Estes podem ser grandes tempos

Neste momento, atrever-me-ia até a escrever, e com clara convicção: estes, SÃO grandes tempos.

E são grandes tempos que, sem ser mera coincidência, coincidiram com o tempo que no calendário assinalamos como sendo a quaresma.

E com uma quarentena na quaresma, e sem qualquer teor religioso, tenho dado por mim a pensar com frequência na expressão: “pedi e recebereis…”

Uma expressão que a história nos faz chegar como tendo sido proferida por um ser humano que habitou este mesmo planeta, há mais de 2000 anos. Um ser humano que, já na altura e no recurso ao seu próprio vocabulário (sem termos técnicos e demasiado elaborados), falava daquilo que só muito recentemente começou a ser validado pela ciência. Um ser humano que, muito provavelmente, talvez tenha sido das pessoas mais conectadas que passou por este mundo. Um ser humano que, tal como cada um de nós, era um criador da sua realidade (e sabia-o). Um ser humano que, por muito conectado que conseguisse estar, também tinha momentos em que se focava em pensamentos/situações que lhe causavam desconforto e se distanciava de quem realmente era. Um ser humano, de quem alguns seres humanos decidiram contar a história, colocando o foco a incidir no seu momento de maior desalinhamento (cruxificação), para que ficássemos distraídos do poder que realmente (temos) somos e para o qual, esse ser humano, tantas vezes tentou chamar a nossa atenção. Um ser humano que, independentemente das virtudes que lhe atribuíram, foi, sem dúvida, um marco na história da humanidade.

Algures por entre estes pensamentos também dei por mim a ponderar que, mais de 2000 anos volvidos e, por muito que se continue a falar neste ser humano incrível, parece-me que ainda não nos é fácil acolher o significado do que ele tentava transmitir. É impressionante perceber que, já naquela altura, ele falava daquilo que a física quântica nos dá a conhecer hoje em dia e, apesar de todos os avanços tecnológicos que facilitam, não só a divulgação da informação, como a oportunidade de visualizar “realidades” difíceis de percecionar só com o tradicional uso do nosso sistema ocular, ainda reside em nós tanta resistência em acreditar, ou pelo menos em dar o benefício da dúvida, à existência do que existe e que não conseguimos ver.

Nós e a nossa tendência de querer ver para crer

(Felizes os que acreditam sem terem visto”)

E a forma como nos agarramos a essa necessidade de querer ver para crer, colocando nessa matriz tudo o que queremos considerar como real, acaba por ser um meio através do qual inserimos mais resistência do que aquela que é necessária no nosso próprio caminho. Afinal, por muita validação científica que haja hoje em dia, o certo é que, ao nível quântico tudo é demasiado minúsculo para poder ser otimizado pelo nosso sistema de visão. E nós, nesta nossa persistência de querer ver para aceitar como realidade, somos capazes de estar a ignorar muita realidade que é real – existe, está ao nosso lado. Mais do que isso: faz parte daquilo que nós somos – embora não seja visível a olho nú.

Porém, também é certo que, se viemos ao mundo num formato que não nos permite ver tudo o que nos rodeia, é porque nos é vantajoso que assim seja. Tanto por questões de sobrevivência, como de evolução e, acima tudo, de expansão.

Expansão. Como gosto da sensação desta palavra.

Esse movimento maravilhoso, que sentimos a pulsar em nós, e que mais não é do que a Vida, o próprio Universo, a alongar-se, a seguir em frente… a criar-se.

E cada um de nós, individualmente (haja redundância para reforçar as ideias 🙂 ), nesta nossa condição humana, contribui imenso para este movimento de expansão.

Somos todos seres incríveis!

E embora eu já tivesse alguma noção, só muito recentemente é que comecei a considerar com mais consciência, que um dos meios para que esta expansão se concretize é o recurso à perspetiva e ao foco de cada um de nós.

Tal como escrevi no texto anterior:

“Neste instante, agora – e em qualquer instante a que, daqui em diante, possas chamar “agora” – a tua perspetiva da Vida é única.

A imagem que está formada na tua mente, neste preciso momento, sobre a Vida, sobre o mundo – sobre o que for – é tua. Tão tua.

Não há, no Mundo, alguém que consiga formar uma imagem que seja, de-ta-lha-da-mente, igual à tua. Por outro lado, sem ti, essa observação da Vida não teria acontecido. É pela tua maneira de observar a Vida e de construir imagens, tão únicas, que a Vida acontece.”

E é precisamente aqui que me apraz referir duas expressões. Uma que se insere no âmbito religioso e outra referente ao campo da ciência e, pelo menos para mim, na junção da interpretação que faço do significado das duas, surge a evidência de que não há separação. Não se trata de religião. Não se trata de ciência. Trata-se de, de algum modo, nos reconhecermos pelo que realmente somos. E nós somos tão mais do que aquilo que a nossa visão alcança…

Ei-las: “Pedi e recebereis” e “A realidade depende do observador”.

Experimenta colocar a tua atenção no sentimento que surge em ti enquanto lês cada uma delas.

  • Pede e receberás.
  • žA realidade depende da forma como a observas.

E mesmo que estas construções frásicas te pareçam disparatadas, considera, só por um instante, que assim é.

Será que sentes? Burburinha em ti uma sensação de empoderamento?

Sentes que há uma parte tua que reconhece que há sentido nestas palavras?

Se o sentiste, sabes que é uma sensação que tem o seu quê de maravilhoso. Desfruta dela. Deixa surgir o sorriso e, como a coisa já vai longa… “não percam o próximo episódio, porque nós, também não!” 😉

Pela (re)conexão com o Amor que Somos, com leveza.

Susana Martinho

O Valor que temos

No decorrer destes meses em que estive sem publicar no blogue, sempre pensei que, quando a vontade regressasse, iria retomar o ponto onde fiquei. Contudo, após escrever a mais recente Vitamina de Poder (na página do facebook), tem sido à volta desse tema que a minha mente tem andado a cirandar.

E de algum modo até faz sentido que ocorra aqui um entremeio, no espaço que vai da primeira à segunda parte, nesta história de contarmos a história do modo como queremos que ela seja. Afinal, não será o valor que achamos que temos, um dos alicerces sobre os quais erigimos o enredo da história em que se vai tornar a nossa vida?

Quando estabeleces metas, objetivos – e a aquela expressão que se tornou na minha favoritasonhos do que pretendes alcançar, não o fazes sempre dentro dos limites do valor que consideras que tens?

Porém, será que sabes o valor que realmente tens? Mais do que isso, será que sabes o valor que realmente ÉS?

E com franqueza, por muitas palavras que eu consiga escrever e por muito bem coordenadas que as consiga colocar, o certo é que, com toda a certeza, ficarei muito aquém de conseguir explicar esse valor que realmente tens/ÉS.

Esse valor que realmente tenho/SOU…

No momento em que dou azo à formulação deste texto, espero apenas conseguir vislumbrar, no meu sentir, aquilo que esse mesmo sentir me indica que é somente uma pontinha desse valor. E torço para que, desse lado, tu, que me acompanhas na leitura, também sintas esse movimento a ocorrer em ti.

E se és daqueles leitores que me tem acompanhado neste percurso da escrita – se és recém-chegado, bem-vindo 🙂 – , parte do que se segue não será novidade, pois já o escrevi antes, em pequenas reflexões soltas (as tais das Vitaminas). Contudo, há palavras que ficam associadas a sentimentos que, quanto a mim, vale a pena reunir e voltar a vivenciar. Assim sendo, aqui vai:

Ao contrário do que por vezes possas ter sido incutido a pensar, o teu valor não reside em algo que te é dado ou que possas obter por um qualquer mérito alcançado através de esforços despendidos.

O teu valor é algo que já é teu.

Sempre foi.

O teu valor reside em ti desde que nasceste. Acredito que até antes disso.

 Nesta medida não entra, portanto: o teu género, idade, profissão, estatuto, história de vida… ou uma outra qualquer classe em que costumamos catalogar as pessoas. Catalogarmo-nos.

Acaba, inclusive, de me ocorrer uma classificação que é deveras usual: boas pessoas – más pessoas.

E estando o valor que temos/somos, sempre associado ao que merecemos alcançar/receber, quase de certeza que, para além do teu género, idade, profissão e estatuto, foi na tua própria história de vida que encontraste evidências de que o valor das pessoas não se mede pela sua inclusão numa destas categorias: boa – má.

Por aí, as pessoas são como a Vida… e a Vida é como as pessoas. A Vida nem é boa, nem é má. A Vida simplesmente É! As pessoas simplesmente são.

E é precisamente no Ser, independentemente daquilo que achas que és, que tu tens valor.

Estejas onde estiveres na Vida, sejam as circunstâncias que te rodeiam as que forem, neste exato momento: TU tens Valor!

Neste instante, agora – e em qualquer instante a que, daqui em diante, possas chamar “agora” – a tua perspetiva da Vida é única.

A imagem que está formada na tua mente, neste preciso momento, sobre a Vida, sobre o mundo – sobre o que for – é tua. Tão tua.

Não há, no Mundo, alguém que consiga formar uma imagem que seja, de-ta-lha-da-mente, igual à tua. Por outro lado, sem ti, essa observação da Vida não teria acontecido. É pela tua maneira de observar a Vida e de construir imagens, tão únicas, que a Vida acontece.

A Vida acontece através de TI.

É nesta tua unicidade de Ser que reside o teu valor.

É por seres único que és valioso. É por seres único que és merecedor.

E é somente por isto – ou talvez seja somente por tudo isto – que tu podes contar a história da tua vida exatamente como queres que ela seja.

E a questão que fica agora a pairar em mim, coloco-a a ti também: andas a contar uma história digna do teu valor?

Pela (re)conexão com o Amor que Somos, com leveza.

Susana Martinho

É preciso coragem para escolher o Amor sobre o medo… – 7.ª parte

Escrever e falar de Física Quântica – a ciência que estuda na natureza aquilo que ela tem de mais pequenininho, os componentes básicos da matéria -, para mim, que não sou entendida na temática, não é tarefa fácil. Aliás, todo o conceito da Física Quântica, para mentes que foram educadas a agarrar-se a formas e a conceitos concretos, constitui-se como algo muito abstrato. Complexo. Creio que chega até a ser difícil de “digerir”.

É certo que já assisti a vários vídeos sobre o tema, li diversos conteúdos, assisti a palestras online e, atualmente, já consigo conceber que foi a descoberta da Física Quântica que nos permitiu perceber a própria da Física Quântica que, ao fim ao cabo, sempre existiu. Estamos completamente rodeados por ela. Mais do que rodeados, estamos imersos, visto que ela está em nós, no âmago da nossa constituição.

Como não sou uma profissional dessa área, não me sinto à vontade para utilizar termos demasiado técnicos. Porém, como, de algum modo, consigo alcançar a sua presença no nosso ser, na nossa vida, no mundo… no Universo, torna-se inevitável que, neste ponto, eu tenha de lhe fazer referência. E que essa referência por aqui vá permanecer.

Contudo, escrevo-vos à luz do meu próprio entendimento, da minha própria consciência e espero ser capaz de transmitir os conceitos de forma simplificada, embora eles sejam extremamente complexos de tão simples que são (sim, escrevi simples, porque, se a Física Quântica nos permite conhecer os comportamentos das partículas e elas sempre se comportaram assim, então, ela só pode ser: simples!).

E embora a minha mente ainda tenha dificuldade em abranger toda a complexidade que envolve poder entendê-la e explicá-la, foi-me muito fácil abraçar a ideia da sua presença, a partir do momento em que percebi que, se os átomos são maioritariamente energia, e se tudo o que conhecemos – e mesmo o que não temos ainda capacidade de conhecer – é formado por átomos, então, tudo é energia. Nós próprios, como seres formados por átomos, somos essencialmente energia.

Curiosa, fui tentar pesquisar sobre a quantidade de átomos que podem formar o corpo humano e deparei-me com um momento de ginástica mental, pois, a maioria da informação disponível está em português do Brasil e, apesar de os significados linguísticos serem extremamente semelhantes, no que respeita a números, 1 bilhão, por exemplo, não é, nem tão pouco mais ou menos, o mesmo que 1 bilião no lado de cá do Atlântico. Sendo que, pelos 3 zeros que separam os números, mais vale ter 1 bilião na mão. 😉

Portanto, quando encontrei a informação de que o corpo humano é composto por cerca de 7 octilhões de átomos (27 zeros à direita do 7), lá fui procurar pela maneira de escrever/ler esta quantidade em português de Portugal. E, embora não seja minha intenção tornar este texto numa aula de matemática, parece que, no português deste lado do oceano, se diz que o corpo humano tem cerca de 7 mil quatriliões de átomos.

Em suma, são mais do que muitos…

E sem entrar muito na ideia da vasta quantidade deles que é renovada (como temos células a serem regeneradas a todo o instante, muitos destes átomos saem do nosso sistema e são substituídos por outros), o que aqui importa ressaltar é mesmo aquela colossal quantidade. E, partindo daí, fazer a ligação com o Salto Quântico.

Se num átomo sozinho, quando o eletrão recebe uma certa quantidade de energia ocorre um salto quântico, imagina o que poderás conseguir fazer com toda essa quantidade de átomos que estão em ti, se os conseguires colocar a vibrar em frequências mais elevadas.

Salto Quântico 1

E este é um dos aspetos em que reside a sabedoria da Física Quântica aplicada na vida real. Afinal, se o eletrão precisa de receber energia para dar o salto, cada um de nós possui a capacidade de gerar essa energia em si mesmo.

Podes acreditar: todas as ferramentas que precisas estão em Ti.

E é apenas com as ferramentas que dispões, e que só tu podes usar, que podes criar essa energia, através das escolhas que fazes todos os dias e tantas vezes no mesmo dia.

E bastam módicos fragmentos de tempo, no tempo do teu dia. Pequenos instantes. Aqueles singulares momentos quando escolhes: aceitar a tua vida e todas as condições que nela existem; quando escolhes perdoar-te pelos momentos em que escolhes desviar-te para o caminho do medo; quando escolhes acolher-te em toda a tua plenitude, sem rejeitares o teu lado sombra, pois ao negares a tua sombra, também rejeitas a tua Luz – e tu és inteiro pela sombra e luz que conténs -; quando escolhes conectar-te com a tua essência, sem dar azo à voz do ego/resistência; quando escolhes nutrir o amor por TI; quando escolhes parar, nem que seja apenas por um pouquinho, e te permites sentir tudo o que cada uma destas emoções emana…

– aproveita e fá-lo agora. Já. Neste momento. Respira profundamente e permite-te sentir. Sentir-te. Fica aí, um minutinho, somente a sentir. Tudo o que tiveres para sentir. Não julgues, não rejeites. Acolhe. Sente. Respira profundamente e deixa ir. -;

… quando escolhes criar Coragem para fazer cada uma destas escolhas; quando escolhes entregar e render-te ao Fluxo da Vida; quando escolhes partilhar a tua luz com o mundo; quando escolhes agradecer… E temos tanto para agradecer. Todos os dias!

Está mesmo evidente que é uma escolha, não está?

Cada uma delas é uma escolha do Amor sobre o medo. É uma escolha que só tu podes fazer. Quero crer que também esteja evidente que tudo isto está ao alcance das tuas mãos. Não referi nada que tu não possas escolher fazer.

E é quando escolhes fazer uma destas escolhas, ou um pouco de várias delas, que estás a criar a energia para o teu Salto Quântico.

Ao escolheres mudar a tua perspetiva, deixas de estar como o eletrão, sempre a girar em torno de um ponto (situação), sem nunca mudar de órbita. Esta mudança de perspetiva é o salto quântico da tua Consciência e é ela que te coloca no Caminho do Amor.

É assim que sais da órbita do caminho do medo e saltas para a órbita do Caminho do Amor, sem nem precisar de realizar o esforço físico de saltar. Basta mudar a perspetiva. Basta escolher o Amor sobre o medo.

E com a proximidade do Natal, o momento não poderia ser mais oportuno. Na generalidade, esta é uma altura em que andamos mais conectados, mais focados na essência, nos afetos, na gratidão, na partilha… Por isso, no embalo da oportunidade, deixo os votos para que aproveites esses sentimentos e emoções que afloram em ti. Inebria-te neles, e por eles, e cria a energia que te permite colocares-te no Caminho do Amor.

Coragem! Que tenhas um bom salto… e um bom Natal também.

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

E o tema rendeu 7 partes! De acordo com este dicionário, o sete representa a totalidade, a perfeição, a consciência, a intuição, a espiritualidade e a vontade. O sete simboliza também uma conclusão cíclica e a renovação – o fim de um ciclo e o começo de um novo.

 Para mim, nascida a 7 do 7, tendo completado 37 anos este ano, habitando um corpo que tem cerca 7 mil quatriliões de átomos, estar a escrever estas palavras, na altura do Natal de 2017, naquele que foi o ano do meu grande despertar, não é mera coincidência, mas sim, um momento de incrível sincronicidade. Obrigada, Universo, e a todos(as) que me têm apoiado e acompanhado nesta jornada! Com vocês, isto faz muito mais sentido! ❤

Susana Martinho