Vamos semear sonhos? – 3.ª parte

Na semana passada, pela primeira vez desde que assumi o compromisso de escrever um texto por semana, não o consegui cumprir. Encontro-me numa situação laboral que me ocupa demasiadas horas (bem mais do que aquelas que seria suposto) e, com o acumular do cansaço, foi-se acumulando também uma sensação de descrença, em relação ao que por aqui tenho vindo a escrever (desvio para o caminho do medo).

Como tal, foi-me necessário fazer uma pausa e persistir em olhar para todas as circunstâncias à luz do que tenho vindo a aprender e a sentir. Foi-me necessário tirar algum tempo para sentir-me! Para conectar-me com o SER e conseguir estar aqui de novo, pronta para continuar e colocar os meus passos dentro do Caminho do Amor.

Achei até uma certa graça ao facto de a necessidade de fazer uma pausa ter surgido ao fim de 21 textos. Afinal, apregoa-se que para uma mudança se tornar efetiva requer 21 dias seguidos de prática. No caso, não foram 21 dias mas, 21 semanas. 🙂

Vinte e uma semanas que me foram essenciais para começar a considerar que Sonhar pode ser algo fácil de realizar.

Atualmente, atrevo-me mesmo a dizer que Sonhar é fácil. O processo é simples. Só que, devido às inúmeras voltas e reviravoltas que damos na vida, temos de (re)aprender a fazê-lo. E é aí que reside a dificuldade pois, para podermos sonhar de acordo com aquilo que somos, temos de reunir a Coragem necessária para descobrirmos quem somos. E, numa primeira fase, essa é uma viagem que muitos de nós podem não estar na disponibilidade de fazer.

Afinal, durante muito tempo, fomos incentivados a olhar para fora. A compararmo-nos com os outros, para que entrássemos num modo de competição que nos fizesse almejar tudo o que nos motivasse a despender tempo, esforço e dinheiro, para adquirirmos bens e profissões que pudéssemos ter, de modo a que pudéssemos ser supostamente felizes e bem-sucedidos.

Passámos anos a viver dentro desse paradigma, a cimentá-lo bem forte dentro de nós. E mesmo quando percebemos que esse modelo de nada nos serve, custa-nos a sensação de ter que o derrubar. Por um lado, porque estamos apegados à sua ideia. Ao trabalho levado a cabo, por anos a fio, para o erguer, bem alto e seguro. E, como se trata já de um exuberante edifício, com vários andares, só o facto de considerar a hipótese de derrubá-lo e elaborar toda uma nova construção, de raiz, paralisa-nos. Por outro lado, é do alto desse edifício que conseguimos percecionar o quanto nos afastámos do projeto inicial que desenhámos, enquanto ainda sonhávamos com a emoção do sentimento das singelas alegrias que nos faziam vibrar.

E é aí que constatamos que a altura desse edifício corresponde à distância que percorremos em relação a quem somos. Foram todas as vezes em que nos amámos um pouquinho menos que nos permitiram construí-lo. E como passámos tanto tempo a amarmo-nos um pouquinho menos, explode a dúvida de que consigamos resgatar o nosso amor-próprio.

Do topo daquele edifício, o sentimento mais nobre que podemos nutrir por nós mesmos, parece-nos um pequeno ponto, ínfimo, no horizonte.

Tão distante…

Tão distante que questionamos se valerá realmente a pena despender tempo a tentar regressar para ele.

E atendendo ao tempo das nossas vidas que aquele edifício tomou a construir, parece impossível que consigamos voltar a projetar um novo modelo, que esteja em harmonia com quem somos, e que o consigamos erguer desde os alicerces, tendo por base o amarmo-nos um pouquinho mais.

Por esta perspetiva, voltar a sonhar parece realmente difícil, distante… quase impossível.

Só que, tal como no caso da Torre ao estilo Rapunzel, basta escolheres mudar de perspetiva. Basta que escolhas, neste exato momento, amares-te um pouquinho mais.

Essa escolha é o suficiente para dares o Salto Quântico. Essa escolha é o estritamente necessário para que te permitas começar a diluir esse edifício e para que coloques os teus pés junto dos alicerces do teu Ser, dentro do Caminho do Amor.

Porém, ao fim de tanto tempo longe de ti, talvez te depares com alguma dificuldade em recordar como é que te podes amar um pouquinho mais. Pode ser que te encontres naquele ponto em que consideras que já não há nada para amar ou que nem vales a pena o esforço e o tempo da mera tentativa.

Pois eu atrevo-me a dizer que vales.

Tu vales a pena!

Posso não te conhecer. Posso não saber nada da tua história. Mas, o facto de estares desse lado é o suficiente, pois é a prova de que estás aqui. Incluído neste Universo onde tudo foi criado com uma intenção.

Por isso, não importa por onde começas. O que importa é que o faças: escolhe amar-te.

Já. Agora!

Olha para ti. Aprecia as tuas mãos, os teus dedos, as tuas unhas, os braços, as pernas, os pés… Se quiseres ser mais arrojado (porque não?), coloca-te em frente ao espelho e aprecia os teus olhos, o teu cabelo – ou a careca 🙂 – o nariz, os lábios, o queixo, o teu jeito de sorrir… um sinal qualquer que te seja característico. E, no meio dessa imensidão de possibilidades, descobre algo em ti que realmente gostes.

Sentes que te é mais desafiante começar pelo corpo físico? Tudo bem! Pensa nas características da tua personalidade. Quais são os traços do teu Ser que te fazem sentir na tua mais alta energia? É a tua simpatia? A tua generosidade? A tua sinceridade? A tua gentileza?

A lista de possibilidades é imensa…

Não importa que seja o corpo todo ou só a ponta da unha do dedo mindinho do pé direito. Não importa que transbordes autoestima pela tua personalidade ou que só consigas descobrir um traço dela que realmente aprecies. O que importa é que te foques nesse aspeto que consegues gostar em ti.

Foca-te.

Sente o quanto gostas dele.

Sente o quanto gostas desse bocadinho de ti.

E fica aí. Fica aí um pouquinho, só a sentir.

A amar-te.

Tu mereces.

Celebra o teu SER. Celebra-te com Amor-Próprio e estarás também a celebrar os teus SONHOS.

E em jeito de celebração da Páscoa, faz hoje, Agora, e sempre que necessário, esta Passagem para o Caminho do Amor.

E que tenhas uma Páscoa Feliz!

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho

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É preciso coragem para escolher o Amor sobre o medo… – 7.ª parte

Escrever e falar de Física Quântica – a ciência que estuda na natureza aquilo que ela tem de mais pequenininho, os componentes básicos da matéria -, para mim, que não sou entendida na temática, não é tarefa fácil. Aliás, todo o conceito da Física Quântica, para mentes que foram educadas a agarrar-se a formas e a conceitos concretos, constitui-se como algo muito abstrato. Complexo. Creio que chega até a ser difícil de “digerir”.

É certo que já assisti a vários vídeos sobre o tema, li diversos conteúdos, assisti a palestras online e, atualmente, já consigo conceber que foi a descoberta da Física Quântica que nos permitiu perceber a própria da Física Quântica que, ao fim ao cabo, sempre existiu. Estamos completamente rodeados por ela. Mais do que rodeados, estamos imersos, visto que ela está em nós, no âmago da nossa constituição.

Como não sou uma profissional dessa área, não me sinto à vontade para utilizar termos demasiado técnicos. Porém, como, de algum modo, consigo alcançar a sua presença no nosso ser, na nossa vida, no mundo… no Universo, torna-se inevitável que, neste ponto, eu tenha de lhe fazer referência. E que essa referência por aqui vá permanecer.

Contudo, escrevo-vos à luz do meu próprio entendimento, da minha própria consciência e espero ser capaz de transmitir os conceitos de forma simplificada, embora eles sejam extremamente complexos de tão simples que são (sim, escrevi simples, porque, se a Física Quântica nos permite conhecer os comportamentos das partículas e elas sempre se comportaram assim, então, ela só pode ser: simples!).

E embora a minha mente ainda tenha dificuldade em abranger toda a complexidade que envolve poder entendê-la e explicá-la, foi-me muito fácil abraçar a ideia da sua presença, a partir do momento em que percebi que, se os átomos são maioritariamente energia, e se tudo o que conhecemos – e mesmo o que não temos ainda capacidade de conhecer – é formado por átomos, então, tudo é energia. Nós próprios, como seres formados por átomos, somos essencialmente energia.

Curiosa, fui tentar pesquisar sobre a quantidade de átomos que podem formar o corpo humano e deparei-me com um momento de ginástica mental, pois, a maioria da informação disponível está em português do Brasil e, apesar de os significados linguísticos serem extremamente semelhantes, no que respeita a números, 1 bilhão, por exemplo, não é, nem tão pouco mais ou menos, o mesmo que 1 bilião no lado de cá do Atlântico. Sendo que, pelos 3 zeros que separam os números, mais vale ter 1 bilião na mão. 😉

Portanto, quando encontrei a informação de que o corpo humano é composto por cerca de 7 octilhões de átomos (27 zeros à direita do 7), lá fui procurar pela maneira de escrever/ler esta quantidade em português de Portugal. E, embora não seja minha intenção tornar este texto numa aula de matemática, parece que, no português deste lado do oceano, se diz que o corpo humano tem cerca de 7 mil quatriliões de átomos.

Em suma, são mais do que muitos…

E sem entrar muito na ideia da vasta quantidade deles que é renovada (como temos células a serem regeneradas a todo o instante, muitos destes átomos saem do nosso sistema e são substituídos por outros), o que aqui importa ressaltar é mesmo aquela colossal quantidade. E, partindo daí, fazer a ligação com o Salto Quântico.

Se num átomo sozinho, quando o eletrão recebe uma certa quantidade de energia ocorre um salto quântico, imagina o que poderás conseguir fazer com toda essa quantidade de átomos que estão em ti, se os conseguires colocar a vibrar em frequências mais elevadas.

Salto Quântico 1

E este é um dos aspetos em que reside a sabedoria da Física Quântica aplicada na vida real. Afinal, se o eletrão precisa de receber energia para dar o salto, cada um de nós possui a capacidade de gerar essa energia em si mesmo.

Podes acreditar: todas as ferramentas que precisas estão em Ti.

E é apenas com as ferramentas que dispões, e que só tu podes usar, que podes criar essa energia, através das escolhas que fazes todos os dias e tantas vezes no mesmo dia.

E bastam módicos fragmentos de tempo, no tempo do teu dia. Pequenos instantes. Aqueles singulares momentos quando escolhes: aceitar a tua vida e todas as condições que nela existem; quando escolhes perdoar-te pelos momentos em que escolhes desviar-te para o caminho do medo; quando escolhes acolher-te em toda a tua plenitude, sem rejeitares o teu lado sombra, pois ao negares a tua sombra, também rejeitas a tua Luz – e tu és inteiro pela sombra e luz que conténs -; quando escolhes conectar-te com a tua essência, sem dar azo à voz do ego/resistência; quando escolhes nutrir o amor por TI; quando escolhes parar, nem que seja apenas por um pouquinho, e te permites sentir tudo o que cada uma destas emoções emana…

– aproveita e fá-lo agora. Já. Neste momento. Respira profundamente e permite-te sentir. Sentir-te. Fica aí, um minutinho, somente a sentir. Tudo o que tiveres para sentir. Não julgues, não rejeites. Acolhe. Sente. Respira profundamente e deixa ir. -;

… quando escolhes criar Coragem para fazer cada uma destas escolhas; quando escolhes entregar e render-te ao Fluxo da Vida; quando escolhes partilhar a tua luz com o mundo; quando escolhes agradecer… E temos tanto para agradecer. Todos os dias!

Está mesmo evidente que é uma escolha, não está?

Cada uma delas é uma escolha do Amor sobre o medo. É uma escolha que só tu podes fazer. Quero crer que também esteja evidente que tudo isto está ao alcance das tuas mãos. Não referi nada que tu não possas escolher fazer.

E é quando escolhes fazer uma destas escolhas, ou um pouco de várias delas, que estás a criar a energia para o teu Salto Quântico.

Ao escolheres mudar a tua perspetiva, deixas de estar como o eletrão, sempre a girar em torno de um ponto (situação), sem nunca mudar de órbita. Esta mudança de perspetiva é o salto quântico da tua Consciência e é ela que te coloca no Caminho do Amor.

É assim que sais da órbita do caminho do medo e saltas para a órbita do Caminho do Amor, sem nem precisar de realizar o esforço físico de saltar. Basta mudar a perspetiva. Basta escolher o Amor sobre o medo.

E com a proximidade do Natal, o momento não poderia ser mais oportuno. Na generalidade, esta é uma altura em que andamos mais conectados, mais focados na essência, nos afetos, na gratidão, na partilha… Por isso, no embalo da oportunidade, deixo os votos para que aproveites esses sentimentos e emoções que afloram em ti. Inebria-te neles, e por eles, e cria a energia que te permite colocares-te no Caminho do Amor.

Coragem! Que tenhas um bom salto… e um bom Natal também.

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

E o tema rendeu 7 partes! De acordo com este dicionário, o sete representa a totalidade, a perfeição, a consciência, a intuição, a espiritualidade e a vontade. O sete simboliza também uma conclusão cíclica e a renovação – o fim de um ciclo e o começo de um novo.

 Para mim, nascida a 7 do 7, tendo completado 37 anos este ano, habitando um corpo que tem cerca 7 mil quatriliões de átomos, estar a escrever estas palavras, na altura do Natal de 2017, naquele que foi o ano do meu grande despertar, não é mera coincidência, mas sim, um momento de incrível sincronicidade. Obrigada, Universo, e a todos(as) que me têm apoiado e acompanhado nesta jornada! Com vocês, isto faz muito mais sentido! ❤

Susana Martinho

É preciso coragem para escolher o Amor sobre o medo… – 6.ª parte

E então, conseguiste usar a ferramenta do perdão? Ou, pelo menos, colocaste-te na disponibilidade de a começar a utilizar?

Eu estou no processo! Talvez haja quem o consiga quase no imediato. Talvez… Contudo, creio que não é algo que se consiga de um momento para o outro. Leva tempo e cada pessoa terá o seu.

Cada pessoa sabe como construiu a sua própria torre. Apenas cada um tem conhecimento da quantidade de blocos que utilizou, do material de que são feitos, da altura que ela atingiu, se tem ou não telhado, ou janela… É mesmo caso para dizer: cada um sabe de si!

Porém, há algo que será certamente comum, embora este seja o momento em que me dirijo a ti, de forma individual: levou-te tempo a erguer essa torre. Talvez anos e anos da tua vida… talvez o somatório de todos os que tens até ao momento. Dedicaste-lhe energia, cuidado e entrega. Poderás até ter sido minucioso na colocação e alinhamento dos blocos, para que essa torre cumprisse a sua função protetora de forma rigorosa. Portanto, é provável que, também tu, estejas agora algo apegado a essa construção que ergueste com tanto carinho e empenho.

Se assim é, não te exijas. Não queiras detonar essa tua torre sem respeitar a relação de tempo de ignição do rastilho, sob o risco de os blocos se abaterem sobre ti, deixando-te abafado, suprimido e rodeado por um ar irrespirável.

Não te exijas, mas mantém o compromisso. Firma essa vontade que se ergueu de começares a ser mais capaz de escolher o Caminho do Amor e compromete-te a criar Coragem para ir derrubando essa torre. Pouco a pouco, no teu tempo, mas com perseverança e persistência.

Vou repetir: não te exijas! Respeita o teu tempo, mas vai sempre.

No meu caso, o desmoronamento da minha torre começou lá pelo telhado. Cada telha começou a soltar-se, foi deslizando, pelo lado de fora, e esfumou-se durante a trajetória da queda, para que não restasse qualquer estilhaço para embater no chão.

A cada fragmento que se soltava lentamente, a cada bloco que se abatia e se desvanecia, fui percebendo que se colocava, diante de mim, uma entrada para o desconhecido…

Lembras-te que referi que o passo que te estava a convidar a dar equivalia a um salto quântico? Pois bem, é aqui que tenho de fazer uma paragem para podermos relembrar alguns conceitos, que a grande maioria de nós aprendeu na escola.

Creio que todos conseguimos ter presente a imagem de um átomo e nos lembramos que ele é formado por um núcleo, que contém neutrões e protões e, à sua volta, em órbitas fixas que apresentam distâncias variadas, circulam eletrões, que se vão mantendo numa órbita particular. E, durante muito tempo, pensou-se que os eletrões se mantinham a circular sempre na mesma órbita.

Entretanto, com os avanços da Física Quântica, foi possível observar que os eletrões podem mudar de órbita. Quando um eletrão recebe/absorve uma dada quantidade de energia (quantum), ele pode saltar de uma órbita mais próxima do núcleo do átomo, para outra mais distante. Por outro lado, quando o eletrão liberta/emite essa mesma quantidade de energia, volta da órbita mais distante do núcleo, para aquela que lhe é mais próxima (faz o caminho inverso).

O que é verdadeiramente fascinante neste processo, e que o torna num conceito tão abstrato para a nossa mente, que adora agarrar-se a coisas concretas, é que nestas mudanças, de umas órbitas para as outras, o eletrão não se move pelo espaço que existe entre elas para chegar à sua nova localização. O eletrão simplesmente desaparece de uma órbita e aparece na outra, sem percorrer qualquer trajetória. E é este fenómeno que é designado por Salto Quântico.

Salto Quântico

  • “Um salto quântico é uma mudança de posição de um conjunto de circunstâncias para outro conjunto de circunstâncias, que ocorre em termos imediatos, sem se passar pelas circunstâncias intermédias.”

Deepak Chopra, Os Sete Princípios da Realização Pessoal

E se te estás a questionar em que medida estes conceitos da Física Quântica se relacionam com o que tenho vindo a escrever, então, reflete comigo. Repara nas circunstâncias da tua vida…

Consegues identificar os momentos em que insistes em viver como um eletrão, girando em torno de um mesmo ponto, sem nunca mudar de órbita?

Enquanto a tua, a minha, a nossa consciência do conhecimento for esta, vamos ficando presos nas mesmas condições, que nós próprios vamos gerando, através: dos nossos pensamentos, crenças, preocupações, mágoas, repressões, queixumes, de todas as escolhas que fizemos (e fazemos) para nos deslocarmos no caminho do medo…

É aqui que começamos a construir a nossa torre – cada um a sua – e, na continuidade de nos mantermos nessa órbita, continuamos também a acrescentar-lhe blocos, cimento, altura… telhado. Ficamos trancados nestas torres, por vezes sem janelas, e confinados ao espaço que nós mesmos delimitámos. Porém, tal como temos vindo a desvendar, todas as ferramentas que precisamos para sair destas torres – cada um da sua – estão em cada um de nós e apenas cada um pode utilizar as suas.

Se a tua torre ainda não tinha telhado, ou se, mesmo com telhado, tiveste o cuidado de lhe deixar uma janela, aproveita essas aberturas e inspira profundamente, como se estivesses a levar ar a todas as células do teu corpo.

Por outro lado, se a tua torre era como a minha, mas já permitiste que ela começasse a desmoronar, aproveita essas novas entradas para o desconhecido e renova o ar nos teus pulmões. Inspira profundamente também e prepara-te para dar uso às tuas ferramentas.

Algumas já encontrámos. Outras teremos de ir procurar. Mas, há uma garantia que eu consigo dar-te – por muito presunçoso que isto possa parecer 🙂  – : todas as ferramentas que precisas estão em TI. Por isso, prepara-te. Prepara-te para saltar!

 

Quanto mais escrevo e vou enveredando pelo caminho do autoconhecimento, mais vontade tenho de dar esse salto quântico. Mais vontade tenho que outras pessoas também o deem. E tu, queres saltar?

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho