas que fazes todos os dias e tantas vezes no mesmo dia.

E bastam módicos fragmentos de tempo, no tempo do teu dia. Pequenos instantes. Aqueles singulares momentos quando escolhes: aceitar a tua vida e todas as condições que nela existem; quando escolhes perdoar-te pelos momentos em que escolhes desviar-te para o caminho do medo; quando escolhes acolher-te em toda a tua plenitude, sem rejeitares o teu lado sombra, pois ao negares a tua sombra, também rejeitas a tua Luz – e tu és inteiro pela sombra e luz que conténs -; quando escolhes conectar-te com a tua essência, sem dar azo à voz do ego/resistência; quando escolhes nutrir o amor por TI; quando escolhes parar, nem que seja apenas por um pouquinho, e te permites sentir tudo o que cada uma destas emoções emana…

– aproveita e fá-lo agora. Já. Neste momento. Respira profundamente e permite-te sentir. Sentir-te. Fica aí, um minutinho, somente a sentir. Tudo o que tiveres para sentir. Não julgues, não rejeites. Acolhe. Sente. Respira profundamente e deixa ir. -;

… quando escolhes criar Coragem para fazer cada uma destas escolhas; quando escolhes entregar e render-te ao Fluxo da Vida; quando escolhes partilhar a tua luz com o mundo; quando escolhes agradecer… E temos tanto para agradecer. Todos os dias!

Está mesmo evidente que é uma escolha, não está?

Cada uma delas é uma escolha do Amor sobre o medo. É uma escolha que só tu podes fazer. Quero crer que também esteja evidente que tudo isto está ao alcance das tuas mãos. Não referi nada que tu não possas escolher fazer.

E é quando escolhes fazer uma destas escolhas, ou um pouco de várias delas, que estás a criar a energia para o teu Salto Quântico.

Ao escolheres mudar a tua perspetiva, deixas de estar como o eletrão, sempre a girar em torno de um ponto (situação), sem nunca mudar de órbita. Esta mudança de perspetiva é o salto quântico da tua Consciência e é ela que te coloca no Caminho do Amor.

É assim que sais da órbita do caminho do medo e saltas para a órbita do Caminho do Amor, sem nem precisar de realizar o esforço físico de saltar. Basta mudar a perspetiva. Basta escolher o Amor sobre o medo.

E com a proximidade do Natal, o momento não poderia ser mais oportuno. Na generalidade, esta é uma altura em que andamos mais conectados, mais focados na essência, nos afetos, na gratidão, na partilha… Por isso, no embalo da oportunidade, deixo os votos para que aproveites esses sentimentos e emoções que afloram em ti. Inebria-te neles, e por eles, e cria a energia que te permite colocares-te no Caminho do Amor.

Coragem! Que tenhas um bom salto… e um bom Natal também.

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

E o tema rendeu 7 partes! De acordo com este dicionário, o sete representa a totalidade, a perfeição, a consciência, a intuição, a espiritualidade e a vontade. O sete simboliza também uma conclusão cíclica e a renovação – o fim de um ciclo e o começo de um novo.

 Para mim, nascida a 7 do 7, tendo completado 37 anos este ano, habitando um corpo que tem cerca 7 mil quatriliões de átomos, estar a escrever estas palavras, na altura do Natal de 2017, naquele que foi o ano do meu grande despertar, não é mera coincidência, mas sim, um momento de incrível sincronicidade. Obrigada, Universo, e a todos(as) que me têm apoiado e acompanhado nesta jornada! Com vocês, isto faz muito mais sentido! ❤

Susana Martinho

É preciso coragem para escolher o Amor sobre o medo… – 6.ª parte

E então, conseguiste usar a ferramenta do perdão? Ou, pelo menos, colocaste-te na disponibilidade de a começar a utilizar?

Eu estou no processo! Talvez haja quem o consiga quase no imediato. Talvez… Contudo, creio que não é algo que se consiga de um momento para o outro. Leva tempo e cada pessoa terá o seu.

Cada pessoa sabe como construiu a sua própria torre. Apenas cada um tem conhecimento da quantidade de blocos que utilizou, do material de que são feitos, da altura que ela atingiu, se tem ou não telhado, ou janela… É mesmo caso para dizer: cada um sabe de si!

Porém, há algo que será certamente comum, embora este seja o momento em que me dirijo a ti, de forma individual: levou-te tempo a erguer essa torre. Talvez anos e anos da tua vida… talvez o somatório de todos os que tens até ao momento. Dedicaste-lhe energia, cuidado e entrega. Poderás até ter sido minucioso na colocação e alinhamento dos blocos, para que essa torre cumprisse a sua função protetora de forma rigorosa. Portanto, é provável que, também tu, estejas agora algo apegado a essa construção que ergueste com tanto carinho e empenho.

Se assim é, não te exijas. Não queiras detonar essa tua torre sem respeitar a relação de tempo de ignição do rastilho, sob o risco de os blocos se abaterem sobre ti, deixando-te abafado, suprimido e rodeado por um ar irrespirável.

Não te exijas, mas mantém o compromisso. Firma essa vontade que se ergueu de começares a ser mais capaz de escolher o Caminho do Amor e compromete-te a criar Coragem para ir derrubando essa torre. Pouco a pouco, no teu tempo, mas com perseverança e persistência.

Vou repetir: não te exijas! Respeita o teu tempo, mas vai sempre.

No meu caso, o desmoronamento da minha torre começou lá pelo telhado. Cada telha começou a soltar-se, foi deslizando, pelo lado de fora, e esfumou-se durante a trajetória da queda, para que não restasse qualquer estilhaço para embater no chão.

A cada fragmento que se soltava lentamente, a cada bloco que se abatia e se desvanecia, fui percebendo que se colocava, diante de mim, uma entrada para o desconhecido…

Lembras-te que referi que o passo que te estava a convidar a dar equivalia a um salto quântico? Pois bem, é aqui que tenho de fazer uma paragem para podermos relembrar alguns conceitos, que a grande maioria de nós aprendeu na escola.

Creio que todos conseguimos ter presente a imagem de um átomo e nos lembramos que ele é formado por um núcleo, que contém neutrões e protões e, à sua volta, em órbitas fixas que apresentam distâncias variadas, circulam eletrões, que se vão mantendo numa órbita particular. E, durante muito tempo, pensou-se que os eletrões se mantinham a circular sempre na mesma órbita.

Entretanto, com os avanços da Física Quântica, foi possível observar que os eletrões podem mudar de órbita. Quando um eletrão recebe/absorve uma dada quantidade de energia (quantum), ele pode saltar de uma órbita mais próxima do núcleo do átomo, para outra mais distante. Por outro lado, quando o eletrão liberta/emite essa mesma quantidade de energia, volta da órbita mais distante do núcleo, para aquela que lhe é mais próxima (faz o caminho inverso).

O que é verdadeiramente fascinante neste processo, e que o torna num conceito tão abstrato para a nossa mente, que adora agarrar-se a coisas concretas, é que nestas mudanças, de umas órbitas para as outras, o eletrão não se move pelo espaço que existe entre elas para chegar à sua nova localização. O eletrão simplesmente desaparece de uma órbita e aparece na outra, sem percorrer qualquer trajetória. E é este fenómeno que é designado por Salto Quântico.

Salto Quântico

  • “Um salto quântico é uma mudança de posição de um conjunto de circunstâncias para outro conjunto de circunstâncias, que ocorre em termos imediatos, sem se passar pelas circunstâncias intermédias.”

Deepak Chopra, Os Sete Princípios da Realização Pessoal

E se te estás a questionar em que medida estes conceitos da Física Quântica se relacionam com o que tenho vindo a escrever, então, reflete comigo. Repara nas circunstâncias da tua vida…

Consegues identificar os momentos em que insistes em viver como um eletrão, girando em torno de um mesmo ponto, sem nunca mudar de órbita?

Enquanto a tua, a minha, a nossa consciência do conhecimento for esta, vamos ficando presos nas mesmas condições, que nós próprios vamos gerando, através: dos nossos pensamentos, crenças, preocupações, mágoas, repressões, queixumes, de todas as escolhas que fizemos (e fazemos) para nos deslocarmos no caminho do medo…

É aqui que começamos a construir a nossa torre – cada um a sua – e, na continuidade de nos mantermos nessa órbita, continuamos também a acrescentar-lhe blocos, cimento, altura… telhado. Ficamos trancados nestas torres, por vezes sem janelas, e confinados ao espaço que nós mesmos delimitámos. Porém, tal como temos vindo a desvendar, todas as ferramentas que precisamos para sair destas torres – cada um da sua – estão em cada um de nós e apenas cada um pode utilizar as suas.

Se a tua torre ainda não tinha telhado, ou se, mesmo com telhado, tiveste o cuidado de lhe deixar uma janela, aproveita essas aberturas e inspira profundamente, como se estivesses a levar ar a todas as células do teu corpo.

Por outro lado, se a tua torre era como a minha, mas já permitiste que ela começasse a desmoronar, aproveita essas novas entradas para o desconhecido e renova o ar nos teus pulmões. Inspira profundamente também e prepara-te para dar uso às tuas ferramentas.

Algumas já encontrámos. Outras teremos de ir procurar. Mas, há uma garantia que eu consigo dar-te – por muito presunçoso que isto possa parecer 🙂  – : todas as ferramentas que precisas estão em TI. Por isso, prepara-te. Prepara-te para saltar!

 

Quanto mais escrevo e vou enveredando pelo caminho do autoconhecimento, mais vontade tenho de dar esse salto quântico. Mais vontade tenho que outras pessoas também o deem. E tu, queres saltar?

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho

 

 

 

É preciso coragem para escolher o Amor sobre o medo… – 5.ª parte

Desta vez, ao colocar-me em posição para dar mais um passinho neste meu compromisso, o primeiro pensamento que me ocorreu foi: “Será que quem está a ler, está a responder, mesmo que apenas internamente, às questões que por aqui vão surgindo?”; “Será que alguém está a identificar, pontos do seu percurso, onde tenha escolhido o caminho do medo?”; “Será que quem o fez deu o passo seguinte e identificou algo que tenha aprendido?” e “Será que houve alguém que se tenha aventurado a dar o passo gigantesco, que é sentir gratidão, pelas aprendizagens/oportunidades que surgiram no decorrer desses eventos?”. Adoraria ter testemunhos de quem está desse lado!

Se tu conquistaste este passo de conseguir sentir gratidão, antes de mais, deixa-me dar-te os parabéns. É realmente um avanço incrível e do qual és completamente merecedor. Permite-te ficar feliz pela coragem que conseguiste criar para chegar até aqui. Parabéns. Mereces!

E aproveitando o embalo dessa vibração de maior leveza, venho convidar-te a ir um pouquinho mais além. Hoje, o convite é para que afirmes que estás pronto a curar esses desvios que foste fazendo para o caminho do medo, e para que assumas o compromisso, perante ti mesmo, de escolher, daqui em diante, o Caminho do Amor.

À primeira vista pode não parecer mas, o passo que te convido a dar hoje, equivale a um salto quântico. Na sua aparente curta distância, desde o ponto de partida ao ponto de chegada, está incluído um espectro de imensas possibilidades.

E como não vos estou a convidar para fazer algo que eu já não tenha feito, eis-me chegada ao momento em que continuo a partilhar convosco a minha experiência na forma como dei estes passos.

Para mim… foi… um choque! Um embate frontal com todas as crenças com que tinha aprendido a viver até então. Ao deparar-me com a possibilidade de curar esses desvios, que foram constantes, percebi também que eles foram a constante na minha vida. No fundo, tinha sido assim que tinha aprendido a viver e era assim que eu sabia fazê-lo. Percebi que a minha zona de conforto era o desconforto, o medo e, por vezes, o pânico e a vontade de fugir. Nunca tinha pensado que isso pudesse ser possível. Afinal, chamam-lhe zona de conforto, ora! Isso remetia-me para um espaço onde eu me sentisse bem. Onde, de algum modo, eu estivesse confortável em ser… eu.

E percebi que aquela era a minha zona de conforto, não porque me sentisse bem, não porque me fosse confortável, mas apenas porque era o que eu sabia fazer melhor. Acreditem, em algumas situações tenho sido mesmo muito boa – quase uma profissional -, em fugir após entrar em pânico. De algum modo, eu estava apegada aos medos que fui escolhendo.

Por outro lado, a partir daquele momento, a perceção de que nos passos vindouros a escolha do caminho a seguir era, inteiramente, da minha responsabilidade, adquiriu uma clareza quase cristalina. Extinguia-se ali qualquer tentativa de argumentar que tinha havido influência de outras pessoas numa opção que, ao fim ao cabo, foi sempre por mim tomada.

No meu caso particular, isto constituiu-se logo como algo do meu agrado, pois, há já algum tempo que adquiri a consciência de que, ao tomar a responsabilidade dos meus atos para mim, estou também a empoderar a minha liberdade. Se, pelo contrário, pretender colocar a responsabilidade do que faço e escolho nas mãos dos outros, estou a prescindir da minha liberdade para o outro. Sendo que, quem sabe, este é um tema a ser tratado num próximo texto…

Por agora, voltando ao momento do embate, aquilo que considero como o meu ponto de colisão, sucedeu quando percebi que todas aquelas situações justificavam a barreira, o tal muro, que fui construindo à minha volta ao longo dos anos. Mais do que um muro, é uma torre. Semelhante àquela onde mantiveram a Rapunzel enclausurada. Cilíndrica, com telhado e tudo, só que sem janela lá no topo – e nem eu tenho tão longos, loiros e compridos cabelos 🙂 .

E esta torre detém ainda outra particularidade que a torna, à primeira vista, um lugar bastante aconchegante e aprazível para se estar: os tijolos que a compõem são completamente translúcidos. Parece que permitem descortinar o mundo lá fora. Quase como se tivessem sido aqui colocados apenas para me defender do mundo exterior. Para não o deixar chegar até mim de forma mais constrangida, conferindo-me a ideia de que a interação com esse mundo é perfeitamente concreta… Pelo menos, nesse meu nível de consciência até então, assim era.

Foi só quando dei o passo em frente, na direção de firmar a minha vontade/compromisso de me curar daquelas escolhas feitas, que colidi, fiquei com mossa e percebi que, afinal, cada um dos blocos que se alinhava naquele redondo vertical, era bem maciço, compacto e sólido.

Ou seja, cada situação que me serviu de justificação para ter feito o desvio para o caminho do medo é um desses blocos. A manutenção de cada um deles é legitimada pela necessidade de manter, não só certas situações, mas também algumas pessoas, à distância. E tudo isto pode ser realmente muito eficaz na sua função de preservar o mundo lá fora, mas também me impede de chegar a ele com maior plenitude. Porém, era dentro desta torre que eu sabia viver. Este pequeno e ínfimo espaço, delimitado por ela, era a minha realidade. Creio que me é permitido dizer que: é a realidade de muitos de nós.

E o facto de eu querer declarar que estava disponível, para me curar dos desvios que fiz para o caminho do medo, implicava que esta torre começasse a desmoronar…

E foi aqui que surgiu a evidência do óbvio, que não o era até então.

Dentro daquela torre, a única ferramenta que estava ao alcance das minhas mãos, para poder derrubar aqueles blocos, um por um, era… perdoar! Perdoar todas as situações, todos os eventos, todas as mágoas por eles despertadas, todos os intervenientes… Só que, como ninguém me obrigou a fazer essas escolhas, como elas são pessoais e intransmissíveis, havia apenas UMA pessoa a perdoar…

Nesse instante, foi fulminante a forma como, quase ao mesmo tempo que se formou, a pergunta se difundiu por todo o meu ser: conseguirei perdoar-me?!

E tu, achas que consegues perdoar-te?

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho

É preciso coragem para escolher o Amor sobre o medo… – 4.ª parte

Tenho de confessar que, desta vez, tenho estado aqui, a olhar para o computador, sem saber muito bem por onde hei-de começar, apesar de saber, ou pelo menos de ter uma ideia de, qual será o conteúdo deste texto.

Terminei o anterior fazendo-vos um convite. Um convite para que fizessem uma viagem no tempo. No tempo das vossas vidas e que fossem, no mais longínquo que a memória vos permitisse alcançar, identificar o momento em que escolheram sair da vibração do Amor e entrar no caminho do medo.

E estou, neste momento, a sentir um ligeiro calafrio, que se me contorce na barriga, porque fiz este exercício muito recentemente e fica muito claro para mim que, não poderei avançar, sem que, de algum modo, o exponha aqui e o coloque à mercê de quem se disponibilizar a ler estas palavras.

Como vocês sabem, esta parte da exposição, nesta dimensão pública, ainda me é muito nova. E como alguns tijolos, do muro que ainda persiste, e que levei anos a construir, só agora começam a ir abaixo, torna-se inevitável que, a sensação desconcertante de enfrentar o desconhecido se vá insurgindo, vagarosamente, mas firme na vontade de se reivindicar. E é neste fragmento de tempo que me descubro naquela bifurcação e tenho de fazer a minha escolha: caminho do Amor ou caminho do medo? Por isso, aqui estou eu, consciente do medo que se quer apoderar. Contudo, persisto e avanço na escrita, gerando coragem a cada palavra registada, para escolher o caminho que me conecta com a Fonte. (É mesmo preciso Coragem para escolher o Amor sobre o medo…)

Então, muito recentemente fiz esse tal exercício e identifiquei 4 situações em que me desviei do caminho do Amor, para o caminho do medo. Muitas mais teria para reconhecer, no já considerável percurso da minha vida, mas, como pretendia descortinar as primeiras escolhas que havia feito nesse sentido, todas as identificadas ocorreram durante a infância.

O mais longe que consegui ir, no banco de dados existente na minha memória de imagens, foi até perto dos 6 anos de idade. Creio que não será relevante entrar em pormenores mas, tocando assim ao de leve, cresci num ambiente pontuado, de quando em vez, por violência doméstica. Nas duas vertentes: psicológica/verbal e física. E foi nessa idade que registei, aquilo que tenho como o primeiro momento, que vivenciei dentro dessa experiência. Lembro-me da minha mãe a ser agredida, lembro-me de um lavatório a ser arrancado com as mãos (naquela altura, para mim, aquilo era algo praticamente inconcebível) e lembro-me do medo que pairava no ar. No meu irmão, mais novo do que eu, o medo já ocupava a forma de pânico e lembro-me de o ver, encurralado nesse sentimento, movendo o corpo todo, como que a querer trepar por uma parede, como se dali pudesse surgir uma hipótese de fuga.

Das 4 situações partilho convosco apenas esta. Parece-me suficiente para que se possa perceber que não importa a intensidade ou as circunstâncias do evento ocorrido. Até porque a intensidade é uma medida muito relativa, que vai da escala de valores de cada um – e que a cada um, somente, compete -, e aquilo que considero muito marcante pode ser quase insignificante para outra pessoa, e vice-versa.

O que importa é que, a certa altura do percurso da vida, todos nós nos deparámos com um evento que nos fez desviar do caminho decorrente da nascente.

Mais do que isso, aquilo que realmente importa, e que gostaria que cada um de vocês sentisse, no âmago do vosso ser; aquilo que efetivamente pode determinar, daqui em diante, a vossa vontade de criar CORAGEM para escolher o caminho do Amor, é que, em momento algum, alguém me/te obrigou a escolher desviar-me/desviares-te desse caminho.

Naquela situação, assim como nas outras 3, não houve alguém que me tenha dito, ou sequer sugerido, “A partir de hoje, quando te deparares com uma situação deste género, tens de sentir medo.” Não houve alguém que me tenha influenciado, obrigado, exigido a escolher de outra forma.

Durante muito tempo acreditei e senti que, de algum modo, tinha sido influenciada na tomada de decisão dessa escolha mas, esta crença só surgiu porque, a minha maturidade emocional, ainda não estava capacitada para integrar aquelas situações, de forma harmoniosa, no meu Ser. O certo é que: Eu escolhi. Eu decidi. Eu meti-me por esse caminho dentro… e tanto tenho seguido por ele.

Quanto a ti, seja qual for a situação que tenhas identificado, aposto que ninguém te obrigou a fazê-lo também. Todos somos dotados de livre-arbítrio e isso significa que, mesmo em situações extremas, a escolha por qual dos dois caminhos vamos seguir compete, única e exclusivamente, a cada um de nós. É uma escolha individual. Como referi no texto da semana passada, e talvez agora fique mais claro: é uma escolha pessoal e intransmissível.

À medida que fui descrevendo aquela situação, para partilhar agora convosco, tornou-se até bastante óbvio que todos os envolvidos, sem qualquer ponta de exceção, estavam no caminho do medo. E a primeira pessoa que para lá se desviou foi precisamente aquela que, aparentemente, era a mais dominante. Só alguém que se movimenta completamente por esse caminho pode agir daquela forma… ou de outras que podem, ou não, ser semelhantes.

Voltando ao exercício em que identifiquei situações, nas quais escolhi o caminho do medo em vez do caminho do Amor, o passo que se seguia era reconhecer algo que eu tivesse aprendido com cada uma delas. E, logo depois, manifestar gratidão, também por algo que vivi em cada um desses momentos. Pode parecer tarefa difícil – e foi – mas, acredita, é possível.

Uma das coisas que aprendi foi a não querer exercer certas atitudes sobre outras pessoas e, hoje, enquanto escrevia este texto, para além dos três motivos que já tinha encontrado para agradecer em cada situação, descobri mais um. Hoje sou grata por finalmente ter compreendido que, aquela pessoa que nos agredia, estava a vibrar pelo medo, conectada com a escassez… Dentro das suas células, a sua energia bradava que havia – ou que ele seria – tanto que não lhe era suficiente… E isto ajuda a transformar ainda mais o meu olhar, que adquire uma maior amplitude e serenidade, e me torna mais capaz e consciente das escolhas que quero fazer daqui em diante. Por isso, Obrigada!

E tu, na situação que identificaste como sendo o teu primeiro desvio do caminho do Amor para o caminho do medo, consegues perceber algo que tenhas aprendido com ela?

Depois de o fazeres, lembra-te de agradecer. Mais que não seja, sê grato(a) por isso que aprendeste! A gratidão tudo eleva.

Respira fundo e agradece

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho