Conta a história do modo como queres ela que seja – 1.ª parte

Pois é! O meu foco para continuar a escrever sobre esta temática permanece, assim como algum sentimento de oposição em levar a ideia avante.

Creio que a minha resistência se baseia essencialmente em argumentos como: “Que evidências (daquelas bem notórias) tens tu neste momento na tua vida, que possas mostrar aos outros, para validar aquilo que andas para aqui a escrever?” e na constatação de que a minha resposta é: “Não tenho!”

Neste instante, não há nada que eu possa deixar aqui que te sirva – e a mim também – como prova física e palpável da ideia que estou a tentar transmitir. Aproveitando-se desse facto a resistência abarca território e tenta levar-me a consolidar, que é realmente estapafúrdia, esta ideia de querer utilizar a imaginação como um veículo para ajudar na concretização daquilo que pretendo vivenciar, naquilo que consideramos como sendo o mundo real.

Contudo, não teremos nós feito isso a vida toda? Não terão sido todas as situações que vivemos o resultado de histórias que, de algum modo, fomos contando a partir do nosso imaginário? E não reconheces tu a resistência como uma personagem deveras ativa e presente em muitas dessas histórias?

Todavia, e por muito que nos sintamos tentados, não façamos dela a vilã da nossa narrativa. Até porque isto não é uma história sobre vilões, vítimas ou heróis. E embora qualquer um destes papéis seja eventualmente desempenhado por cada um de nós em certos momentos da nossa vida, neste continuo novelo que é o movimento da Vida a criar-se e a expandir, a vasta história que é contada por todos os elementos, todas as células, todos os átomos e partículas, é precisamente acerca disso mesmo: criação… e expansão. E assim sendo, numa história com tal enredo, somente podemos falar de criadores.

Sim! Estou a afirmar que, naquela que é a história da minha vida, sou eu quem cria a minha realidade.

Naquela que é a história da tua vida, és tu quem cria a tua realidade.

E como seres viventes de vidas dentro da Vida, que criamos na Criação, creio que este é mesmo o papel mais incrível que poderíamos desempenhar.

E se evidências são necessárias – as tais materiais, físicas e palpáveis – não precisas de te movimentar mais do que uns milímetros – ou talvez nem precises de te mexer – tal é a proximidade a que elas estão de ti. Afinal, não há peça de roupa, mobiliário, eletrodoméstico, artefacto, ferramenta, filme, música, quadro, livro, escultura, o que quiseres nomear, que não tenha tido início precisamente no campo da imaginação. Numa intenção

Tudo no Universo começa com uma intenção e as situações que se manifestam nas nossas vidas, que acabam por se tornar naquilo a que chamamos realidade, não constituem exceção.

Posto isto, será que costumas tomar atenção às histórias que tens andado a contar? Mesmo que essas histórias residam apenas no campo do teu pensamento, será que tens prestado atenção à forma como te sentes, à medida que vais desenvolvendo o enredo daquilo que vais contando?

Daquilo que vais criando…

Sem pretender generalizar, creio que passamos demasiado tempo a contar histórias que não nos servem. E não nos servem nem no serviço que nos prestam, nem no seu tamanho diminuto no qual insistimos em caber. Um tamanho tão reduzido e minguado, em que cada um de nós se tenta apequenar e rotular, só porque, de algum modo, fomos incentivados a acreditar nas histórias que outros contaram. Ilusórias narrativas em que escolhemos não só acreditar, mas recontar, e que nos vão mantendo tão aquém do tamanho que realmente temos.

Do tamanho que realmente somos.

E nós somos grandes.

Enormes.

Do ponto de vista quântico, nós somos infinitos!

Por isso, prepara-te!

Prepara-te para te preparares em não insistir mais em caber naquilo que não te serve.

Prepara-te para estares pronto.

Prepara-te para estares pronto a começar a contar a tua história… exatamente do modo como queres que ela seja.

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho

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Costumas conectar-te com a tua Essência?

Este texto que partilho hoje, ainda é um pouco fora daquele que é o meu formato habitual por aqui (espero voltar a ele em breve). Contudo, é o que está dentro das vivências atuais.

Já o partilhei na página do facebook mas, como nem todos os leitores que vão acompanhando o que escrevo fazem uso da mesma, optei por colocá-lo aqui também. Afinal, nunca se sabe quem se poderá sentir tocado ou inspirado, nem que seja só um pouquinho, pela sua mensagem.

Acabei de dar mais um salto na minha Vida, e ainda me sinto na fase do voo, confiando que o Universo vai colocar o chão em baixo. Foi um salto seguido de novas situações, circunstâncias e emoções para processar que não eram, de todo, esperadas. Mas, bem vistas as coisas, o que é realmente esperado nesta Vida? Tudo na Vida requer Movimento, Mudança… Mesmo que seja de forma muito gradual.

Devagarinho.

Dentro do Movimento no qual me encontro no momento, estou a levar a cabo um trabalho de escrita, que acaba por assumir um jeito peculiar de ser, visto que é direcionado para alguém em particular.

Contudo, dentro do extenso texto já escrito, tenho sentido em mim a necessidade de partilhar convosco esta parte. Por isso, com as devidas adaptações, cá vai:

Costumas conectar-te com a tua Essência?

Aceitas o meu convite para o fazer? Espero que sim!

Inspira e expira calma e profundamente. Fá-lo quantas vezes forem necessárias até conseguires levar o ar desde o topo da tua cabeça à ponta dos dedos dos pés. Quando inspirares, visualiza o ar a percorrer o teu corpo todo. Sente esse ar a chegar a cada célula. Desfruta dessa sensação de bem-estar e de presença.

Quando quiseres, coloca uma mão sobre o teu peito. Sente o pulsar do teu coração e pergunta pela tua bolinha de Luz.

Chama por ela. Pede-lhe que se mostre. Diz-lhe que estás disposta(o) a recebê-la com todo o teu coração. Com todo o teu Amor.

Pode ser que a consigas vislumbrar, sentir ou ambas. O certo é que o melhor órgão para “veres” a tua Essência é o coração. Por isso, sente-a. Fica aí um bocadinho, só a sentir.

Sente. Sente.

E quando a sentires bem presente fala com ela. Já é tempo de falares com ela.

Já é tempo de a escutares.

Ela tem tanto para te dizer.

Pergunta-lhe como é que ela está. Pergunta-lhe como é que ela se sente. Pergunta-lhe como é que ela se sentiu nestes anos todos da tua vida (que também foi a vida dela).

E ouve tudo.

O melhor órgão para “ouvires” a tua Essência é o coração.

Sente. Sente e escuta todas as respostas que ela te der.

Se possível, escreve numa folha ou num caderno todas as respostas que ela te transmitir.

Uma a uma.

Com calma e tranquilidade. Cada uma no seu tempo.

Consegues sentir as saudades que ela tinha de ti? Consegues sentir as saudades que tu tinhas dela? Imensas, não são?

E como essa bolinha é Luz, é imprescindível que lhe perguntes: “Queres que eu te deixe brilhar?”

E te garanto que o “SIM” que ela tem para te dizer, e que vais sentir a pulsar no teu Ser, é algo que ela sempre quis que tu a deixasses fazer.

Essa bolinha de luz é a tua Essência. É o teu estado mais puro e subtil de Ser. É quem tu realmente És.

É quem realmente sempre foste.

E essa bolinha de Luz esteve sempre aí.

O tempo todo. 

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Fotografia de Eric Paré: https://www.instagram.com/ericparephoto/

Susana Martinho

Como te sentes em relação a sonhar? – 4.ª parte

Permitiste-te sentir o pulsar dessa força que tudo guia e que também vibra dentro de ti? Espero que sim! Vamos experimentar fazê-lo mais uma vez?

Vamos lá! 🙂

Fecha os olhos. Inspira profundamente. Muito devagar, expira todo o ar pela boca; deixa ir tudo o que estiver a mais e permite que todo o teu corpo se entregue a esse movimento. Deixa-o agir como ele quiser. Volta a inspirar profundamente. Coloca a consciência no teu peito… e sente!

É um exercício que dura apenas uma fração de segundos, no amplo conjunto dos segundos que compõem o nosso dia mas, neste caso, pelo bem que sabe, a variável tempo tem pouca relevância. Aquilo que verdadeiramente importa é que, ao te permitires sentir, tomes consciência de que essa força também vibra em ti.

Ela está nos teus órgãos, nas tuas células, nas tuas moléculas, nos teus átomos… no teu Ser!

Ela está em tudo o que conheces e até naquilo que não conheces.

Aliás, está principalmente naquilo que não conhecemos. Afinal, na dimensão do que é o Universo, aquilo que está para além do nosso conhecimento é vastíssimo. E este facto, por si só, é já é um indício da sua abundância.

Em toda a sua génese, natureza e desenvolvimento o Universo é Abundante.

E eu, tu… todos nós, estamos aqui como seres consequentes dessa superabundância. Como resultado de um momento de criação, de uma intenção.

Como refere Deepak Chopra, no livro Os Sete Princípios da Realização Pessoal, “tudo o que acontece no Universo começa com uma intenção”.

No momento atual, no meu nível de consciência, isto significa que só uma intenção repleta de Amor poderia criar algo tão grandioso e sublime.

Pelo Movimento perfeito, feito de vários movimentos, elaborados por tudo o que nos rodeia e por tudo o que somos; onde toda a ação, por muito individual que possa parecer, está incluída numa interação global, onde tudo está conectado ao mais ínfimo pormenor; só o Amor pode ser a Força que tudo guia.

E como, independentemente do ponto de vista estar direcionado para a perspetiva de tentar abranger o Universo no seu todo, ou o comportamento dos átomos e partículas isoladamente, tudo adquire uma dimensão muito abstrata – por um lado, devido à enorme extensão de todos os elementos; por outro lado, devido ao tamanho ínfimo dos mesmos… – eu gosto sempre de tentar ponderar estes conceitos por uma panorâmica que esteja mais de acordo com a nossa escala mental e visual: os fenómenos que facilmente observamos na Natureza!

Já observaste uma árvore? Já reparaste que ela não precisou de sonhar para crescer em todo o seu esplendor? Já reparaste que ela não teve de estabelecer planos e resoluções para cumprir a sua função e ter o seu lugar no Mundo? Já reparaste que essa árvore, para quem a observa, pode ser uma árvore de sonho?

Já te aconteceu olhares para uma árvore e, pela alegria que sentiste no teu coração, ao identificar a beleza que nela conseguiste vislumbrar, considerar que aquela árvore era um sonho?

Pode não ter sido necessariamente uma árvore mas, quase que consigo afirmar que, garantidamente, já te aconteceu algo assim. Com certeza que algum elemento da Natureza – uma flor, uma borboleta, uma ave, um lago, um céu limpidamente estrelado… -, num qualquer momento da tua vida, despertou esse sentimento em ti.

Quanto a mim, são inúmeras as vezes em que me encantei com a mera contemplação das paisagens místicas de Aveiro, com as suas salinas. Ou do oceano, espelhando variações cromáticas do azul, dourado e rosado, que se avistam no céu, durante um pôr-do-sol. São incontáveis as vezes em que me maravilhei com a simples luminosidade de um luar e dei por mim a pensar que estava a ter a oportunidade de vislumbrar uma paisagem de sonho.

Já reparaste também que, tal como a árvore, nenhum dos elementos que compõem estas paisagens teve de sonhar?

Tanto a árvore, como a flor, a borboleta, a lua ou o oceano não precisam de sonhar porque, já SÃO o sonho manifestado.

Já reparaste – mesmo – que tu também és um elemento deste todo? Que a matéria-prima que te forma é a mesma que originou a árvore, a flor, a borboleta, o sol, os astros…? Já reparaste que, também tu, és um sonho manifestado?

Por isso, perante a pergunta que nos acompanha há 4 semanas – Como te sentes em relação a sonhar?-, neste momento, eu espero que te sintas incrivelmente bem. Se é o caso, acende o peito com essa sensação de bem-estar e verbaliza as palavras, com vontade de te ouvir escutá-las: “Eu sinto que sou o Sonho!

Porque o És!

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho