Vamos semear sonhos? – 4.ª parte

No texto anterior partilhei convosco que, o processo de escrever, dentro das circunstâncias atuais que estou a viver, se tem vindo a tornar num desafio crescente.

Para o nosso Ego, que nos incentiva a escolher o caminho do medo, basta um acanhado resquício de dúvida para que ele comece a alimentar-se. A ganhar estrutura. Dimensão.

Num instante, ele roda a chave na fechadura, escancara a porta e ainda tem lata suficiente para nos convidar a entrar, aliciando-nos não só a fazer a passagem para o caminho do medo mas, a permanecermos por lá.

E, por estes dias, é isto que a minha voz do ego tem andado a fazer…

Passaram-se algumas semanas e, mais uma vez, não cumpri com o meu compromisso de escrever um texto por semana. Então, essa vozinha da Resistência (também conhecida por Ego), insurgiu-se logo para ter tempo de antena. E quando sintonizada nessa estação de rádio, aquilo que mais oiço na minha mente é algo como: “Não tens tempo para isto!”; “É melhor parares!”; “Já não tens mais nada para escrever!”; “Ao fim destes meses não tens assim tantos leitores no blogue!”… and so on… and on… É tagareeela!

Perante a minha intenção de continuar, de algum modo, este processo de escrita e de partilha, aquela bendita voz retruca em catadupa.

Mas, o Universo, na sua maravilhosa maneira de trabalhar subtilmente, colocou-me, este mês, em contacto com o trabalho do Jeffrey Allen.

Durante muito tempo, Jeffrey exerceu a profissão de engenheiro, como trabalho a tempo inteiro, ao mesmo tempo que estudava e trabalhava com a energia (tudo tem origem no campo energético) em part-time.

Até que, um dia, após escolher seguir a voz da sua Intuição, foi encaminhado para vivenciar uma experiência que o levou a perceber que, ao contrário daquilo que julgava, ele era um trabalhador de energia (energy worker) a fazer de conta que era um engenheiro – e não um engenheiro que fazia de conta que era um trabalhador de energia.

Na pesquisa que fiz sobre o seu trabalho, acabei por encontrar este vídeo onde ele diz que, no caminho da nossa jornada espiritual, quando nos deparamos com o momento em que a Resistência se ergue e a mente nos coloca perante inúmeras desculpas para desistirmos, é porque estamos prestes a atingir o ponto de avanço. De evolução. O ponto de rutura com os velhos padrões e a movermo-nos para um novo estado. (Uma nova condição do nosso Ser.) Por isso, em vez de pensarmos “Estou prestes a colapsar”, podemos efetuar uma pequena mudança de perspetiva e pensar “Estou prestes a progredir.”

Entretanto, no blogue, em relação a este texto, e por parte de uma das leitoras mais assíduas, deparei-me com o seguinte comentário: “(…) Comecei a minha jornada em descoberta do Caminho do Amor na mesma altura em que publicaste o teu primeiro texto. Na altura, achei uma coincidência muito feliz e encarei-a como um sinal. Um sinal que me indicava que estava no caminho certo. Procuro, todos os dias, colocar os meus pés junto dos alicerces do meu Ser… Nem sempre é fácil. E, também por isso, é muito bom saber que estás desse lado. (…) Obrigada!*” e, nesse instante, pelo impacto que me gerou, percebi que ele iria fazer parte do corpo do texto que agora escrevo pois, para mim, num momento em que a Resistência estava em expansão, também o encarei como um sinal. Um sinal para continuar. Um sinal que me indica que estou no Caminho certo! Por isso, Obrigada, Juliana! Foi realmente muito bom perceber que também estás desse lado.

E o certo é que, no somatório de todos estes eventos, estou efetivamente a sentir-me a passar por um momento de mudança. Porém, deixo essa partilha para o próximo texto.

Por agora, e pelo trajeto percorrido, parece-me que este acaba por valer pela recordação de que, mesmo que ocorram imprevistos, e que eles resultem em tropeços no caminho para a realização dos nossos sonhos, isso não é fator de impedimento para que as suas sementes brotem.

Fica atento aos sinais e, se a voz da tua Resistência se estiver a tornar dominante, talvez seja porque estás mais perto de te conectar com o teu Ser. Com os teus Sonhos.

E é aqui que reside o super-poder da tua Liberdade de escolha: ou aceitas o convite para entrar no caminho do medo, desistindo daquilo que faz a tua essência vibrar; ou encaras esse convite como a alavanca da oportunidade para poderes realmente progredir na tua jornada.

E enquanto escutas essa voz da Resistência, não lhe resistas mais. Inflama o peito com a tua amorosidade e agradece-lhe.

Ela foi a lembrança de que podes escolher o Caminho do Amor.

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

 Aproveito para deixar um grato agradecimento 🙂 a todos(as) os que por aqui têm passado e que vão partilhando um pouco da sua jornada comigo. Isto é muito mais incrível com vocês desse lado! Obrigada, de ❤

Fonte da imagem: https://www.flickr.com/photos/emraistlin/9801261825/in/photostream/

Susana Martinho

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Vamos semear Sonhos? – 1.ª parte

Se uma árvore, para quem a observa e consegue sentir a alegria que remanesce dessa contemplação, pode ser um sonho, então, já reparaste na importância que pode ter uma simples semente no processo de manifestação desse mesmo sonho?

No caso das árvores, e das plantas em geral, ao contrário do que sucede com outros espécimes da Natureza, elas estão mais limitadas em relação à procura de condições favoráveis para o seu crescimento e desenvolvimento. Assim, no decorrer do seu processo evolutivo, elas foram desenvolvendo vários mecanismos para se dispersarem e distribuírem pelo mundo através de sementes.

E apesar de, em tamanho, uma semente poder ser minúscula quando comparada com a plenitude da árvore que dela resultar, a sua importância é extremamente vital em todo o processo da manifestação do sonho que é a árvore. É no seu interior que habita toda a informação necessária para que essa árvore se possa formar em todo o seu esplendor.

E num planeta habitado, para além de inúmeras árvores e plantas, por bem mais de 7 mil milhões de pessoas, sendo, cada uma delas, uma essência singular no mundo – um único sonho manifestado – é natural que cada um de nós traga em si os seus próprios sonhos para realizar. As suas próprias sementes para semear.

As nossas sementes são os nossos desejos. E todos os desejos que conseguimos pensar contêm em si todo o potencial e informação necessários para que os consigamos manifestar. Porém, assim como as sementes das plantas precisam de chegar a uma região onde estejam reunidas as condições ideais e favoráveis à sua germinação e crescimento, as sementes dos nossos sonhos também necessitam de condições propícias à sua manifestação.

As condições que somente cada um de nós, através das escolhas que faz a cada instante, pode proporcionar. E como cada escolha que faço me coloca num de dois caminhos – medo ou Amor -, e como as nossas escolhas são pessoais e intransmissíveis, sou eu quem escolhe o terreno, o solo, para acolher as sementes dos meus desejos. És tu quem escolhe o teu.

Portanto, onde é que queres semear os teus sonhos?

Dos dois caminhos entre os quais vamos caminhando pela Vida, apenas um tem um solo fértil em Abundância. Há apenas um caminho onde, aconteça o que acontecer, tudo o que brota no seu terreno dá certo. Tudo flui. Um caminho onde tudo o que ocorre serve um bem maior, embora nós, devido ao facto de estarmos turvados pela identificação com os nossos medos e resistências, tenhamos imensa dificuldade em reconhecê-lo. Dificuldade essa que surge quando nos estamos a mover pelo caminho do medo, onde também semeamos sonhos, sem repararmos que o solo onde deitamos as nossas sementes é árido, compacto e denso, o que impede o oxigénio de circular para que possa ser absorvido pelas sementes.

Quando seguimos pelo caminho do medo, é apenas com medos que podemos regar as sementes dos nossos sonhos. Mesmo assim, admiramo-nos quando eles germinam mirrados e ressequidos, e pensamos que não foi nada daquilo que semeámos… e que realmente sonhámos.

Contudo, se é no terreno da escassez do caminho do medo que semeias os teus sonhos, lembra-te que o super-poder de escolha é teu! E que o Caminho do Amor, apesar de lhe ser oposto, segue paralelo ao caminho do medo. Portanto, se consegues escolher estar num, também consegues escolher estar no outro.

Neste ponto, sou remetida para esta imagem que já coloquei noutro texto:

Caminho do Meio

E que creio que nos ajuda a perceber que é realmente fácil transitarmos de um caminho para o outro. Basta que mudemos a nossa perceção. A maneira como nos focamos, interpretamos e sentimos nas diversas situações.

Portanto, é fundamental que te acolhas! Que te sintas. Que te permitas Ser.

Sente-te. Aceita quem És. Sê quem és no mundo. Sem julgamentos. Sem culpas. Sem sequer estares preocupado com a eventual duração desse sentimento. Neste momento, não importa se o consegues fazer por muito ou pouco tempo. Se é um sentimento que vai permanecer contigo ou não.

Agora – no Agora – importa apenas que sintas.

Sente! Mais e mais. Vibra pela alegria de te permitires Ser.

Tu tens uma fábrica de emoções dentro do teu peito. Deixa que ela produza essa emoção até que ela se espalhe por todo o teu Ser. E é neste instante em que dás o salto para o Caminho do Amor, que estás também repleto dos nutrientes necessários para o plantio dos teus sonhos.

Ao nutrires Amor por TI, automaticamente, forneces os nutrientes essenciais para que as sementes dos teus sonhos, os teus desejos, possam germinar.

Por isso, quando estiveres na berma desse terreno fértil, nutre o Amor por Ti. Respira profundamente. Coloca uma mão no peito e sente o pulsar do teu coração. E quando o sentires, diz a ti mesmo, verbalizando as palavras de maneira a que a vibração da sua energia se espalhe por ti e à tua volta: Eu gosto de ti!

Acolhe tudo o que sentires no momento em que verbalizares estas palavras. E mesmo que seja apenas por uma mera fração de segundos, permite-te gostar de ti. Sê gentil contigo.

E agora sim, semeia. Semeia os teus sonhos e nutre-os com esse sentimento.

O teu Amor-Próprio é a seiva dos teus Sonhos!

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho