O nosso verdadeiro trabalho é SER. É sonhar! – 1.ª parte

Acredito que algumas pessoas, ao se depararem com o título que atribuí a este texto, sem estarem dentro dos conteúdos aqui abordados anteriormente, possam pensar aquilo que também já pensei: que sonhar é um equívoco, uma ilusão. Pura perda de tempo…

Se esse é o teu caso, sugiro-te que leias primeiro cada uma das partes da temática “Como te sentes em relação a sonhar?”: 1.ª parte, 2.ª parte, 3.ª parte e 4.ª parte.

Por outro lado, se és um dos leitores que me tem vindo a acompanhar, creio que facilmente percebes que o título deste texto vem no fluir da mensagem partilhada no anterior.

Cada um de nós, na sua energia, na sua essência, é um sonho manifestado. Como tal, o nosso verdadeiro trabalho no Mundo, é exercer a energia que somos. É Ser. E, se somos um sonho, o nosso trabalho também é sonhar.

E nós fazemo-lo!

Porém, na maioria do tempo, não só devido aos desvios que fomos fazendo ao longo da vida para o caminho do medo, mas também, pela cultura dos meios de comunicação social que, no seu incentivo ao forte consumismo, nos coloca constantemente diante de imagens que facilitam o processo de afastamento da nossa conexão, nós sonhamos de forma inconsciente. Fora do nosso centro. Em desalinhamento com o nosso Ser.

Ou seja, se por um lado, de cada vez que escolhemos reprimir ou suprimir uma parte de nós; de cada vez que não nos sentimos merecedores da generosidade da Vida, que pode chegar-nos sob as mais diversas formas; de cada vez que escutamos e validamos a voz da Resistência; estamos a escolher seguir o caminho do medo; por outro lado, de cada vez que escolhemos ir atrás, muitas vezes em modo de esforço e de luta, das imagens que nos são incutidas como bens necessários a Ter, para podermos Ser felizes, estamos a escolher seguir por esse caminho igualmente. Em termos energéticos, estamos a vibrar pela frequência do que não temos.

Se precisas de ter, é porque te está em falta e, se sentes que te está em falta, estás a vibrar pela escassez. E o Universo é um eco. Ele devolve tudo aquilo que emanamos…

Quando enveredas pela busca do Ter para Ser, começas a percorrer a via que, aos poucos, te vai levando para longe de TI, porque ser, tu já és. Mas, se te predispões a ir buscar o Ter para Ser, todos os passos que deres nesse sentido vão-te levar à desconexão. Ao desalinhamento. E quanto mais avançares nesse caminho, maior será a distância a que ficarás do teu centro. Maior será a distância que terás de percorrer de volta para TI…

Porém, continuas a ser um sonho. Continuas a sonhar. Só que sonhas dentro da vibração de tudo o que achas que te falta. De tudo o que já não te lembras que és. E é aí que surgem materializados aqueles que chamamos de sonhos falhados, mas que não deixaram de ser sonhados.

Portanto, se és um sonho e és livre para sonhar, e a tua liberdade anda de mãos dadas com a tua responsabilidade, cabe-te assumir a tua responsabilidade de sonhar. E assumir a tua responsabilidade dá… trabalho!

O verdadeiro trabalho para a vida! O verdadeiro trabalho que temos de realizar.

E, dependendo do caminho em que te estás a mover, no momento em que acabares de ler estas palavras, poderás entender esse trabalho como algo penoso, árduo e incrivelmente difícil de se concretizar. Ou – e espero que seja por este caminho que estejas disposto a seguir cada vez mais -, poderás entender que, apesar do trabalho que envolve, descobrir quem és; para que o possas SER; e para que possas concretizar o que podes sonhar, dentro do Sonho que és; é simplesmente a jornada mais incrível de todas. É o trabalho mais extraordinário que poderás exercer.

É ou (não) é fantástico sentires que és um sonho que pode sonhar?

Não sei qual será a tua reação ao ler esta pergunta mas, eu, não consigo evitar sorrir à medida que vou alinhando as palavras que aqui escrevo. E se estou feliz, estou a sonhar de acordo com quem Sou!

E tu, neste exato momento, consideras que estás a sonhar de acordo com quem és?

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho

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Como te sentes em relação a sonhar? – 4.ª parte

Permitiste-te sentir o pulsar dessa força que tudo guia e que também vibra dentro de ti? Espero que sim! Vamos experimentar fazê-lo mais uma vez?

Vamos lá! 🙂

Fecha os olhos. Inspira profundamente. Muito devagar, expira todo o ar pela boca; deixa ir tudo o que estiver a mais e permite que todo o teu corpo se entregue a esse movimento. Deixa-o agir como ele quiser. Volta a inspirar profundamente. Coloca a consciência no teu peito… e sente!

É um exercício que dura apenas uma fração de segundos, no amplo conjunto dos segundos que compõem o nosso dia mas, neste caso, pelo bem que sabe, a variável tempo tem pouca relevância. Aquilo que verdadeiramente importa é que, ao te permitires sentir, tomes consciência de que essa força também vibra em ti.

Ela está nos teus órgãos, nas tuas células, nas tuas moléculas, nos teus átomos… no teu Ser!

Ela está em tudo o que conheces e até naquilo que não conheces.

Aliás, está principalmente naquilo que não conhecemos. Afinal, na dimensão do que é o Universo, aquilo que está para além do nosso conhecimento é vastíssimo. E este facto, por si só, é já é um indício da sua abundância.

Em toda a sua génese, natureza e desenvolvimento o Universo é Abundante.

E eu, tu… todos nós, estamos aqui como seres consequentes dessa superabundância. Como resultado de um momento de criação, de uma intenção.

Como refere Deepak Chopra, no livro Os Sete Princípios da Realização Pessoal, “tudo o que acontece no Universo começa com uma intenção”.

No momento atual, no meu nível de consciência, isto significa que só uma intenção repleta de Amor poderia criar algo tão grandioso e sublime.

Pelo Movimento perfeito, feito de vários movimentos, elaborados por tudo o que nos rodeia e por tudo o que somos; onde toda a ação, por muito individual que possa parecer, está incluída numa interação global, onde tudo está conectado ao mais ínfimo pormenor; só o Amor pode ser a Força que tudo guia.

E como, independentemente do ponto de vista estar direcionado para a perspetiva de tentar abranger o Universo no seu todo, ou o comportamento dos átomos e partículas isoladamente, tudo adquire uma dimensão muito abstrata – por um lado, devido à enorme extensão de todos os elementos; por outro lado, devido ao tamanho ínfimo dos mesmos… – eu gosto sempre de tentar ponderar estes conceitos por uma panorâmica que esteja mais de acordo com a nossa escala mental e visual: os fenómenos que facilmente observamos na Natureza!

Já observaste uma árvore? Já reparaste que ela não precisou de sonhar para crescer em todo o seu esplendor? Já reparaste que ela não teve de estabelecer planos e resoluções para cumprir a sua função e ter o seu lugar no Mundo? Já reparaste que essa árvore, para quem a observa, pode ser uma árvore de sonho?

Já te aconteceu olhares para uma árvore e, pela alegria que sentiste no teu coração, ao identificar a beleza que nela conseguiste vislumbrar, considerar que aquela árvore era um sonho?

Pode não ter sido necessariamente uma árvore mas, quase que consigo afirmar que, garantidamente, já te aconteceu algo assim. Com certeza que algum elemento da Natureza – uma flor, uma borboleta, uma ave, um lago, um céu limpidamente estrelado… -, num qualquer momento da tua vida, despertou esse sentimento em ti.

Quanto a mim, são inúmeras as vezes em que me encantei com a mera contemplação das paisagens místicas de Aveiro, com as suas salinas. Ou do oceano, espelhando variações cromáticas do azul, dourado e rosado, que se avistam no céu, durante um pôr-do-sol. São incontáveis as vezes em que me maravilhei com a simples luminosidade de um luar e dei por mim a pensar que estava a ter a oportunidade de vislumbrar uma paisagem de sonho.

Já reparaste também que, tal como a árvore, nenhum dos elementos que compõem estas paisagens teve de sonhar?

Tanto a árvore, como a flor, a borboleta, a lua ou o oceano não precisam de sonhar porque, já SÃO o sonho manifestado.

Já reparaste – mesmo – que tu também és um elemento deste todo? Que a matéria-prima que te forma é a mesma que originou a árvore, a flor, a borboleta, o sol, os astros…? Já reparaste que, também tu, és um sonho manifestado?

Por isso, perante a pergunta que nos acompanha há 4 semanas – Como te sentes em relação a sonhar?-, neste momento, eu espero que te sintas incrivelmente bem. Se é o caso, acende o peito com essa sensação de bem-estar e verbaliza as palavras, com vontade de te ouvir escutá-las: “Eu sinto que sou o Sonho!

Porque o És!

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho

Como te sentes em relação a sonhar? – 3.ª parte

Tens notado alguma diferença, na tua tomada de consciência, em relação ao caminho em que te moves?

A escolha entre o caminho do medo e o Caminho do Amor, apesar de presente, desde sempre, nas nossas vidas, creio que é feita, na sua maioria, de modo inconsciente. No entanto, tenho reparado que, embora ainda me mova muito pelo caminho do medo, o meu estado de consciência em relação a esse facto está muito mais desperto.

E contigo? Notas alguma diferença? Consideras que consegues identificar, com maior facilidade, em que caminho efetuas as tuas escolhas?

Espero que sim pois, para além de ser uma evidência de que estás a ficar mais conectado com o teu Ser, é também um sinal de que estás a ficar mais alinhado com a tua possibilidade de sonhar.

Estares desperto para consciência do caminho em que te moves, permite-te ter uma melhor noção da frequência em que estás a vibrar.

Este aspeto também se torna determinante para quem está habituado a encarar a vida como se ter pensamento positivo fosse suficiente para se ser capaz de sonhar e de ficar mais próximo de se ter o sonho concretizado. Não é!

Podes ter um pensamento positivo – “Eu quero viajar!”; “Eu vou conseguir um emprego melhor!”; “Eu vou ganhar mais dinheiro!”; “Eu quero um relacionamento saudável e feliz!”… – e estares a mover-te no caminho do medo. Ou seja, apesar do pensamento que formulas na tua mente, e que pode ser realmente considerado positivo, a emoção que vibra no teu coração, e que se difunde pelos átomos do teu corpo, é o medo.

Por exemplo, podes muito querer viajar mas, sentes medo de não conseguir comunicar noutro país, numa língua que não conheces; podes querer mudar de emprego mas, sentes medo de ficar sujeito à incerteza da adaptabilidade a um novo trabalho; podes querer ganhar mais dinheiro mas, como acreditas que as pessoas que são mais ricas são desonestas, sentes medo de te tornares numa pessoa desonesta caso enriqueças; podes querer um relacionamento saudável e feliz mas, como cada um aceita o amor que acha que merece, poderás sentir medo de não ser merecedor desse amor…

Aquilo que acabei de enumerar são meros exemplos, que não têm de ser aqueles que existem na tua realidade. Contudo, espero que funcionem como um catalisador, para que te seja mais fácil identificar os medos que sentes, por muito que a tua mente te tente convencer que tens um pensamento positivo e que isso é quanto basta.

Chega a ser impressionante a facilidade com que vamos fazendo as nossas escolhas pelo caminho do medo, sem percecionar que nos estamos a conectar com a escassez. Sem perceber que caminhamos pela Vida – que, por si só, é Abundância – com a constante sensação de que nada é suficiente. Onde o nosso foco reside, essencialmente, no facto de não nos sentimos merecedores.

E essa escolha é feita por cada um de nós. Essa escolha é minha. Essa escolha é tua. Mesmo nestas circunstâncias continuas a ser cocriador da tua realidade. Se vibras pelo medo, vais continuar a atrair e a focar-te em situações, eventos e pessoas que justificam e validam os medos que sentes.

Colocado desta forma, creio que fica óbvio que o caminho do medo permite-nos apenas materializar isso mesmo: medos! Ou seja, o caminho do medo não é um caminho que nos permita sonhar…

Por tudo isto, lembra-te de escolher o Amor sobre o medo! E faz essa escolha tantas vezes quantas as necessárias.

Afinal, qualquer sonho que consigamos formular, envolve que nos tornemos mais abundantes, mais prósperos. E há apenas um caminho que nos leva aos nossos sonhos, colocando-nos na direção da sua concretização: aquele que emana da Fonte Criadora. Aquele que vibra, que É: Amor!

Independentemente do consenso de ter ocorrido ou não um Big-Bang, se atualmente somos capazes de conceber que tudo o que conseguimos: ver, sentir, cheirar, ouvir, saborear, tocar; provém de uma mesma matéria-prima (átomos) e que a força que guia todos os astros, galáxias, planetas e estrelas também nos guia a nós, então, podemos confiar que essa Fonte é incrivelmente abundante.

Podemos confiar que essa força vibra na frequência universal que tudo une, que tudo conecta: o Amor.

E tu não és exceção. Tu também és proveniente dessa Fonte! Consegues senti-la a pulsar dentro de Ti? Fecha os olhos, respira profundamente, coloca a consciência no teu peito e sente! E agora… sonha!

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho

Como te sentes em relação a sonhar? – 2.ª parte

Na semana passada, na partilha que fiz convosco, expus o meu percurso em relação ao que senti, ao longo da vida, em relação a sonhar.

Comecei por me sentir uma sonhadora, que associava o concretizar dos sonhos ao resultado do esforço e da luta. Numa fase seguinte, misturei de tal forma o Ser com o ter uma profissão, que me esqueci de quem era. E quando a Vida me levou o Ter, e me senti sem o Ser, projetei toda a responsabilidade da dor da perda que daí adveio para o facto de ter sonhado. E foi assim que entrei no momento de sentir que sonhar era um equívoco.

No ano passado, através de diversas fontes de conhecimento que me foram chegando, tive oportunidade de contactar mais com a Física Quântica e com a minha Espiritualidade. 2017 foi, para mim, um ano de despertar. E embora ainda não me sinta inteiramente capaz de colocar em prática todos os ensinamentos que adquiri, aprendi o suficiente para perceber que a Vida é sábia. Foi movida por essa sabedoria que ela não teve outra alternativa senão ter-me levado o Ter, para que, nessa perda, eu pudesse reencontrar o meu Ser.

É que apesar de não nos ser fácil reconhecer, cada perda traz consigo a delicadeza de uma oportunidade. No entanto, é necessário aprender a ajustar o olhar, a direcionar o foco, para que a consigamos vislumbrar.

Naquela altura, o meu foco ficou tão direcionado na aparente perda do Ser, que levei muito tempo a compreender que me estava a ser dada a oportunidade para voltar a reconectar-me com a minha essência. E foi somente no momento em que este entendimento adquiriu clareza, que consegui perceber que, afinal, não havia nada de errado em sonhar.

Não tinha sido o sonho o responsável por aquela perda. A única responsável era eu, através das escolhas que tinha feito.

Foram as minhas escolhas que me levaram àquele ponto de fusão do Ser com o Ter. Portanto, foram também as minhas escolhas que atraíram a perda do Ter, para que eu tivesse a oportunidade de perceber, que mesmo sem o Ter, eu continuava a Ser.

E, pelo meu nível de consciência, é neste instante que a Física Quântica se torna crucial para um melhor entendimento de todo este processo.

“Se queres descobrir os segredos do Universo, pensa em termos de energia, frequência e vibração.”

Nikola Tesla

Já por aqui foi falado que tudo é energia. Isto também significa que tudo tem uma frequência… e nós não somos exceção.

Somos seres igualmente formados por átomos. O nosso Ser é energia. O nosso Ser tem uma frequência vibratória.

Por outro lado, cada um de nós é único no mundo.

Aliando estes factos, isto significa que cada ser humano é uma energia única e é por isso que faz tanto sentido falar em essência.

O nosso Ser verdadeiro é-o em essência e cada essência é singular.

E em termos de frequência energética, apesar da singularidade de cada um, todos conseguimos aceder a diferentes frequências que nos são comuns.

É por isso que, ao contrário daquela frase tantas vezes dita e ouvida – “os opostos atraem-se” -, o que acontece realmente é que semelhante atrai semelhante. Ou seja, atraímos para junto de nós, para a nossa Vida: eventos, situações e pessoas que vibram na mesma frequência que estamos a emanar.

Somos mesmo responsáveis por tudo o que vivenciamos. Por tudo o que escolhemos. Somos, como cada vez é mais frequente ler e ouvir o termo, cocriadores da nossa realidade.

Para quem pondera que está a viver a vida dos seus sonhos, a tomada de consciência destas considerações talvez se efetue de modo quase osmótico. Porém, para quem olha para a vida ao seu redor e considera que os eventos, situações e pessoas nela presentes não estão de acordo com o que deseja, esta informação torna-se algo indigesta. Conheço a amargura desse sabor…

Se este for o teu caso, e se por aqui me tens vindo a acompanhar, questiona: em que caminho estás a fazer as tuas escolhas? Neste exato momento, consideras que te estás a mover no caminho do medo ou no Caminho do Amor?

Pode parecer repetitivo – e realmente é – porque, a escolha que fazemos entre esses dois caminhos é uma constância, não só na vida, mas a cada instante do dia.

Num só dia, deparamo-nos com imensas situações que, por muito insignificantes que nos possam parecer, requerem que façamos esta escolha. E nós fazemo-la…

Tenta olhar para o teu dia de hoje e perceber em qual dos caminhos te posicionaste de cada vez que tiveste de realizar alguma atividade ou ação.

Consegues perceber em qual deles te movimentaste mais?

Lembra-te que este é um espaço de não julgamento, onde não existem respostas certas ou erradas. Este é um espaço que visa potencializar o nosso desenvolvimento. E digo o “nosso” porque, antes de a mensagem chegar a ti, é a mim que a estou a transmitir em primeiro lugar.

Por isso, se te deparares com a amargura do sabor do reconhecimento de que te movimentaste mais pelo caminho do medo, lembra-te que a tua responsabilidade anda de mãos dadas com a tua liberdade. E quando esta lembrança estiver presente na tua mente, deixa que ela se transforme na emoção que irá substituir esse sabor amargo, pela fresca doçura do sabor de teres sido livre.

E em jeito de resposta à questão colocada na imagem do texto, atrevo-me a afirmar: foste livre para escolher. Também és livre para sonhar

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho