A Luz brilha mais… na escuridão

Nesta altura do ano, sempre que me deparo com as iluminações de Natal que enfeitam as ruas, nos seus diversos formatos, coloridos e cintilares, dou por mim a constatar que, na nossa condição humana, somos seres naturalmente atraídos e fascinados pela Luz.

Tudo o que cintila, brilha e ilumina detém a capacidade de nos cativar a atenção e os demais sentidos.

Lembro-me que, quando criança, um dos meus maiores encantos pela época natalícia era precisamente o apreciar do cintilar das luzinhas, que acendiam e apagavam, sempre no seu piscar compassado, na árvore de Natal lá de casa. Era capaz de permanecer diante dela num estado contemplativo e por tempo indeterminado, completamente envolvida pelas cores, pelo brilho e pelo tremeluzir daquelas pequenininhas lâmpadas que, de algum modo, sentia que ajudavam a aflorar uma sensação de plenitude que emanava do meu coração.

Na realização daquele singelo ritual havia um qualquer sentimento de paz e de união, que se difundia em mim, e que me evocava a sentir-me bem mais Eu.

E apesar de sermos muito mais alinhados com quem realmente somos quando somos crianças, uma das evidências de que o nosso desejo de alinhamento prevalece enquanto adultos, é precisamente a permanência deste nosso fascínio pela Luz.

Foi num dia da semana passada que, já de noite, enquanto cumpria com o parar e abrandar que sempre nos é sugerido pela luz vermelha de um semáforo, dei por mim a reparar nas iluminações de Natal que por ali se encontravam. Mais concretamente, reparei numa estrutura que tinha inúmeras luzinhas de tom branco/prateado, que cintilavam de forma intermitente, ao longo dos seus cerca de 3 metros de altura. No decorrer daqueles segundos reparei ainda que aquela estrutura nunca ficava sem brilhar, porque sempre que uma luzinha se apagava logo outra se acendia, e a sua presença sempre permanecia. De seguida, também reparei que o brilho daquelas luzinhas só podia ser tão evidente porque era de noite e que aquela estrutura, mesmo com os seus cerca de 3 metros de altura, só se tornava tão visível e com um porte tão demarcado, precisamente porque a sua luz estava envolta em escuridão…

Poucos dias depois, com o ocorrer do solstício de Inverno, achei muito giro perceber que acendemos todas estas luzinhas, justamente na altura do ano em que os dias vão ficando cada vez menores e as noites mais longas. Porém, e de modo inevitável, após a noite mais longa do ano, os dias recomeçam a crescer gradualmente e a claridade volta a recuperar o espaço que foi cedendo para a escuridão.

E acredito que de coincidência não tenha nada, pelo menos neste país à beira-mar plantado, o facto de o Natal – época que tanto associamos ao iluminar de belas luzes cintilantes, talvez por ser o momento em que mais nos permitimos mostrar a nossa própria Luz – ser assinalado logo a seguir àquela que é a noite mais longa do ano.

Afinal, o alcance e o vislumbre que qualquer uma destas luzinhas pode ter, tem muito mais impacto, encanto e magia quando a noite as envolve. E o mesmo acontece connosco…

E num ano que me foi muito marcado por momentos de cura, de integração e de acolher tantas sombras que sempre em mim estiveram, neste instante, mais do que nunca, faz-me sentido que a nossa Sombra seja imprescindível para o brilho da nossa Luz.

E se há algo que podemos constatar nesta época, com o constante piscar de tantas luzinhas, é que quando uma se apaga logo outra se acende e, mesmo quando as noites se tornam tão longas que se estendem para além do dia, a nossa vontade de colocar luzinhas a brilhar no Mundo prevalece.

E elas sempre acendem. Elas sempre brilham. Elas sempre cintilam e iluminam.

Que neste Natal prevaleça a tua vontade de colocar a tua Luz a brilhar no Mundo.

Quando todos cintilamos, as noites ficam mais mágicas!

Com os votos de um Feliz Natal, hoje e sempre: cintila-te!

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

Susana Martinho

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É preciso coragem para escolher o Amor sobre o medo… – 7.ª parte

Escrever e falar de Física Quântica – a ciência que estuda na natureza aquilo que ela tem de mais pequenininho, os componentes básicos da matéria -, para mim, que não sou entendida na temática, não é tarefa fácil. Aliás, todo o conceito da Física Quântica, para mentes que foram educadas a agarrar-se a formas e a conceitos concretos, constitui-se como algo muito abstrato. Complexo. Creio que chega até a ser difícil de “digerir”.

É certo que já assisti a vários vídeos sobre o tema, li diversos conteúdos, assisti a palestras online e, atualmente, já consigo conceber que foi a descoberta da Física Quântica que nos permitiu perceber a própria da Física Quântica que, ao fim ao cabo, sempre existiu. Estamos completamente rodeados por ela. Mais do que rodeados, estamos imersos, visto que ela está em nós, no âmago da nossa constituição.

Como não sou uma profissional dessa área, não me sinto à vontade para utilizar termos demasiado técnicos. Porém, como, de algum modo, consigo alcançar a sua presença no nosso ser, na nossa vida, no mundo… no Universo, torna-se inevitável que, neste ponto, eu tenha de lhe fazer referência. E que essa referência por aqui vá permanecer.

Contudo, escrevo-vos à luz do meu próprio entendimento, da minha própria consciência e espero ser capaz de transmitir os conceitos de forma simplificada, embora eles sejam extremamente complexos de tão simples que são (sim, escrevi simples, porque, se a Física Quântica nos permite conhecer os comportamentos das partículas e elas sempre se comportaram assim, então, ela só pode ser: simples!).

E embora a minha mente ainda tenha dificuldade em abranger toda a complexidade que envolve poder entendê-la e explicá-la, foi-me muito fácil abraçar a ideia da sua presença, a partir do momento em que percebi que, se os átomos são maioritariamente energia, e se tudo o que conhecemos – e mesmo o que não temos ainda capacidade de conhecer – é formado por átomos, então, tudo é energia. Nós próprios, como seres formados por átomos, somos essencialmente energia.

Curiosa, fui tentar pesquisar sobre a quantidade de átomos que podem formar o corpo humano e deparei-me com um momento de ginástica mental, pois, a maioria da informação disponível está em português do Brasil e, apesar de os significados linguísticos serem extremamente semelhantes, no que respeita a números, 1 bilhão, por exemplo, não é, nem tão pouco mais ou menos, o mesmo que 1 bilião no lado de cá do Atlântico. Sendo que, pelos 3 zeros que separam os números, mais vale ter 1 bilião na mão. 😉

Portanto, quando encontrei a informação de que o corpo humano é composto por cerca de 7 octilhões de átomos (27 zeros à direita do 7), lá fui procurar pela maneira de escrever/ler esta quantidade em português de Portugal. E, embora não seja minha intenção tornar este texto numa aula de matemática, parece que, no português deste lado do oceano, se diz que o corpo humano tem cerca de 7 mil quatriliões de átomos.

Em suma, são mais do que muitos…

E sem entrar muito na ideia da vasta quantidade deles que é renovada (como temos células a serem regeneradas a todo o instante, muitos destes átomos saem do nosso sistema e são substituídos por outros), o que aqui importa ressaltar é mesmo aquela colossal quantidade. E, partindo daí, fazer a ligação com o Salto Quântico.

Se num átomo sozinho, quando o eletrão recebe uma certa quantidade de energia ocorre um salto quântico, imagina o que poderás conseguir fazer com toda essa quantidade de átomos que estão em ti, se os conseguires colocar a vibrar em frequências mais elevadas.

Salto Quântico 1

E este é um dos aspetos em que reside a sabedoria da Física Quântica aplicada na vida real. Afinal, se o eletrão precisa de receber energia para dar o salto, cada um de nós possui a capacidade de gerar essa energia em si mesmo.

Podes acreditar: todas as ferramentas que precisas estão em Ti.

E é apenas com as ferramentas que dispões, e que só tu podes usar, que podes criar essa energia, através das escolhas que fazes todos os dias e tantas vezes no mesmo dia.

E bastam módicos fragmentos de tempo, no tempo do teu dia. Pequenos instantes. Aqueles singulares momentos quando escolhes: aceitar a tua vida e todas as condições que nela existem; quando escolhes perdoar-te pelos momentos em que escolhes desviar-te para o caminho do medo; quando escolhes acolher-te em toda a tua plenitude, sem rejeitares o teu lado sombra, pois ao negares a tua sombra, também rejeitas a tua Luz – e tu és inteiro pela sombra e luz que conténs -; quando escolhes conectar-te com a tua essência, sem dar azo à voz do ego/resistência; quando escolhes nutrir o amor por TI; quando escolhes parar, nem que seja apenas por um pouquinho, e te permites sentir tudo o que cada uma destas emoções emana…

– aproveita e fá-lo agora. Já. Neste momento. Respira profundamente e permite-te sentir. Sentir-te. Fica aí, um minutinho, somente a sentir. Tudo o que tiveres para sentir. Não julgues, não rejeites. Acolhe. Sente. Respira profundamente e deixa ir. -;

… quando escolhes criar Coragem para fazer cada uma destas escolhas; quando escolhes entregar e render-te ao Fluxo da Vida; quando escolhes partilhar a tua luz com o mundo; quando escolhes agradecer… E temos tanto para agradecer. Todos os dias!

Está mesmo evidente que é uma escolha, não está?

Cada uma delas é uma escolha do Amor sobre o medo. É uma escolha que só tu podes fazer. Quero crer que também esteja evidente que tudo isto está ao alcance das tuas mãos. Não referi nada que tu não possas escolher fazer.

E é quando escolhes fazer uma destas escolhas, ou um pouco de várias delas, que estás a criar a energia para o teu Salto Quântico.

Ao escolheres mudar a tua perspetiva, deixas de estar como o eletrão, sempre a girar em torno de um ponto (situação), sem nunca mudar de órbita. Esta mudança de perspetiva é o salto quântico da tua Consciência e é ela que te coloca no Caminho do Amor.

É assim que sais da órbita do caminho do medo e saltas para a órbita do Caminho do Amor, sem nem precisar de realizar o esforço físico de saltar. Basta mudar a perspetiva. Basta escolher o Amor sobre o medo.

E com a proximidade do Natal, o momento não poderia ser mais oportuno. Na generalidade, esta é uma altura em que andamos mais conectados, mais focados na essência, nos afetos, na gratidão, na partilha… Por isso, no embalo da oportunidade, deixo os votos para que aproveites esses sentimentos e emoções que afloram em ti. Inebria-te neles, e por eles, e cria a energia que te permite colocares-te no Caminho do Amor.

Coragem! Que tenhas um bom salto… e um bom Natal também.

Pela Coragem de escolher o Caminho do Amor, com leveza.

E o tema rendeu 7 partes! De acordo com este dicionário, o sete representa a totalidade, a perfeição, a consciência, a intuição, a espiritualidade e a vontade. O sete simboliza também uma conclusão cíclica e a renovação – o fim de um ciclo e o começo de um novo.

 Para mim, nascida a 7 do 7, tendo completado 37 anos este ano, habitando um corpo que tem cerca 7 mil quatriliões de átomos, estar a escrever estas palavras, na altura do Natal de 2017, naquele que foi o ano do meu grande despertar, não é mera coincidência, mas sim, um momento de incrível sincronicidade. Obrigada, Universo, e a todos(as) que me têm apoiado e acompanhado nesta jornada! Com vocês, isto faz muito mais sentido! ❤

Susana Martinho